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domingo, 29 de outubro de 2017

Lei Kandir sob ameaça e produtores cobram posicionamento do MAPA sobre o tema

Em 26/10/017 no site Notícias Agrícolas

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Nesta semana, um novo alerta surgiu durante reunião na Câmara de Insumos: a volta da tributação das exportações, com o fim da Lei Kandir, o que pode influenciar diretamente na competitividade do Brasil frente ao mercado internacional.
Júlio Cezar Busato, vice-presidente da Abrapa, explica que a Lei, que foi promulgada em 1996, visava melhorar o saldo da balança comercial e o aumento no Produto Interno Bruto (PIB) do país, isentando os produtos primários e industrializados semi-acabados de taxação de ICMS por parte dos estados.
Ele lembra que os números mostram que as exportações agrícolas têm sustentado os números da balança comercial e que os efeitos da lei foram benéficos neste sentido. Entretanto, a retirada dos efeitos dessa lei poderia aumentar os preços dos produtos em cerca de 17%.
A preocupação se dá porque uma Comissão foi instalada na Câmara dos Deputados para reavaliar essa Lei e os mecanismos em relação com cada estado, uma vez que o Governo Federal parou de suprir os estados com os impostos que não eram arrecadados. Por isso, Busato alerta o setor rural para que haja uma mobilização para mostrar aos deputados a importância dessa lei para o agronegócio brasileiro e a economia como um todo.
A Câmara de Insumos realizou uma reunião e cobrou uma postura do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). O vice-presidente ressalta que essa é uma questão séria e que a isenção do imposto não é um benefício somente para os produtores.
Atualmente, cada estado trabalha de uma forma em relação ao ICMS, a partir da negociação do Governo com os produtores.
Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Mercado em Chicago recua com confirmação de chuvas no Brasil, avanço da colheita nos EUA , dólar index em alta e demanda fraca

Publicado em 02/10/2017 

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Hoje, o mercado da soja encerrou de forma negativa na Bolsa de Chicago (CBOT), com quedas expressivas de dois dígitos nos principais vencimentos.
Ginaldo de Sousa, diretor da Labhoro Corretora, lembra que na sexta-feira o mercado precificou os números do relatório de estoques do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), mas que, entretanto, o órgão fez apenas uma alteração nos números de estoques residuais e de soja disponível nos Estados Unidos, ajustando estes números. Sendo assim, fisicamente, o estoque de soja continua lá.
No próximo dia 12 de outubro, o USDA deverá fazer ajustes nas posições de esmagamento, exportações e poderá deixar esse estoque maior ou reduzi-lo. "Mas sabemos, por antecipação, que muita coisa que estava na planilha de venda americana nao embarcou", salienta Sousa.
Hoje, quatro itens principais influenciaram a queda no mercado: a colheita norte-americana, que deve chegar aos 30% para a soja, o clima no Brasil, que contou com chuvas no último final de semana, a China fora do mercado em função do Feriado Dourado, que vai até a próxima segunda-feira e a força do dólar que, apesar de ter caído no Brasil, se mostra em altos níveis lá fora.
Na próxima semana, a pressão de colheita se inicia com mais força, quando os produtores colhem a safra e vendem no mercado. Se a soja romper os US$9,50/bushel na CBOT, esse fator pode pesar um pouco mais. Com isso, também deve sobrar "mais soja do que deveria" na América do Sul, já que Brasil e Argentina não embarcaram toda a oleaginosa prevista.
Entretanto, o clima na América do Sul ainda pode mostrar algumas surpresas daqui em diante, principalmente nos meses de novembro e dezembro, o que mexeria com os preços. No momento, o mercado não apresenta fundamentos do lado altista.
Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Chuvas voltam no final do mês, mas regularidade só será restabelecida na segunda quinzena de outubro

Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

Confira a entrevista com Camila Ramos - Climatologista da Climatempo

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Confira a entrevista com Camila Ramos - Climatologista da Climatempo

alta de precipitações vem adiando o início do plantio da safra de verão, em um momento no qual algumas regiões do Brasil já encerraram seu período de vazio sanitário. O Notícias Agrícolas, que segue acompanhando as previsões para o país, conversou hoje com Camila Ramos, meteorologista da Climatempo, que demonstrou alguns mapas que trazem as estimativas para os próximos dias.
Neste momento, segundo Ramos, há um sistema de alta pressão que dificulta a formação de chuvas. Entretanto, essse sistema começa a perder força e, entre os dias 21 e 25 de setembro, algumas nuvens começam a se formar sobre o Centro-Oeste e o Sudeste, mas ainda sem oferecer boas condições para o plantio. Este, porém, já é um indicativo de mudança de padrão sobre a atmosfera. No dia 23, uma frente fria passa pela região Sul, mas as chuvas estarão localizadas ao leste.
Entre os dias 26 e 30 de setembro, as pancadas de chuvas mais espalhadas começam a ocorrer, provenientes de uma frente fria associada com um sistema de baixa pressão que entra pela região Sul e avança até o Sudeste e o Centro-Oeste. Com isso, o começo do mês de outubro deve ser de chuvas mais intensas, mas ainda não é possível observar uma regularidade das chuvas.
Essa regularidade, como destaca a meteorologista, deve vir apenas na segunda quinzena de outubro, embora o mapa de 01 de outubro a 15 de setembro já mostre o início de um caminho de umidade que se forma ao longo da primavera.
Neste começo do mês, portanto, os produtores ainda devem tomar cuidado com o plantio e acompanhar as previsões regularmente, observando o andamento dos padrões.
Em novembro, as condições devem ter continuidade, enquanto no mês de dezembro o corredor de umidade pode causar uma situação de invernada. De forma geral, a previsão é de que o verão traga temperaturas dentro da normalidade.


sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Lagarta do cartucho resistente ao Metomil acende alerta para a necessidade do rodízio de inseticidas

Publicado em 12/09/2017 

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Há uma preocupação generalizada devido às últimas notícias de que a lagarta do cartucho (Spodoptera frugiperda) estaria apresentando resistência a alguns inseticidas disponíveis no mercado. Geraldo Papa, professor doutor da Unesp - Campus Ilha Solteira, destaca que essa praga, originária do milho, se alimenta de várias culturas e vem sendo selecionada pelo uso intenso de inseticidas para seu controle.
Com plantios sucessivos de soja, milho e algodão, essa praga se espalhou para as demais culturas nos últimos anos. Agora, ela vem sendo selecionada por alguns defensivos. Neste momento, a resistência mais preocupante é ao metomil, inseticida que "ajudou muito a agricultura, com custo acessível", como lembra Papa. Entretanto, falhas no controle começaram a ser detectadas. Anteriormente, os piretróides também vinham apresentando essa resistência.
Para o professor, a eficiência da aplicação tem que ser avaliada. Ele lembra que ainda há grupos ativos suficientes no mercado. Os princípios ativos mais novos, de última geração, são os que melhor funcionam para o combate à lagarta.
Ele aponta para a necessidade, portanto, de "retardar" o desenvolvimento da resistência recomendando um rodízio de mecanismo de ações, salientando que o Comitê de Ação à Resistência a Inseticidas (IRAC - http://www.irac-br.org/) mantém uma tabela sempre atualizada dos produtos que podem ser utilizados nessa rotação. Da parte das empresas, ele aconselha uma retirada dos produtos que apresentam resistência por algumas safras nas regiões que contam com este problema. Essa ação, embora de forma tímida, já acontece em alguns casos.
Para quem possui cultivares Bt, também é necessário realizar o manejo de resistência nesses cultivares para impedir que a tecnologia não apresente uma total eficácia.
Um controle mal realizado da lagarta do cartucho traz danos sérios, com consequência direta na produtividade das plantas.
Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Clima seco nos EUA e forte demanda pela soja americana deram tom positivo às cotações da soja em Chicago nesta segunda-feira(07)

Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Em 07/08/2017 no site Notícias Agrícolas

A segunda-feira (7) foi positiva para a soja na Bolsa de Chicago (CBOT), com altas de mais de 10 pontos nos principais vencimentos. De acordo com Marcos Araújo, analista da Lansing Trade Group, a condição climática nos próximos 10 dias para as lavouras norte-americanas influencia nas cotações, com um tempo seco, de temperaturas mais amenas, diminuindo o impacto negativo.
As chuvas da última semana trouxeram uma certa tranquilidade, refletida no relatório de condições de lavouras divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que trouxe 1% de alta nas lavouras boas a excelentes para os norte-americanos, que agora estão em 60%. O milho, que foi a cultura que mais sofreu com as intempéries climáticas, teve queda de 1%, a 60%.
Além da questão climática, a demanda também começa a ser analisada para o momento atual do mercado e a China continua sendo o maior importador da oleaginosa, com um forte ritmo de crescimento. Uma redução dos estoques norte-americanos também pode acontecer no próximo relatório do USDA.
O mercado também espera que o USDA deva diminuir a produção da safra atual para 114,6 milhões de toneladas. As estimativas para o milho são mais prejudiciais para a cultura e trazem a possibilidade de uma quebra de 10,3 milhões de toneladas.
Neste momento, o produtor brasileiro deve trabalhar com cautela. Ele aconselha a estratégia de proteção de preços na BM&F, de forma ter uma garantia para a receita em reais.


Fonte: Notícias Agrícolas

segunda-feira, 17 de julho de 2017

IAC 130 anos: braquiária ruziziensis empregada como cobertura de solo em pomares ajuda elevar produtividade

Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta

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O Notícias Agrícolas continua sua série especial dos 130 anos do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) destacando o manejo das plantas de cobertura. Com isso, o foco são as culturas perenes, em especial, a citricultura.
Fernando Alves de Azevedo, pesquisador do IAC, destaca que as culturas perenes também se beneficiam das plantas de cobertura, a exemplo do sistema de plantio direto utilizado nos grãos.
Ele destaca que os resultados vêm sendo interessantes em meio ao pomar. Entretanto, não é qualquer planta que pode ser utilizado na área de cobertura. A pesquisa que vem sendo desenvolvida é em torno das braquiárias, que suportam a passagem de massa e mostram uma característica bastante satisfatória.
As leguminosas também são importantes no início do plantio, quando isso é incorporado no sistema. Para o pomar, ele acredita ser um método mais complexo. O plantio da braquiária é recomendado juntamente com os citrus, confinada nas entrelinhas, evitando a competição dessa espécie com a cultura principal.
O IAC vem estudando espécies de braquiárias como forma de descobrir qual delas é melhor para o citrus. Foi descoberto que a ruziziensis apresenta um desempenho melhor do que a decumbens.
Além de existir a planta de cobertura, ela deve ser manejada de forma que o citrus não seja danificado. O IAC utiliza um equipamento chamado roçadeira ecológica, trazendo uma série de benefícios para o pomar, incluíndo um incremento de produtividade de 35%.
Há, ainda, uma melhora química, física e microbiológica do solo, aumentando a disponbilidade de nutrientes e gerando a economia na adubação para os produtores, além de aumentar a manutenção da umidade do solo.
O IAC realizou uma pesquisa durante a Semana de Citricultura e descobriu que cerca de 30% a 35% dos produtores já utilizam essa roçadeira.
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