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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

La Niña tem 100% de chance de permanecer em janeiro

Por:  


Segundo a Agência de Meteorologia da Austrália, o fenômeno climático La Niña tem 100% de probabilidade de permanecer durante o mês de janeiro e 78,8% de chances de perdurar durante fevereiro. O La Niña se configura através de um esfriamento constante (pelo menos um trimestre) na região oceânica do Pacífico Equatorial, também conhecida como região NINO 3.4.
“Se confirmado, o La Niña estaria afetando as projeções climáticas nos dois principais meses no desenvolvimento da soja na Argentina, quando a oleaginosa entra em reprodução na maioria do país. Ainda é prematuro para qualquer afirmação de perda produtiva na América do Sul. A ARC continua estimando 111 MTs de soja produzidas no Brasil e 55,5 MTs na Argentina, no atual ano safra 17/18”, afirma a Consultoria AgResource.
Segundo os analistas, os mapas climáticos atualizados hoje trazem diferenciações acentuadas dentre os principais modelos. As previsões do sistema GFS (americano) trazem chuvas mais escassas para a Argentina e concentradas no Centro do Brasil, nos próximos 10 dias. Já no período de 13 a 18 de janeiro, uma rodada de precipitações acima dos 25 mm acumulados deverá cobrir 90% da área sojicultora na Argentina. 
“No entanto, os demais modelos climáticos não confirmam tal rodada de chuvas que chega em meados do mês. Os mapas do ECM (modelo Europeu), trazem chuvas concentradas apenas no norte da Argentina, neste mesmo período. A alta divergência nas leituras diminui drasticamente a confiança em tais chuvas. A ARC acredita que os mapas deverão mudar muito antes de trazerem um padrão similar em todas as leituras, especialmente por se tratar da influência de um La Niña”, concluem os analistas da AgResource.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Clima: La Niña está configurado e com chances de impactos para safra de verão no Brasil em 2018


O La Niña está confirmado. Com probabilidade elevada para até 75%, é esperado que o fenômeno perdure até meados de fevereiro a abril de 2018, inverno no Hemisfério Norte e verão e outono no Brasil. A informação é do Centro de Previsão Climática da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês). Os reflexos com esse sistema podem ser diversos em todo mundo, com atenção para a safra brasileira na região Sul.
Com as temperaturas das águas do Oceano Pacífico Equatorial mais frias, o La Niña clássico provocaria, no Brasil, um volume menor, em média, de chuvas para o Sul do país, com atenção para as culturas de verão. Mas traria boas condições para o Centro-Norte e Nordeste. Essas condições previstas, no entanto, são a longo prazo, segundo o professor Expedito Rebello, coordenador geral do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).
Temperaturas da superfície do mar no Oceano Pacífico, em comparação com a média. As áreas azuis são mais frias do que a média, enquanto as áreas laranja são mais quentes do que a média (Foto: The Climate Prediction Center/NOAA)
Temperaturas da superfície do mar no Oceano Pacífico, em comparação com a média. As áreas azuis são mais frias do que a média, enquanto as áreas laranja são mais quentes do que a média (Foto: The Climate Prediction Center/NOAA)

"Com a ocorrência do La Niña, para a região Norte do Brasil, as chances são de chuvas acima da média nos estados do Amazonas, Acre e Rondônia. Para grande parte do Nordeste, esse fenômeno apresenta, em média, boas chuvas. Vale ressaltar a região enfrenta seis anos seguidos de seca. Para o Centro-Oeste e Sudeste, podemos ter todo tipo de fenômeno, como estão mais na área central do país. E no Sul, pode haver ter falta de chuva ou intensificação de veranico", explica Expedito Rebello.
Essa condição para a região Sul do Brasil demanda atenção, uma vez que pode afetar a produção das culturas de verão no início do ano, como soja e milho que estão em plantio e serão colhidas nos próximos meses. "Essa divulgação confirma o que o Inmet já vinha dizendo desde agosto", afirma Rebello.
O La Niña é causado pelo resfriamento das águas do Oceano Pacífico e, em outras localidades ao redor do globo também pode incitar mudanças climáticas. Como o aumento das chuvas no Sudeste Asiático e Austrália. Para os Estados Unidos, o NOAA disse que a perspectiva favorece temperaturas acima da média e precipitação abaixo da média em toda a parte Sul do país, enquanto a parte Norte do país poderia ver temperaturas abaixo da média e acima da precipitação mediana.
Típicos impactos do La Niña no inverno em toda a América do Norte (Foto: The Climate Prediction Center/NOAA)
Típicos impactos do La Niña no inverno em toda a América do Norte (Foto: The Climate Prediction Center/NOAA)

Paralelamente, em recente entrevista ao Notícias Agrícolas, o meteorologista do Inmet salientou que os efeitos do La Niña podem ser distorcidos por outro sistema que altera as temperaturas das águas no Atlântico Norte, pelo menos em um primeiro momento. Tanto é que os modelos de tendências para o clima apontam um dezembro com chuvas abaixo da média no Matopiba e parte de Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais. Por isso, é preciso seguir monitorando os dados e mapas climáticos.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Bloqueio atmosférico traz seca e atrapalha plantio do milho

Por:  -Leonardo Gottems 


O início do plantio de milho está sendo dificultado em diversas regiões do Brasil devido a uma estiagem prolongada nas principais regiões produtoras. O meteorologista Luiz Renato Lazinski, do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia), aponta que o fenômeno não é comum para esta época do ano.
“Nos últimos anos, o clima foi muito favorável às nossas lavouras, mas neste ano particularmente, estamos observando um bloqueio atmosférico muito forte no Oceano Pacífico e, isto esta fortalecendo a massa de ar quente e seca do Brasil Central, que não permite que as frentes frias, vindas do sul, avancem para o Brasil, bloqueando estas frentes frias entre o Rio Grande do Sul e Uruguai”, explica. 
Segundo Lazinski, “isto acontece, mas não é muito frequente, uma vez que, durante o final do inverno e primavera, as chuvas normalmente são mais frequentes e abundantes, principalmente no sudeste e centro-oeste do Brasil e este ano, isto não vem acontecendo. Sobre a estiagem, ela ocorre de tempos em tempos, mas não é cíclica, depende de fenômenos que ocorrem muito longe daqui, como o ‘El Niño’ e ‘La Niña’, por exemplo, no Oceano Pacífico Equatorial, e estes fenômenos não são cíclicos”. 
“Por enquanto, estamos numa situação de neutralidade climática, sem a influência do ‘El Niño’ ou ‘La Niña’. Mas há uma tendência da volta de uma nova ‘La Niña’ a partir de meados da primavera e verão, o que significa chuvas muito irregulares e ocorrência de algum veranico ao longo da safra de verão”, projeta o especialista.
O presidente-executivo da Abramilho (Associação Brasileira dos Produtores de Milho), Alysson Paolinelli, admite que a estiagem pode provocar redução de plantio. “A safra de verão pode diminuir sim, nas regiões que estão sofrendo com estiagem. Mas em poucas áreas. Pode reduzir no plantio de verão, mas vai compensar depois, na resteva da soja, nas áreas que são possíveis de plantar milho safrinha no Paraná. A produção de milho deve crescer muito porque a demanda pelo cereal está forte e o preço no momento é bom. Pode ter mais safrinha nas regiões que costumeiramente plantam”, comenta.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

NOAA eleva chance de La Niña para 55% a 60%

Publicado em 15/09/2017 12:05 e atualizado em 18/09/2017

NOAA - ENSO
LOGO nalogo
O NOAA, o Serviço Nacional de Clima dos Estados Unidos, atualizou suas previsões sobre o La Niña e aumentou as chances de o fenômeno se desenvolver para um percentual de 55% a 60% durante o período de primavera/verão do hemisfério sul e outono/inverno do norte. Durante o último mês, as águas do oceano Pacífico seguiram esfriando, ficando quase abaixo da média de neutralidade climática, reforçando a possibilidade de ocorrência do fenômeno. 
La Nina Setembro 2017
Segundo informações do instituto, as águas da sub-superfície do oceano se tornaram consideravelmente negativas no último mês, como mostram as figuras a seguir. 
La Nina - Subsurface
"Começamos a observar algumas indicações ao longo de agosto de uma mudança poderia estar em andamento. A primeira é a tendência descendente nas anomalias da temperatura central do mar do Pacífico de julho a agosto, com a média em agosto de 0,4ºC", explicam especialistas do portal internacional Weather Nation. 
La Nina - 3
Ainda segundo os meteorologistas e climatologistas, as mudanças nas movimentações dos ventos também começam a indicar mais força na possibilidade de ocorrência de um La Niña. 
As imagens são do NOAA e mostram esse resfriamento das águas. E novas informações partem do serviço em 12 de outubro. 
E as previsões mais fortes para um La Niña nos próximos meses já traz impactos sobre o mercado. "Preços mais altos do gás natural nos Estados Unidos, seca no Brasil e cheias nas áreas de mineração de carvão na Austrália são mais prováveis depois dessas previsões", explicam analistas ouvidos pela agência de notícias Bloomberg. 
O La Niña, se confirmado, pode trazer condições de tempo mais seco do que o normal no Centro-Sul do Brasil, norte da Argentina, Paraguai e Uruguai durante os meses de setembro e dezembro. O período é determinante para a safra de grãos de verão destes países. 
"O mercado vai manter os olhos muito atentos à essa questão do La Niña", disse a CRM Agricommodities nesse momento em que o plantio argentino e brasileiro estão prestes a começar.
Com informações do NOAA, Bloomberg, Agrimoney e Weather Nation.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Não vai ter La Niña este ano

Por:  -Leonardo Gottems 


“Não há previsão de configuração de La Niña até o fim deste ano. Os modelos numéricos indicam a permanência da condição neutra até o início de 2018”. A afirmação é dos meteorologistas Vitor Hassan e Patricia Diehl Madeira, do Climatempo, com base em dados do NOAA, a agência climática oficial do governo dos Estados Unidos.
“Na última semana, houve um intenso burburinho nas redes sociais sobre uma possível ocorrência do La Niña (2017/2018). O fenômeno pode ser responsável pela acentuada diminuição de chuva na região Sul do país e pelo aumento da precipitação em parte das regiões Norte e Nordeste”, contam os especialistas.
No entanto, de acordo com a literatura especializada, para ser considerado um episódio de La Niña, a anomalia de Temperatura da Superfície do Mar (TSM) deve persistir com valores inferiores ou iguais a -0,5°C por cinco períodos de três meses consecutivos na região Niño 3.4. “Avaliando o comportamento do oceano Pacífico nos últimos meses podemos observar que as anomalias de TSM ficaram positivas de abril até o fim de julho deste ano na região do Nino 3.4, descaracterizando completamente um fenômeno de La Niña”, explicam os meteorologistas.
De acordo com eles, o que chamou bastante atenção e causou a falsa impressão de uma possível La Niña, foi o resfriamento das águas do Pacifico Central e Leste a partir de agosto. Entretanto, esse resfriamento não é suficiente para caracterizar o fenômeno.
“Não se deve, no entanto, confundir neutralidade com normalidade climática. Porém, os agricultores podem ficar despreocupados. Apesar de estar previsto o atraso do período chuvoso para a região Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, a tendência é de estabilização a partir do fim de outubro, influenciando de forma positiva no processo de plantio”, concluem.