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quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

O que esperar da soja em 2018?

Por:  -Leonardo Gottems 


“O ano começa com um fator baixista e pelo menos três fatores altistas, o que nos leva a ser otimistas (mas não muito) quanto aos preços da soja para 2018”. A projeção é do analista da T&F Consultoria Agroeconômica, Luiz Fernando Pacheco.
O fator baixista, segundo ele, diz respeito aos estoques mundiais, que passaram de 77,92 milhões de toneladas na safra 2015/16, para 96,62 MT na safra 2016/17, um aumento considerável de 24% e para uma projeção de 98,32MT em 2017/18, mais 1,76%. Estes estoques se concentram principalmente no Brasil (18,20MT, 24,86MT e 22,26MT, respectivamente, segundo o USDA) e na Argentina (31,7MT, 36,42MT e 37,17MT, respectivamente). 
“O estoque brasileiro teve uma leve queda nesta temporada, porque a demanda por soja do país por parte da China aumentou inusitadamente, durante um período fora do costumeiro [agosto-dezembro] mais do que o esperado. Os estoques americanos também aumentaram no período, mas são bem menores (5,35MT, 8,20MT e 12,12MT, respectivamente, segundo o USDA). Além disso, as vendas do grão no Brasil estão atrasadas (não precificadas): há 30 dias eram de apenas 26,7%, contra 28% no ano anterior, 46% em 2015 e 33% da média dos últimos 5 anos”, afirma.
De acordo com Pacheco, os fatores altistas são três:
1º) A dinâmica climática que tem sido presenciada na América do Sul e a grande possibilidade de uma intensificação da interferência de um La Niña na Argentina e Sul do Brasil, reduzindo a produção esperada, é o primeiro e principal deles. Por enquanto, nenhuma perda de produção por conta de intempéries climáticas já foi contabilizada, mas, o cenário é delicado e sensível à qualquer variação meteorológica. Rodadas extras de chuvas ainda são necessárias para a Argentina, as melhores chances de precipitações são previstas para os próximos 3 dias. Este fator é sobremaneira importante porque afetaria o fornecimento e soja em grão de dois dos três maiores exportadores mundiais (Brasil e Argentina) e de farelo e óleo (Argentina), principalmente para a China, cuja indústria de carnes aumentou a demanda nesta temporada;
2º) No mercado interno brasileiro, a antecipação do B10 – mistura de 10% de biodiesel no diesel mineral – para março de 2018, o que demandará mais de 3,5 milhões de toneladas de soja para a obtenção de 700 mil t de óleo. Desse processamento resultarão 2,8 milhões de t de farelo proteico; 
3º) O comportamento do dólar no Brasil em 2018 deverá ser extremamente errático e para cima, com as oscilações provenientes das negociações sobre a Reforma da Previdência, no primeiro trimestre e, depois, com os humores da disputa eleitoral, no segundo e terceiro trimestres. Os agricultores deverão estar atentos para aproveitar os picos que o dólar oferecer, pois não serão altas contínuas, mas muitos altos e baixos no decorrer do período. A recuperação da economia brasileira é outro fator de alta do dólar internamente. Do ponto de vista externo, a redução de impostos nos EUA deverá fortalecer o dólar a nível mundial, jogando contra as altas internas no Brasil.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Soja bate maior valor em 3 meses

Por:  -Leonardo Gottems 


“Os valores da soja em grão e do farelo subiram em outubro, atingindo os maiores patamares dos últimos três meses – para o óleo, a média é a maior em nove meses”. A análise é do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da ESALQ/USP), que divulgou relatório nesta quinta-feira (09.11).
De acordo com a entidade, essa alta esteve atrelada à firme demanda externa e à retração de produtores em comercializar lotes grandes. “A posição retraída de produtores, por sua vez, se deve às especulações sobre um possível atraso na entrada da temporada 2017/18, em função do semeio mais tardio, o que pode fazer com que traders com navios nomeados para janeiro e fevereiro paguem valores maiores por lotes da oleaginosa”, explica. 
Nesse cenário, afirma o Cepea, muitos produtores brasileiros deram preferência para a efetivação de contratos a termo, ao invés de vender a soja no mercado spot: “Geralmente, observa-se intensificação dos negócios envolvendo a soja em outubro, mas o volume da safra 2017/18 comercializado até o final do mês esteve abaixo do registrado na temporada anterior, período em que as vendas antecipadas também estiveram fracas”. 
O relatório aponta ainda que as cotações internas também foram impulsionadas pela valorização do Dólar norte-americano frente ao Real. Isso elevou a liquidez externa no último mês, e os embarques brasileiros seguem em volumes recordes. “A partir da segunda quinzena de outubro, as precipitações em praticamente todo o Brasil animaram os produtores e permitiram o avanço no semeio da soja. Nos Estados Unidos, o baixo nível pluviométrico beneficiou a colheita da oleaginosa”, conclui o Cepea.

sábado, 11 de novembro de 2017

Importação chinesa de soja cai em outubro, fica abaixo da expectativa por atrasos

Em 08/11/2017 no site Notícias Agricolas

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PEQUIM (Reuters) - A China importou 5,86 milhões de toneladas de soja em outubro, queda de 28 por cento em relação ao mês anterior e bem abaixo das expectativas do mercado, de acordo com dados do governo divulgados nesta quarta-feira, depois que alguns embarques sofreram atrasos nos EUA.
As importações ainda aumentaram 12 por cento na comparação com outubro do ano passado, quando somaram 5,21 milhões de toneladas, em meio à forte demanda no principal comprador mundial da oleaginosa, de acordo com dados da Administração Geral de Alfândega.
"Os números são muito inferiores aos esperados. O principal motivo foi um atraso nos embarques dos EUA devido a questões sobre a qualidade dos grãos e alguns problemas logísticos ", disse Monica Tu, analista da Shanghai JC Intelligence.
Fornecedores de soja nos Estados Unidos tiveram dificuldades para encontrar grãos de alta qualidade após danos nas lavouras decorrentes dos furacões, o que atrasou as remessas.
Uma lacuna sazonal na oferta no exterior também reduziu as importações, uma vez que a soja dos EUA não atingiu o mercado em grandes volumes, enquanto os suprimentos da América do Sul estão menores no momento, disseram analistas.
As importações da oleaginosa devem subir em novembro e dezembro, com a demanda geralmente crescendo nos meses de inverno no Hemisfério Norte, antes do Ano Novo Lunar.
    "Embarques atrasados ​​serão enviados para chegar em novembro e dezembro, aumentando as importações para mais de 9 milhões de toneladas em média nos dois meses", disse Tu.
(Reportagem de Hallie Gu e Josephine Mason)

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Mercado em Chicago recua com confirmação de chuvas no Brasil, avanço da colheita nos EUA , dólar index em alta e demanda fraca

Publicado em 02/10/2017 

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Hoje, o mercado da soja encerrou de forma negativa na Bolsa de Chicago (CBOT), com quedas expressivas de dois dígitos nos principais vencimentos.
Ginaldo de Sousa, diretor da Labhoro Corretora, lembra que na sexta-feira o mercado precificou os números do relatório de estoques do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), mas que, entretanto, o órgão fez apenas uma alteração nos números de estoques residuais e de soja disponível nos Estados Unidos, ajustando estes números. Sendo assim, fisicamente, o estoque de soja continua lá.
No próximo dia 12 de outubro, o USDA deverá fazer ajustes nas posições de esmagamento, exportações e poderá deixar esse estoque maior ou reduzi-lo. "Mas sabemos, por antecipação, que muita coisa que estava na planilha de venda americana nao embarcou", salienta Sousa.
Hoje, quatro itens principais influenciaram a queda no mercado: a colheita norte-americana, que deve chegar aos 30% para a soja, o clima no Brasil, que contou com chuvas no último final de semana, a China fora do mercado em função do Feriado Dourado, que vai até a próxima segunda-feira e a força do dólar que, apesar de ter caído no Brasil, se mostra em altos níveis lá fora.
Na próxima semana, a pressão de colheita se inicia com mais força, quando os produtores colhem a safra e vendem no mercado. Se a soja romper os US$9,50/bushel na CBOT, esse fator pode pesar um pouco mais. Com isso, também deve sobrar "mais soja do que deveria" na América do Sul, já que Brasil e Argentina não embarcaram toda a oleaginosa prevista.
Entretanto, o clima na América do Sul ainda pode mostrar algumas surpresas daqui em diante, principalmente nos meses de novembro e dezembro, o que mexeria com os preços. No momento, o mercado não apresenta fundamentos do lado altista.
Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Dispara uso de fungicidas protetores no Brasil

Por:  -Leonardo Gottems 


De acordo com pesquisa da consultoria Spark Inteligência Estratégica, aumentou fortemente o uso de fungicidas protetores na safra 2016/17, quando alcançou nada menos que 38% das áreas de soja. A adoção média destes produtos cresceu significativos 32 pontos percentuais desde a temporada 2014-15. 
Segundo dados do levantamento, a expansão da demanda pelos fungicidas protetores ganhou força com o aumento da resistência da ferrugem asiática, e consequente redução do desempenho, dos fungicidas sistêmicos. O estado que mais uso fez dos produtos de contato foi o Rio Grande do Sul (55%), seguido pelo Mato Grosso do Sul (40%), Mato Grosso (39%), São Paulo (39%), Paraná (34%) e Goiás (33%). 
“O avanço dos fungicidas de contato sinaliza a preocupação do produtor em controlar a ferrugem e em combater a resistência do fungo causador da doença a produtos tradicionais”, explica o engenheiro agrônomo e sócio-diretor da Spark, André Malzoni dos Santos Dias. A pesquisa acrescenta que algum tipo de fungicida foi adotado em 98% das lavouras brasileiras.
Em termos de mercado, as vendas de fungicidas significaram 33% do comércio de defensivos agrícolas no Brasil. De acordo com dados das empresas do setor, os agroquímicos movimentaram US$ 9,6 bilhões no ano passado.

Preços da soja sobem no Brasil com demandas interna e para exportação aquecidas

Por: Carla Mendes em 20/09/2017

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Embora pontuais, novas altas foram registradas entre os preços da soja no mercado brasileiro nesta quarta-feira (20). O destaque entre as principais praças de comercialização do Brasil ficou por conta de Castro, no Paraná, onde o preço subiu mais de 12% para R$ 68,50 por saca. Em Rio Verde, o ganho foi de quase 2% para R$ 54,50. Os indicativos entre os principais estados produtores ficaram, nesta sessão, entre R$ 54,00 e R$ 68,00. 
Entre os portos, os preços se mantiveram estáveis  e mantendo as referências acima dos R$ 70,00 por saca. No terminal de Paranaguá, R$ 71,00 no disponível e R$ 72,00 para a safra nova. Já em Rio Grande, os preços ficaram em, respectivamente, R$ 70,00 e R$ 72,50. 
Além das altas registradas no pregão desta quarta-feira na Bolsa de Chicago, a demanda interna já se mostra mais aquecida e vem promovendo um espaço maior para um avanço das cotações no Brasil, com suporte de um consumo maior de derivados, o que tem incentivado as compras por parte das indústrias. Além disso, a demanda por exportação também é muito forte neste momento e a soja brasileira ainda carrega alguma competitividade. 
"Eu entendo que a demanda na Ásia para esmagamento e a demanda por biodiesel está fazendo com que o mercado tome um reaquecimento na área indutrial. No Centro-Oeste, o comprador de maior revelação de preços tem sido industrial. Atualmente, os preços nessa área de Rondonópolis/MT, por exemplo, tem rodado na casa dos R$ 61,50, o que significa dizer que as indústrias estão com um poder de compra maior para recomposição dos estoques para esmagamento no final do ano", explica o analista de mercado da Novo Rumo Corretora, Mário Mariano. 
Dessa forma, já é possível dizer que há, mesmo que ainda pontualmente, há melhores oportunidades para o produtor brasileiro no mercado interno, do que para exportações. Nesse momento, principalmente o produtor do Centro-Oeste já observa este cenário. Além disso, uma redução no custo de transporte também melhora o rendimento do produtor brasileiro. 
Assim, os negócios fluem melhor nos últimos dias com esses preços ligeiramente melhores também no interior do Brasil e não só nos portos. É importante dizer, porém, que o dólar, de outro lado, ainda limita esse avanço mais expressivo das cotações no Brasil. A moeda americana segue muito próxima dos R$ 3,10 e reduz o espaço de recuperação do preço. 
Nesta quarta, a divisa fechou em queda de 0,21% e valendo R$ 3,1294 depois de o Federal Reserve, o banco central norte-americano, informar uma manutenção da taxa de juros nos Estados Unidos. "O mercado estava vendo o Fed mais cauteloso e ele diluiu o gradualismo", justificou o operador da corretora H.Commcor Cleber Alessie Machado á agência de notícias Reuters.
Preços em Chicago
Na Bolsa de Chicago, os futuros da soja fecharam o dia subindo pouco mais de 4 pontos, com o novembro/17 valendo US$ 9,70 e o maio/18, referência para a safra brasileira, US$ 9,98 por bushel. O mercado internacional trabalhou em campo positivo durante todo o dia. 
E ainda como explica Mariano, as altas são resultado das dúvidas que as lavouras americanas ainda trazem aos traders, tal qual a força da demanda pela soja norte-americana têm sido os fatores de alta neste momento. 
A colheita da safra 2017/18 dos Estados Unidos está em andamento e, de acordo com os últimos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), até o último domingo os trabalhos de campo já estavam concluídos em 7% da área de milho - contra 8% do mesmo período de 2016 - e em 4% da área de soja, número igual ao do ano passado. 
A evolução das máquinas é favorecida pelas condições de clima até o momento, porém, o mercado se mostra ainda muito atento aos reportes de produtividade para ambas as culturas e estes ainda causam alguma divergência. E na medida em que as colheitadeiras evoluem, os produtores norte-americanos conseguem começar a identificar quais foram os reais impactos que as adversidades climáticas causaram no potencial de produtividade de suas lavouras. 
Ao lado da produtividade americana e da demanda internacional, o clima na América do Sul. As adversidades observadas tanto no Brasil, quanto na Argentina, os dois maiores produtores do continente, têm dado, há algumas semanas, improtante suporte para os preços em Chicago. As especulações em torno do início da nova safra sulamericana, afinal, são cada vez maiores. 

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Falta de chuvas, demanda e furacão fazem preço da soja disparar


Previsão de clima nos Estados Unidos não é boa e mercado já aposta em prejuízos. No Brasil preços  da oleaginosa sobem R$ 1 por saca, nos portos
Daniel Popov, de São Paulo
A sessão eletrônica da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja vem operando com preços significativamente mais altos. O mercado busca suporte na previsão de poucas chuvas para o Meio Oeste dos Estados Unidos nesta semana, o que pode causar estresse no desenvolvimento final das lavouras nos estados de Iowa e Illinois. O Furacão Irma, que está se aproximando da Flórida, pode afetar regiões produtoras do Delta americano, e também traz suporte à oleaginosa, assim como a boa demanda pelo produto norte-americano.

Os boletins meteorológicos indicam volume de chuvas abaixo da média para os próximos 14 dias, o que poderia causar algum estresse à planta e prejuízos em termos de produtividade. Além disso, a chegada do furacão Irma em parte do sudeste da região produtora causa preocupação.
Abertura Nacional do Plantio da Soja 2017/2018

No contrato com maior liquidez, com vencimento em novembro, os preços fecharam o dia valendo US$ 9,68 por bushel, alta de 2% ante os US$ 9,49 de ontem. O contrato com vencimento em janeiro de 2018, registrou alta de 1,98%, a US$9,78.
Nos subprodutos, a posição setembro do farelo encerrou com alta de US$ 9,60 (3,27%), sendo negociada a US$ 302,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em setembro eram cotados a 35,10 centavos de dólar, com perda de 0,21 centavo ou 0,59%.
No mercado físico brasileiro os preços ainda expressaram estas altas obtidas em Chicago e os valores nos portos ficaram na casa de R$ 71 por saca. Segundo o analista de mercado da Safras & Mercado, Luiz Fernando Gutierrez, o clima seco que afeta o meio oeste dos Estados Unidos é uma das principais razões para esta alta, aliada é claro ao fator furacão. “Por enquanto o mercado comprou a ideia de que estes fatores podem afetar a produção. Se amanhã ou depois voltar a chover, por exemplo, os preços podem voltar a cair”, diz ele.
Outro fator que vinha sustentando as altas dos preços era o volume de exportações  de soja americanas. Segundo Gutierrez, os Estados Unidos fecharam o ano comercial 2016/2017 com um volume embarcado de 57,7 milhões de toneladas , contra os 51 milhões do ano passado. “Essa elevação nas exportações ajudou a segurar os preços também. No Brasil, acreditamos que venderemos 12 milhões de toneladas a mais. Portanto a demanda tem ajudado a segura os preços, sim”, conta ele.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Soja tem 11ª alta seguida em Chicago, mas preço no Brasil segue estável

Por Fábio Santos.
Em 11/07/2017 no site Canal Rural

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Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam com preços mais altos nesta terça-feira, mais uma vez influenciados pelas previsões de clima seco e temperaturas elevadas nos Estados Unidos.

Os contratos para agosto fecharam a 11ª sessão seguida com ganhos, atingindo o maior patamar desde o dia 8 de março. A alta acumulada desde 22 de junho já chega a 14%.

O mercado brasileiro de soja teve um dia mais lento em termos de negócios e preços praticamente inalterados. Os negócios ficaram restritos ao mercado gaúcho, onde as operações envolveram entre 50 mil e 70 mil toneladas.  
Soja na Bolsa de Chicago (CBOT) (US$ por bushel)
  • Agosto/17: 10,29 (+4,50 centavos)
  • Setembro/17: 10,34 (+4,20 centavos)
Soja no mercado físico (R$ por saca de 60 kg)
  • Passo Fundo (RS): 70,50
  • Missões (RS): 70,00
  • Cascavel (PR): 69,00
  • Rondonópolis (MT): 63,00
  • Dourados (MS): 61,50
  • Rio Verde (GO): 65,00
  • Porto de Paranaguá: 76,00
  • Porto de Rio Grande (RS): 75,50
  • Porto de Santos (SP):75,00
  • Porto de São Francisco do Sul (SC): 74,50
Relatório de oferta e demanda
Agora, a atenção dos investidores voltam para o relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado nesta quarta e deverá reduzir a estimativa para a safra 2017/2018 nos Estados Unidos e cortar a previsão para os estoques.

Analistas e traders consultados pelas agências internacionais indicam previsão de safra de 4,241 bilhões de bushels, equivalente a 115,42 milhões de toneladas. Em junho, a indicação era de 4,255 bilhões de bushels ou 115,8 milhões de toneladas. Em 2016/17, os americanos colheram 4,307 bilhões ou 117,2 milhões.

O mercado projeta estoques 2016/17 de 434 milhões de bushels, o equivalente a 11,81 milhões de toneladas. Em junho, o USDA indicou estoques em 450 milhões de bushels ou 12,25 milhões de toneladas. Para 2017/18, o Departamento deverá indicar estoques em 483 milhões de bushels ou 13,15 milhões de toneladas. No mês anterior, o número ficou em 495 milhões de bushels ou 13,47 milhões de toneladas.
Para os estoques mundiais, a previsão para 2016/17 deve ser mantida em 93,2 milhões de toneladas. Para 2017/18, o número deverá ficar inalterado em 92,2 milhões de toneladas
A aposta é de que o USDA indique um número de produção do Brasil de 114 milhões de toneladas, repetindo o relatório anterior. Para a Argentina, a previsão é de corte e o mercado aposta em retração de 57,8 milhões para 57,7 milhões de toneladas.
Milho
O milho em Chicago registrou preços mais baixos nesta terça. O mercado  foi pressionado por um movimento de realização de lucros frente aos bons ganhos registrados na última sessão. Os investidores também estiveram em compasso de espera para a divulgação do relatório de oferta e demanda de julho do USDA, que ocorre nesta quarta.
A previsão de analistas e traders consultados por agências internacionais é que a safra norte-americana 2017/18 seja apontada em 14,074 bilhões de bushels, acima dos 14,065 bilhões de bushels divulgados em junho, mas abaixo dos 15,148 bilhões de bushels registrados em 2016/17.

Para a safra mundial 2016/17, analistas e traders estimam que os estoques sejam apontados em 225,7 milhões de toneladas, acima das 224,6 milhões de toneladas apontadas em junho. Para a temporada 2017/18 a expectativa é de que os estoques globais sejam indicados em 195,2 milhões de toneladas, acima das 194,3 milhões de toneladas apontadas em junho.
Analistas também apostam que o Departamento irá revisar as estimativas de produção de milho do Brasil, que deve ser apontada em 97,5 milhões de toneladas, superando as 97 milhões de toneladas indicadas em junho. Para a Argentina a expectativa é de que a safra 2016/17 seja mantida em 40 milhões de toneladas.