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segunda-feira, 17 de julho de 2017

IAC 130 anos: braquiária ruziziensis empregada como cobertura de solo em pomares ajuda elevar produtividade

Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta

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O Notícias Agrícolas continua sua série especial dos 130 anos do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) destacando o manejo das plantas de cobertura. Com isso, o foco são as culturas perenes, em especial, a citricultura.
Fernando Alves de Azevedo, pesquisador do IAC, destaca que as culturas perenes também se beneficiam das plantas de cobertura, a exemplo do sistema de plantio direto utilizado nos grãos.
Ele destaca que os resultados vêm sendo interessantes em meio ao pomar. Entretanto, não é qualquer planta que pode ser utilizado na área de cobertura. A pesquisa que vem sendo desenvolvida é em torno das braquiárias, que suportam a passagem de massa e mostram uma característica bastante satisfatória.
As leguminosas também são importantes no início do plantio, quando isso é incorporado no sistema. Para o pomar, ele acredita ser um método mais complexo. O plantio da braquiária é recomendado juntamente com os citrus, confinada nas entrelinhas, evitando a competição dessa espécie com a cultura principal.
O IAC vem estudando espécies de braquiárias como forma de descobrir qual delas é melhor para o citrus. Foi descoberto que a ruziziensis apresenta um desempenho melhor do que a decumbens.
Além de existir a planta de cobertura, ela deve ser manejada de forma que o citrus não seja danificado. O IAC utiliza um equipamento chamado roçadeira ecológica, trazendo uma série de benefícios para o pomar, incluíndo um incremento de produtividade de 35%.
Há, ainda, uma melhora química, física e microbiológica do solo, aumentando a disponbilidade de nutrientes e gerando a economia na adubação para os produtores, além de aumentar a manutenção da umidade do solo.
O IAC realizou uma pesquisa durante a Semana de Citricultura e descobriu que cerca de 30% a 35% dos produtores já utilizam essa roçadeira.
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sexta-feira, 14 de julho de 2017

IAC 130 anos: Cana forrageira é alternativa de alimentação animal no período seco e pode elevar em até 10% o ganho de peso

Por Notícias Agrícolas em 12/07/2017.

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Sifaeg

Continuando a série especial dos 130 anos do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), o Notícias Agrícolas destaca hoje a cana forrageira, que é resultado de pesquisas que ocorrem desde a metade do século passado.
Gabriela Aferri, pesquisadora da APTA/IAC, conta que a cana forrageira é uma demanda do setor produtivo porque, na época de pouca produção de pastagem, é preciso continuar alimentando os animais - e isso é possível com a cana-de-açúcar.
Ao longo do tempo, o conhecimento da nutrição animal também foi mudando. Por isso, o IAC consegue atender o setor de produção animal com o desenvolvimento de variedades para a alimentação.
Diferentemente da cana tradicional, a forrageira fica sempre em pé, sendo utilizada para a alimentação em boa parte do ano. Há uma facilidade na retirada das folhas e também na digestão das fibras pelos animais, concedendo 10% de melhora no peso do animal.
Entretanto, a cana forrageira precisa ser combinada com outros elementos que forneçam as proteínas necessárias, já que ela possui apenas o diferencial energético. Uma das alternativas é oferecê-la ao animal juntamente com sal proteinado.
A produtividade dessa cana, que pode ficar em pé no campo de junho até novembro sem precisar de nenhum trato diferente, é de mais de 100 toneladas por hectare. Pode ser utilizada na pecuária de corte, de leite, de ovinos, caprinos, búfalos e outros animais, além de também poder ser utilizada para a produção de melaço ou cachaça.
Sua vida útil dura por vários anos e ela consegue brotar mesmo com uma pouca quantidade de água, dependendo de um cuidado dedicado, uma boa adubação e manejo.
O material já está disponível no mercado. Para mais informações, você pode entrar em contato diretamente com o APTA/IAC no telefone: (14) 3621-3439