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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Dispara uso de fungicidas protetores no Brasil

Por:  -Leonardo Gottems 


De acordo com pesquisa da consultoria Spark Inteligência Estratégica, aumentou fortemente o uso de fungicidas protetores na safra 2016/17, quando alcançou nada menos que 38% das áreas de soja. A adoção média destes produtos cresceu significativos 32 pontos percentuais desde a temporada 2014-15. 
Segundo dados do levantamento, a expansão da demanda pelos fungicidas protetores ganhou força com o aumento da resistência da ferrugem asiática, e consequente redução do desempenho, dos fungicidas sistêmicos. O estado que mais uso fez dos produtos de contato foi o Rio Grande do Sul (55%), seguido pelo Mato Grosso do Sul (40%), Mato Grosso (39%), São Paulo (39%), Paraná (34%) e Goiás (33%). 
“O avanço dos fungicidas de contato sinaliza a preocupação do produtor em controlar a ferrugem e em combater a resistência do fungo causador da doença a produtos tradicionais”, explica o engenheiro agrônomo e sócio-diretor da Spark, André Malzoni dos Santos Dias. A pesquisa acrescenta que algum tipo de fungicida foi adotado em 98% das lavouras brasileiras.
Em termos de mercado, as vendas de fungicidas significaram 33% do comércio de defensivos agrícolas no Brasil. De acordo com dados das empresas do setor, os agroquímicos movimentaram US$ 9,6 bilhões no ano passado.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Protetores e a resistência da ferrugem na soja

Publicado em 09/03/2017 às 15:33h
Por Erlei Melo Reis, Engenheiro Agrônomo e fitopatologista 
Em Agrolink.

Identificada pela primeira vez no Brasil em 2001, a ferrugem da soja hoje é considerada a principal doença da cultura. Segundo a Embrapa, ela possui um custo médio de US$ 2 bilhões por safra. 
Por mais que haja a aplicação de fungicidas, estes perderam sua eficiência com o decorrer do tempo e a adaptação do fungo. Em 2013/14 a eficiência dos componentes (DMI e Qol) estava abaixo de 20% e a mistura dos dois (ciproconazol + azoxistrobina) beirava os 40% de controle.
Só temos três grupos químicos no mercado: Triazóis, Estrobilurinas e Carboxamidas. Esses grupos químicos possuem moléculas de ação sítio específicos, sendo assim, é fácil do fungo se defender. Portanto é indicado o uso de fungicidas protetores multissítio que agem no mínimo em 5 ou 6 sítios da célula do fungo. Devido a isso, o fungo não consegue alternativas para se adaptar.
Três elementos são essenciais para a proliferação da ferrugem: água, tempo e temperatura. Para o fungo, basta a umidade mínima necessária e oito horas a uma temperatura média 22°C para que ele comece a germinar. Em oito a nove dias ele completa seu ciclo liberando, então, seus descendentes. Os esporos da ferrugem, chamados de “esporos secos” são liberados quando a folha hospedeira estiver seca. Eles são transportados por meio do vento até a próxima folha na qual se instalará. 
Tal qual uma semente, o esporo vai penetrar e começar a se alimentar, e como a ferrugem, os fungicidas protetores vieram para ficar. Quando há a presença de um fungicida protetor a camada que envolve a folha não permite que o fungo se desenvolva, pois, assim que começar a germinar, o mesmo absorve o defensivo que impedirá o seu desenvolvimento. Sendo assim, os processos biológicos vitais são interrompidos, levando ao total controle da doença.
Assista ao vídeo - Importância dos fungicidas protetores no manejo da ferrugem na soja:
https://www.youtube.com/watch?v=EInrzhIYLRI&feature=youtu.be