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segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Ministério da Agricultura cria banco de dados de identificação animal

Globo Rural em 26/01/2018




Ministério da Agricultura aprovou nesta sexta-feira (26/1) a criação de um banco central de dados de identificação animal. O objetivo é que, por meio de dispositivos de radiofrequência e códigos definidos por regras internacionais, entidades públicas e privadas possam ter melhor controle do trânsito pecuário no País e nas exportações.
Segundo o governo, o controle desse banco de dados e o fornecimento dos códigos serão feitos pela Plataforma de Gestão Agropecuária, da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA).O secretário da SDA, Luis Rangel, diz, em nota, que a adesão ao banco de dados é opcional. "O benefício para o produtor será a possibilidade de ter seus animais identificados conforme as exigências internacionais, em uma plataforma pública, aprovada pelo ministério.
"Cada código de identificação de animais será formado pelo número 076 (código ISO Brasil), seguido por uma sequência exclusiva de doze dígitos numéricos. Com isso, quando um bovino, por exemplo, for exportado e estiver no novo sistema, o código será visualizado em elemento externo (brinco) ou pela leitura eletrônica de dispositivo implantado (chip). O dispositivo de radiofrequência pode ser "lido" em qualquer país do mundo, não havendo necessidade de nova identificação em outros sistemas existentes, diz o ministério.
A Plataforma de Gestão Agropecuária foi criada em 2015, como sistema público informatizado de rastreabilidade do rebanho do país, da movimentação dos animais e da produção agrícola, e também de inspeção e fiscalização de produtos de origem animal. A plataforma disponibiliza relatórios e informações sobre o setor agropecuário.

segunda-feira, 20 de março de 2017

PF pode ter cometido falhas, mas o estrago já está feito

POR BRUNO BLECHER
19 de Março de 2017 no site Globo Rural.



As operações da Polícia Federal geralmente são espetaculares, às vezes mais espetaculares do que deveriam ser. Faz parte do jogo. No caso da carne, se comprovada as fraudes, a mega operação da última sexta-feira foi justificável.
Afinal não se trata de crime contra o contribuinte, como as denúncias de corrupção, mas graves à saúde dos consumidores no Brasil e no exterior, inclusive de crianças. A grande questão é saber se as fraudes de fato ocorreram como foi relatado pela PF.

A ação cinematográfica da PF deixou não só as empresas envolvidas como também o Ministério da Agricultura na defensiva. Ninguém sabia a extensão da coisa e o que a PF tinha no bolso do colete. Agora, a gente começa a ver as falhas desta investigação. E perceber que a coisa pode ter sido menor do que a PF pintou.

Se a PF já investigava os frigoríficos havia dois anos por quê não cortou o mal pela raiz, iniciando esta ação quando teve conhecimento das fraudes?O problema é  que o estrago está feito. E o prejuízo será de bilhões de reais (talvez dólares), com efeito dominó - frigoríficos, pecuaristas, produtores de grãos, empresas de insumos, fabricantes de máquinas. A cadeia da carne vai da fazenda ao prato, envolvendo, inclusive, restaurantes e supermercados.

Por quê não prendeu os fiscais corruptos e os funcionários de frigoríficos, que maquiaram e venderam carne, antes que o produto estragado fosse consumido pelas pessoas, inclusive por crianças nas merendas das escolas?
Por quê não fechou antes os frigoríficos contaminados por salmonella, bactéria que pode até matar, deixando que a carne de frango estragada chegasse aos supermercados brasileiros ou fosse embarcada para o exterior ?
Por quê esperou tanto tempo para agir e prender os suspeitos?
Por quê não agiu pontualmente, em vez de concentrar em um só dia a mega operação policial, que pode destruir a reputação da carne brasileira aqui e no exterior, com reflexos numa ampla cadeia produtiva?

quarta-feira, 8 de março de 2017

Em Holambra, produtor aposta na tecnologia para irrigar vasos

Por Carla Aranha em Globo Rural de 22/09/2015

Novas técnicas de irrigação estão sendo utilizadas por produtores de flores e plantas ornamentais de Holambra, no interior de São Paulo,  para reduzir o consumo de água e aumentar a produtividade da floricultura.
A Jan de Wit Lírios, que tem cerca de 1 500 hectares de estufas de cultivo de flores, adotou o sistema de irrigação por alagamento combinado a um método de piso de cultivo. A tecnologia é uma das mais avançadas do mundo.
Wit conheceu a metodologia quando realizou uma série de visitas a produtores na Holanda, no ano passado. Ao retornar ao Brasil, tratou de adequar a propriedade para implantar o sistema o mais rápido possível. “Em menos de um ano, a economia de água já é de 75% e houve também um expressivo ganho de produção por metro quadrado”, diz Wit.
Para pôr o projeto em prática, o primeiro passo foi construir em um grande reservatório, com capacidade para 30 milhões de litros de água. “Ter um tanque desse tamanho é muito importante porque, mesmo que haja uma estiagem de 10 meses , um ano, a produção não será prejudicada”, diz ele.
Nas estufas da propriedade, Wit investiu na colocação de um piso especial, feito de ráfia, basalto e filme plástico, capaz de represar a água durante o processo de irrigação. 
Os vasos têm pequenos furos, por onde entra a água. Uma série de drenos, controlados por uma máquina, regulam a irrigação nas estufas. A água que sobra é encaminhada para o reservatório, onde é tratada e, em seguida, reutilizada. “É um sistema inteligente e ambientalmente correto, que permite inclusive uma melhor qualidade na produção”.