terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Mercado do boi gordo especulado

Por Felippe Reis em 06/02/2018 no site Scot Consultoria






Nesta segunda-feira (5/2) o mercado iniciou especulado.

Na próxima semana, em função do feriado de Carnaval, os frigoríficos terão um período menor para negociar e certamente menos produtores no mercado.

Nesta segunda-feira (5/2), parte dos compradores ficaram fora das compras.

No mercado atacadista de carne bovina com osso a cotação ficou estável. O boi casado de animais castrados ficou cotado, em média, em R$8,96/kg.

Cotações - Boi Gordo

Preço da arroba do boi gordo em 17 estados e 32 praças

MERCADO FÍSICO - 05/02/2018 - Preços livres de Funrural


BOI GORDO

RS/@US$/@% US$ a prazo
à vista30 d30 d# base17 d30 dano
SP Barretos
145,0
147,0
45,5
- %
-2,7
-0,4
-5,4
SP Araçatuba
145,0
147,0
45,5
- %
-2,7
-0,4
-5,4
MG Triângulo
142,0
144,0
44,6
-2,04 %
-2,0
0,3
0,0
MG B.Horizonte
136,0
138,0
42,7
-6,12 %
-2,0
-4,2
-4,8
MG Norte
138,0
140,0
43,3
-4,76 %
-0,6
-1,4
-2,4
MG Sul
136,0
138,0
42,7
-6,12 %
-3,4
-2,2
-4,8
GO Goiânia
134,0
136,0
42,1
-7,48 %
-2,0
-3,6
0,2
GO Reg. Sul
132,0
134,0
41,5
-8,84 %
-4,9
-5,0
-2,0
MS Dourados
133,0
135,0
41,8
-8,16 %
-2,0
0,7
-4,8
MS C. Grande
131,0
133,0
41,2
-9,52 %
-2,0
-1,2
-6,3
MS Três Lagoas
131,0
133,0
41,2
-9,52 %
-1,3
0,3
-4,9
RS Oeste (kg)
4,90
5,00
1,5
2,04 %
-2,0
2,4
-5,3
RS Pelotas (kg)
4,90
5,00
1,5
2,04 %
-2,0
2,4
-5,3
BA Sul
141,0
143,0
44,3
6,20 %
-2,7
0,0
-1,4
BA Oeste
148,0
150,0
46,4
2,04 %
-3,6
-2,3
-3,4
MT Norte
127,0
131,0
40,5
-10,88 %
-2,8
0,3
0,4
MT Sudoeste
132,0
134,0
41,5
-9,30 %
-1,3
1,8
1,9
MT Cuiabá**
132,0
135,0
41,8
-8,16 %
-1,3
0,3
-1,2
MT Sudeste
130,0
133,0
41,2
-9,52 %
-2,4
-1,2
-1,2
PR Noroeste
140,0
142,0
44,0
-3,40 %
-2,0
0,0
-9,2
SC Oeste***
133,0
136,0
42,1
-7,48 %
-3,4
-2,9
-15,8
MA Oeste
128,0
130,0
40,2
-11,56 %
-5,6
-7,2
-2,7
Alagoas
153,0
155,0
48,0
5,44 %
-2,0
0,3
-4,7
PA Marabá
127,0
129,0
39,9
-6,20 %
-3,5
-2,7
1,3
PA Redenção
126,0
129,0
39,9
-6,20 %
-2,0
-2,0
-0,3
PA Paragominas
131,0
133,0
41,2
-9,52 %
-4,2
-4,0
2,7
RO Sudeste
130,0
132,0
40,9
-8,53 %
-1,3
-0,1
0,4
TO Sul
126,0
128,0
39,6
-12,93 %
-2,0
-8,0
-2,7
TO Norte
126,0
128,0
39,6
-5,43 %
-3,5
-5,6
-1,9
Acre
118,0
120,0
37,1
-18,37 %
-2,0
-1,3
-7,3
ES
135,0
138,0
42,7
-0,78 %
-2,0
-2,2
-4,8
RJ
136,0
138,0
42,7
-4,65 %
-2,0
-4,2
-8,7
** Região de Cuiabá, inclui Rondonópolis
*** Prazo de 20 dias
1 Diferencial de base em relação a São Paulo
 Estável      Subiu     Desce

Cotações - Vaca Gorda

Preço da arroba da vaca gorda em 17 estados e 32 praças

MERCADO FÍSICO - 05/02/2018 - Preços livres de Funrural


VACA GORDA

RS/@US$/@% US$ a prazo
à vista30 d30 d#M/F27 d30 dano
SP Barretos
134,0
135,0
41,8
-8,16
-3,1
-1,9
-8,5
SP Araçatuba
134,0
135,0
41,8
-8,16
-3,1
-1,9
-8,5
MG Triângulo
129,0
131,0
40,5
-9,03
-3,5
-1,9
-6,3
MG B.Horizonte
126,0
128,0
39,6
-7,25
-2,0
-4,9
-4,9
MG Norte
128,0
130,0
40,2
-7,14
-0,5
-2,7
-2,7
MG Sul
126,0
128,0
39,6
-7,25
-3,5
-2,7
-4,9
GO Goiânia
126,0
128,0
39,6
-5,88
-2,0
-2,7
3,9
GO Reg. Sul
126,0
128,0
39,6
-4,48
-4,3
-3,8
0,5
MS Dourados
123,0
125,0
38,7
-7,41
-2,8
0,3
-8,6
MS C. Grande
120,0
122,0
37,8
-8,27
-4,4
-2,1
-10,8
MS Três Lagoas
123,0
125,0
38,7
-6,02
-1,2
0,3
-6,4
RS Oeste (kg)
4,50
4,60
1,4
-8,00
-3,1
4,9
-7,5
RS Pelotas (kg)
4,50
4,60
1,4
-8,00
-3,1
4,9
-7,5
BA Sul
136,0
139,0
43,0
-2,80
-0,6
1,0
-0,6
BA Oeste
140,0
142,0
44,0
-5,33
-2,0
-0,4
-5,4
MT Norte
120,0
124,0
38,4
-5,34
-2,8
-0,5
-1,9
MT Sudoeste
123,0
125,0
38,7
-6,72
-2,0
1,1
-2,7
MT Cuiabá**
124,5
127,0
39,3
-5,93
-1,2
0,3
-2,7
MT Sudeste
123,0
127,0
39,3
-4,51
-2,8
-2,0
-1,9
PR Noroeste
130,0
132,0
40,9
-7,04
-0,5
-0,4
-9,0
SC Oeste***
127,0
129,0
39,9
-5,15
-3,5
-4,1
-17,0
MA Oeste
116,0
118,0
36,5
-9,23
-6,0
-8,9
-2,6
Alagoas
147,0
150,0
46,4
-3,23
-2,0
0,3
-4,7
PA Marabá
119,0
121,0
37,5
-6,20
-3,6
-2,1
1,6
PA Redenção
118,0
122,0
37,8
-5,37
-1,2
-0,5
-0,2
PA Paragominas
125,0
127,0
39,3
-4,51
-5,0
-4,9
3,1
RO Sudeste
121,0
123,0
38,1
-6,82
-2,8
-0,5
-1,0
TO Sul
118,0
120,0
37,1
-6,25
-2,0
-7,4
-1,0
TO Norte
116,0
118,0
36,5
-7,81
-3,6
-6,1
-2,6
Acre
110,0
113,5
35,1
-5,42
-3,3
-0,6
-8,7
ES
131,0
133,0
41,2
-6,25
-2,0
-0,4
-4,2
RJ
126,0
128,0
39,6
-7,25
-2,0
-2,7
-8,4

** Região de Cuiabá, inclui Rondonópolis
*** Prazo de 20 dias
2 Diferença entre preço do boi e vaca na mesma praça
 Estável      Subiu     Desceu

Cotações - Atacado

As melhores e mais fiéis informações de mercado

ATACADO - 05/02/2018

HÁ 1 ANO
PREÇOS EM R$ / kgBOIVACABOI
Traseiro 1x1 capão
11,25
-11,80
Dianteiro 1x1 capão
6,85
-7,00
Traseiro 1x1 inteiro
10,90
-11,60
Dianteiro 1x1 inteiro
6,45
-6,75
Traseiro Avulso
11,10
-11,60
Dianteiro Avulso
6,65
-6,75
Ponta de Agulha (charque)
6,60
-6,65
Ponta de Agulha (consumo)
6,80
-6,90
Boi capão / inteiro / Vaca casada
8,96
8,509,29
* À vista - sem bonificação e sem ICMS

Cotações - Mercado futuro

As melhores e mais fiéis informações de mercado

MERCADO FUTURO - 02/02/2018

VENCIMENTOS AJUSTE (R$ à vista)PROJEÇÃO DO FÍSICO NO FUTURO
Futuros1-Fev2-FevC. AbertosVariação
CâmbioUS$ à Vista
Fev-18144,70144,551220-0,15
3,22744,79
Mar-18144,00143,90235-0,10
3,22744,59
Abr-18143,75143,653-0,10
3,23844,36
Mai-18143,80143,701563-0,10
3,24944,23
Jun-18144,90144,800-0,10
3,2644,42

Braquiária muito além da alimentação animal

Por Notícias Agrícolas em 05/02/2018




Além de oferecer forragem aos rebanhos, os capins do gênero Brachiaria também contribuem para a estruturação do solo e, em consórcio com culturas agrícolas como milho e café, proporcionam mais sanidade ao solo e ganhos de produtividade das culturas. Mas, até a algum tempo atrás, era comum pensar que braquiária servia apenas para alimentar o gado. “O papel dela vai muito além desse. Ela proporciona um sinergismo na produção de grãos. O fato de o agricultor contar com a braquiária no sistema aumenta a sua produtividade de 5 a 10 sacos de grãos por hectare”, afirma o pesquisador da Embrapa, João Kluthcouski. 
A braquiária foi introduzida nos sistemas agrícolas por conta do desenvolvimento do sistema de plantio direto. “Um dos problemas naquela época era identificar qual planta forneceria maior cobertura de solo. Começamos a trabalhar com a braquiária em 1986 especialmente em consórcio milho e sorgo”, relembra o pesquisador Lourival Vilela. A expansão no consórcio se deu com a criação, em 2001, do sistema Santa Fé – um dos sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta. 
O Santa Fé tinha dois propósitos: produção de forragem para a entressafra e palhada para o sistema de plantio direto. “A partir daí, começaram a ser observados alguns benefícios adicionais ao se utilizar a braquiária, como redução de plantas invasoras no sistema, controle de mofo branco, melhoria das propriedades física, química e biológica do solo, aumento da matéria orgânica. Hoje a braquiária tem mil e uma utilidades, serve para tudo”, afirma Vilela. 
Segundo ele, um dos benefícios desse aumento de matéria orgânica com a introdução da braquiária é a consequente melhoria da agregação ou restruturação do solo. “Num solo mais agregado, você tem, por exemplo, mais infiltração de água, o que favorece a recarga do lençol freático e mantém a vazão dos rios”, afirma o pesquisador. 
Pesquisas - resultados recentes de pesquisa da Embrapa mostram que o sistema de manejo das entre linhas do cafeeiro com a braquiária como planta de cobertura promoveu alterações nos atributos físico-hídricos do solo, favorecendo um aumento de 18% no conteúdo prontamente disponível de água do solo. “Isso se deve a ação agregante do sistema radicular da braquiária”, explica o pesquisador Omar Rocha. 
Segundo ele, outros benefícios da tecnologia seriam a produção de uma grande quantidade de matéria vegetal, gerando mais matéria orgânica para cobrir as entre linhas, maior estoque de carbono no solo e maior estoque de nitrogênio em camadas superficiais. “A inserção da braquiária no sistema de produção, também permite que o solo fique biologicamente mais ativo, produtivo, resiliente e suporte mais situações de estresse”, afirma a pesquisadora Ieda Mendes. 
Pesquisas também já avaliaram a eficiência de uso de fósforo depois da Brachiaria (humidicola). “A produtividade do primeiro cultivo com soja, depois de um ciclo de nove anos de pastagem, foi superior ao sistema exclusivo de culturas anuais para um mesmo teor de fósforo no solo, evidenciando a maior eficiência do uso desses nutrientes quando a pastagem foi inserida na rotação”, afirma o pesquisador Djalma Martinhão. 
Já em experimentos de longa duração conduzidos na Embrapa Cerrados (Planaltina-DF) foram constatados que o rendimento de soja depois de um ciclo de três anos de pasto de Brachiaria brizantha cv. Marandu foi 17% (510 kg/ha de grãos) superior ao obtido no sistema de lavoura contínua. “E esse maior rendimento de grãos foi obtido em área que recebeu menores quantidades de fertilizantes, em média 45% a menos, durante os 17 anos de cultivo solteiro. Isso implica em economia no uso de fertilizantes e, consequentemente, redução nos custos de produção”, afirma o especialista. 
Viabilização de áreas - se em alguns casos, como planta forrageira, a braquiária é considerada invasora, como planta cultivada, viabilizou muitas áreas do Cerrado para produção pecuária. “Se a braquiária não existisse, a pecuária no Cerrado não teria essa importância toda”, arrisca dizer o pesquisador da Embrapa João K. Já com relação à agricultura, ele também afirma que dentre os saltos qualitativos que essa atividade teve ao longo dos anos, o principal deles se deveu à introdução da braquiária. 
De acordo com o pesquisador Lourival Vilela, o diferencial da braquiária de outras forrageiras tropicais é que ela é menos exigente em termos de fertilidade e, por isso, se adapta melhor aos diferentes solos. “Além de possuir um sistema radicular bastante eficiente, com raízes que alcançam até quatro metros de profundidade (foto). Isso faz com que ela seja uma excelente recicladora de nutrientes do solo”. 
O gênero Brachiaria é composto por quase uma centena de espécies, dentre elas destaque para a Brachiaria brizantha, no mercado há mais de 30 anos. De 80 a 90% da área de pastagens cultivadas no Brasil são constituídas por esse tipo de capim. A braquiária é de origem africana, das regiões tropicais como Zaire e Kenya. Foi introduzida no Brasil nos anos 60 pela região da Amazônia e, em seguida, expandiu-se para todas as regiões tropicais e subtropicais do Brasil.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Embarques de carne suína caem 17% em janeiro




As exportações de carne suína in natura totalizaram 45,2 mil toneladas em janeiro deste ano, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número representa um volume 17% inferior às 54,5 mil toneladas embarcadas em janeiro de 2017, mas 3% superior ao volume embarcado em dezembro, de 43,9 mil toneladas.
Com isto, a receita das vendas do primeiro mês de 2018 chegou a US$ 97,5 milhões, número 21,8% menor que os US$ 124,6 milhões de janeiro do ano passado, e 4,3% inferior ao saldo de dezembro (US$ 101,9 milhões).
“As fortes vendas para a China e Hong Kong diminuíram os impactos causados pelo embargo russo à carne suína brasileira.  O mercado chinês, por exemplo, incrementou suas compras em mais de 120% em relação à janeiro de 2017”, aponta Francisco Turra, presidente da associação.

Fonte Ascom

Holandesa Vaxxinova adquire Laboratório Biovet, do Brasil

Por IstoÉ em 05/02/2018




São Paulo, 5/2 – A holandesa Vaxxinova, empresa pertencente ao grupo alemão EW (holding de propriedade familiar especializada em genética e nutrição animal), adquiriu o laboratório brasileiro Biovet. O valor do negócio não foi informado.
O Biovet foi fundado em 1957 e tem grande participação no mercado brasileiro de saúde animal, principalmente nos segmentos de avicultura e criação de gado de leite, além de exportar para mais de 10 países.
O laboratório tem sede na cidade de Vargem Grande Paulista, emprega cerca de 450 colaboradores e tem perto de 100 produtos licenciados.
A Vaxxinova é especializada na prevenção de doenças em animais de produção. A empresa opera em mais de 50 países e tem sede em Nijmegen, na Holanda, com centros de pesquisa e unidades produtivas e de diagnóstico na Alemanha, Itália, Noruega, Japão, Jordânia, Holanda e agora, no Brasil.

China e a sua evolução nas importações de lácteos

Por MilkPoint em 03/02/2018



As importações chinesas em 2016 e 2017 se beneficiaram de dois anos de queda na produção de leite. O crescimento da população e renda, a urbanização e outros fatores continuarão a impulsionar a demanda chinesa. Há também uma previsão de recuperação na produção nacional de leite do país - estimada em 3% neste ano. 
A tabela a seguir mostra a evolução total das importações chinesas discriminadas por produto. Isso comprova que os produtos com maior valor agregado apresentam taxas de crescimento anual muito significativas, como fórmulas infantis (+ 34,3%), iogurtes (+ 62,7%) e queijos (+ 11,2%). Por outro lado, a diminuição observada até recentemente, na importação de leite em pó integral, se recompôs (+ 12,0%).
A Fonterra já começou a oferecer cursos em Xangai para educar os chineses a consumir queijo. Mesmo com a decisão do ministro das finanças da China de reduzir as tarifas de importação para 187 bens de consumo, incluindo alguns queijos, ainda há muita coisa a ser explorada. 
Os principais exportadores da China são Nova Zelândia, Austrália, União Europeia e os Estados Unidos. Os produtos de maior valor agregado, como fórmulas infantis e iogurtes, são provenientes principalmente de países membros da União Europeia, como Holanda, líder na exportação de leite para bebês com uma participação de mercado de 29% e um crescimento das exportações de 11% em 2017.
Nesse contexto, a França também cresceu consideravelmente, posicionando sua participação de mercado atrás da Nova Zelândia (14% contra 16%), com um aumento notável nos volumes enviados em 2017 (+186% em relação ao ano anterior).
A França e os Países Baixos participam com 15% e 27%, respectivamente, na exportação de soro de leite em pó, ficando atrás dos Estados Unidos, líder de mercado sem concorrência com uma participação de mercado de 55%. Em contrapartida, o monopólio da Nova Zelândia continua sendo a exportação de leite em pó integral para a China, com uma participação de mercado de 92%, seguido de 3% da Austrália.
A Argentina exporta para a China 8% do volume total (cerca de 18 mil toneladas em 2017), no valor de aproximadamente US$ 27 milhões (4% do total exportado). Sendo os principais produtos: soro de leite, queijos macios, leite em pó desnatado, manteiga e outros produtos.
As informações são da OCLA, com informações do CLAL.it e MMO, traduzidas pela Equipe MilkPoint.