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terça-feira, 29 de agosto de 2017

Trigo: Supersafra russa deve influenciar Brasil via Argentina

Por:  -Leonardo Gottems 


A supersafra russa tem afetado todos os mercados, com o Conselho Mundial de Grãos prevendo que os russos podem chegar a exportar 90 milhões de toneladas de grãos em geral pela primeira vez. A dúvida não está mais no tamanho da safra russa, e sim na capacidade deles de escoarem os seus produtos, que é limitada.
De acordo com a Consultoria Trigo & Farinhas, na América Latina a safra russa não influencia diretamente, mas indiretamente, via Argentina. Com uma produção prevista para 17,5 milhões de toneladas e um consumo ao redor de 6,5 milhões de tons, o excedente exportável argentino é muito grande, cerca de 11 milhões de tons, dos quais deverá exportar algo ao redor de 8-9 milhões. 
Destas, o Brasil deverá comprar, segundo avaliação da T&F, aproximadamente 5,5 milhões, podendo chegar eventualmente a 6,0MT, sobrando entre 2 a 3 milhões que terá que colocar no mercado internacional. E é aí que entra a Rússia. Com uma supersafra, a tendência é ela oferecer preços mais baixos para poder colocar todo o seu produto no mercado internacional, pressionando os preços argentinos de exportação que, por sua vez, deverão pressionar os preços internos no Brasil. 
Para se ter uma ideia, somente neste mês de agosto os preços FOB Stowed do trigo argentino com 12% de proteína já caíram 6,32%, passando de US$ 190 para US$ 178/tonelada no Up River, mas, com tendência de alta quando 2018 chegar (porque os riosrussos congelam, reduzindo drasticamente os seus embarques, valorizando os trigos dos EUA e da Argentina): US$ 179 para janeiro, US$ 181 para fevereiro e US$ 185 para fevereiro.
Mercosul
A principal notícia para o Mercosul, essa semana, é a chuva. As precipitações estão caindo e prejudicando algumas áreas em todos os países produtores. A Argentina foi a mais afetada, com uma redução de 80.000 hectares além das 150.000 já constatados anteriormente. Os 230.000 hectares que a chuva afetou representa uma redução de 4,18% do total pretendido para essa safra.
Mesmo assim os argentinos ampliaram a sua safra em 4,9% em relação ao ano passado, faltando apenas 13.000 hectares para serem implantados, que estão esperando melhores condições climáticas para serem semeados. O Paraguai também está apreensivo com as chuvas que faltaram por um longo período as suas lavouras e agora aparecem perto da hora da colheita.

sábado, 1 de julho de 2017

Brasil lidera crescimento mundial de produtividade no campo!

Em 28/06/2017.

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MT Agora


Estudos do USDA mostram que o Brasil é um dos países em que a produtividade no campo mais cresce.

De 2006 a 2010, a produtividade no campo aumentou 4,28% ao ano no Brasil, seguido pela China (3,25%), Chile (3,08%), Japão (2,86%), Argentina (2,7%), Indonésia (2,62%), Estados Unidos (1,93%) e México (1,46%).

Os pesquisadores americanos usaram o indicador expresso em Produtividade Total dos Fatores (PTF), que considera todos os produtos das lavouras e da pecuária e os relaciona com os insumos usados na produção.
De acordo com o coordenador-geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do MAPA, José Garcia Gasques, o aumento da produtividade agrícola tem sido a forma mais segura de suprir as necessidades crescentes de alimentos em todo o mundo.
“Ao longo dos últimos 50 anos, o crescimento da produtividade permitiu ofertas mais abundantes de alimentos a preços mais baratos”, assinala Gasques. “No Brasil, isso pode ser verificado pela redução dos preços reais de grãos relevantes na alimentação humana, como, por exemplo arroz, milho, soja e trigo.”
Com ganhos de produtividade obtidos nos últimos anos na agricultura, destacou o coordenador da SPA, o Brasil deixou de ser país importador de alimentos, com enormes crises de abastecimento, e se transformou em um expressivo exportador de uma pauta diversificada de produtos agropecuários.

A taxa média de crescimento da produtividade no campo no Brasil foi de 3,58% ao ano entre 1975 a 2015.

Na década de 2000, a média foi de 4,08% ao ano. “Isso mostra que a agricultura tem crescido principalmente com base na produtividade. No Brasil, essa variável é responsável por cerca de 90% do crescimento da produção, enquanto que 10% se deve aos insumos”, salienta Gasques.
Três tecnologias são consideradas pela Embrapa como essenciais ao aumento da produtividade no campo:
  • viabilização da segunda safra de verão (safrinha);
  • resistência genética às principais doenças e
  • plantio direto na palha.
O estudo sobre o crescimento da produtividade no campo foi publicado na revista EuroChoices agri-food and rural resource issues, em 2017.
Clique aqui e acesse artigo que fala da importância do aumento da produtividade no campo para a segurança alimentar mundial!
Adaptado de MAPA

sábado, 4 de março de 2017

USDA aposta em forte expansão do comércio internacional brasileiro de proteína bovina

01/03/17 - por Equipe BeefPoint
Link para o original.

Apostas do “Tio Sam”: Foram divulgadas nos últimos dias as previsões do Departamento de Agricultura dos Esta- dos Unidos (USDA) para os negócios de carne bovina no mundo até 2026. A estimativa é que o Brasil exportará 2,64 milhões de toneladas de carcaça em 2026, demonstrando um aumento de 43,00% em relação ao ano de 2016, recuperando a liderança no ranking mundial de exportadores. Nota-se que o USDA aposta em uma forte expansão do comércio internacional brasileiro de proteína bovina, e tal avanço é respaldado por um aumento na demanda de países asiáticos e africanos, tendo em vista o grande crescimento demográfico e as políticas inclusivas desses países, resultando em uma demanda aquecida. Com isso, observa-se que até mesmo os EUA acreditam que os próximos anos apresentam boas perspectivas para as exportações brasileiras, no entanto, grandes poderes trazem grandes responsabilidades, e os cuidados fitossanitários devem ser redobrados para atingirmos essa meta.