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sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Produtividade da pecuária de corte, 100 anos de história!

Por Ivan Formigoni em 14/07/2016 no site Farmnews

No Farmnews vamos aproveitar a oportunidade de apresentar alguns números históricos da produtividade da pecuária de corte nacional.
Aproveitamos um trabalho de pesquisa recente que a Farmlogics desenvolveu a partir de dados do Almanaque Abril, IBGE entre outras referências para divulgá-los aos nossos leitores por achar importante conhecer um pouco dos números históricos da pecuária nacional.
O objetivo aqui é o de apenas apresentar a evolução de alguns dos principais índices de produtividade da pecuária de corte. Afinal de contas, dados da pecuária são na maioria das vezes poucos e diversos.

É importante conhecer os primeiros dados de produtividade da pecuária de corte nacional.

Vamos então a alguns números…
A primeira Figura apresenta a evolução do rebanho bovino nacional desde 1900.

Dados adaptados do Almanaque Abril
Dados adaptados do Almanaque Abril

Veja que o rebanho bovino brasileiro apresenta um crescimento mais intenso a partir da década de 80, quando saiu de 78 milhões no fim dos anos 70 para os atuais 205 milhões de animais. Nesses quase 40 anos o rebanho nacional mais que dobrou.
A segunda Figura abaixo mostra a evolução da área de pastagem e rebanho em um período mais recente, já que não encontramos dados confiáveis de área de pasto anteriores a 1940.

produtividade da pecuária de corte

Os dados acima destacam que o rebanho cresceu bem mais que a área de pastagem durante o período analisado, mostrando o ganho de produtividade por área principalmente a partir da década de 80. Desde 1980 a área de pastagem aumentou discretamente (de 179 para os atuais 199 milhões de hectares), enquanto no mesmo período o rebanho subiu de 119 milhões para os atuais 205 milhões de animais.
A terceira Figura apresenta a evolução anual do número de bovinos abatidos no Brasil desde 1910.

produtividade da pecuária de corte

Assim como para o efetivo de rebanho, o total de animais abatidos cresceu sensivelmente desde a década de 80, reforçando os ganhos de produtividade obtidos a partir deste período. Veja que no início desta série histórica eram abatidos cerca de 2,0 milhões de animais anualmente. Hoje esse número está acima de 40 milhões de animais ao ano.
A última Figura apresenta a evolução da taxa média de ocupação no Brasil, expressa em cabeças por hectare desde 1940.

produtividade da pecuária de corte

A evolução da taxa de ocupação média anual ao longo das décadas comprova o movimento de ganho de produtividade, como observado pelo crescimento de rebanho muito superior a evolução da área de pastagem. No início dos anos 40 a taxa de ocupação média era de cerca de 0,3 animais por hectare, enquanto atualmente está um pouco acima de 1,0 animais por hectare.
O objetivo deste material, com o resumo de algumas informações históricas da pecuária de corte nacional, é de apenas apresentar aos nossos leitores dados da evolução da atividade no país. Há muita curiosidade e interesse sobre a evolução da produtividade da pecuária e esses números talvez ajudem a entender melhor o passo a passo dessa trajetória.
Os números mostram a contínua evolução dos índices de produtividade da pecuária nacional. Certamente que a pecuária de corte tem muito a evoluir em termos de ganhos produtivos, mas é de se ressaltar a incorporação de tecnologia conseguida até o momento, fruto de trabalho de genética, nutrição, ambiente, manejo e um agricultura cada vez mais presente na produção animal.

Preços corrigidos do boi gordo desde 1967!

Por Ivan Formigoni em 22/12/2017 no site Farmnews

O Farmnews atualiza seus leitores para o comportamento dos preços corrigidos do boi gordo nos últimos 50 anos, ou seja, desde 1967.

O objetivo é mostrar os preços do boi gordo ao longo dos anos, no valor de hoje, ou seja, corrigidos pela inflação. Em outras palavras, quanto seria, no valor de hoje, o preço do boi gordo praticado em 1967, incluindo a inflação acumulada no País ao longo de todo esse período?
Vamos descobrir…
A Figura a seguir ilustra o comportamento dos preços corrigidos do boi gordo, segundo dados do IEA e Cepea/Esalq, corrigidos pelo indicador de inflação (IGP-DI).
preços corrigidos do boi gordo
Fonte: Dados do IEA e Cepea/Esalq (adaptado por Farmnews)
Os dados acima destacam a perda de valor dos preços do mercado pecuário nacional ao longo das últimas décadas, destacando que no longo prazo a inflação teve variação muito acima do preço do boi gordo, por exemplo.
O fato é que, no valor de hoje, o preço do boi gordo praticado em janeiro de 1987 valeria cerca de R$367,0 por arroba.

Isso significa que os preços corrigidos do boi gordo de 30 anos atrás valem mais cerca de 2,5 vezes a mais que o preço atual (aproximadamente R$145,0 em dez-17, de média).

Por outro lado, quando consideramos um período mais recente (clique aqui), os preços do boi gordo superam a variação acumulada da inflação. Destacando um cenário de recuperação de margem ao longo dos últimos anos.
Mas, claro, é importante lembrar também que o ano de 2017, em especial, tem sido diferente, com o boi gordo caindo mais que a inflação. Vale lembrar que nos últimos 12 meses (dez-16 a nov-17) a inflação medida pelo IGP-M caiu 0,3% enquanto a queda do boi gordo no período foi de 5,6%.
E já que estamos falando de dados históricos, vamos aproveitar a oportunidade de apresentar alguns números históricos da produtividade da pecuária de corte nacional. Clique aqui e confira indicadores de produtividade ao longo dos últimos 100 anos!

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

A Amazon está entrando no mercado de carnes. O que esperar?

Por Ivan Formigoni em 08/12/2017 no site Farmnews

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O Farmnews destaca o artigo de Janette Barnard sobre as possíveis consequências da Amazon no mercado de carnes nos Estados Unidos.

É importante lembrar que a gigante Amazon.com, de Jeff Bezos, fundada em 1994, é uma empresa de comércio eletrônico com sede nos Estados Unidos e atualmente é destaque mundial nas vendas pela internet.
A questão aqui é que a Amazon despertou para o mercado de alimentos e recentemente comprou a Whole Foods. Aliás, nosso canal de notícias parceiro, o Foodnews, destacou que logo após a aquisição da Whole Foods a Amazon já mostrou para que veio e, derrubou os preços dos alimentos como sua primeira estratégia frente aos concorrentes (clique aqui e saiba mais).
Mas será que acontecerá o mesmo com o mercado de carnes nos Estados Unidos?
Uma coisa é certa. À medida que a Amazon avança no varejo de alimentos, os distribuidores devem avaliar sua vantagem competitiva, não apenas avaliando os resultados do negócio, mas o modelo de negócios como um todo.
O fato é que já ocorre naquele país um movimento, onde os distribuidores de carnes cada vez mais buscam vantagens competitiva contra o competidor que, na realidade, ninguém quer por lá, a Amazon.
A maioria dos distribuidores acredita que sua vantagem competitiva está ligada à sua capacidade de produzir o produto “certo” e em suas vastas redes de logística.
É um modelo que funciona e ocorre há décadas nos Estados Unidos. O ponto é que a Amazon tem um extraordinário núcleo de capacidade logística e é improvável que os distribuidores de carnes consigam competir com a Amazon neste aspecto.
A autora destaca, como exemplo, o fato de, como um membro da Amazon, posso encomendar 40 itens ou 2 itens e eles serão entregues na minha porta dentro de, no máximo, 48 horas e o melhor, sem custo de frete. E não importa a distancia dentro do país.
Os distribuidores de carne nos Estados Unidos tem questões operacionais, de limites mínimos de entrega, operadores intermediários que oneram os custos do frente entre outros fatores menores que diminuem a competitividade frente a Amazon.
O que estamos discutindo com relação as carnes já tem acontecido nos Estados Unidos com relação a outros tipos de alimentos e serve de sinal de alerta a rede de distribuição de carnes no país e, quem sabe, futuramente por aqui também. 

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

O que e quanto a China comprou do agronegócio do Brasil em 2017?

Por Ivan Formigoni em 07/12/2017 no site Farmnews

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O Farmnews apresenta os números que revelam os principais produtos do agronegócio do Brasil comprados pela China em 2016 e 2017.

A Tabela abaixo destaca os dados que mostram os principais produtos comprados e o respectivo faturamento gerado por cada um deles, entre janeiro e novembro de 2016 e 2917, em bilhões de dólares.
agronegócio do Brasil
Entre janeiro e novembro de 2016 a China comprou US$14,19 bilhões de soja do Brasil, enquanto no mesmo período de 2017 esse valor subiu para US$19,52 bilhões, um aumento de 37,5%.

A soja é o principal produto do agronegócio do Brasil comercializado para a China.

Aliás, é o principal produto do País, dentre todos, enviados ao mercado chinês.
O crescimento das exportações de carne bovina também merecem destaque. No acumulado de 2017 o Brasil já faturou 28,8% a mais que o apurado entre janeiro e novembro de 2016.
O consumo de carne bovina na China tem despertado o interesse dos principais produtores mundiais, como Brasil e Estados Unidos. E por falar nisso, confira a evolução do consumo de carne bovina na China (clique aqui).
Os destaques negativos, contudo, ficam para a queda das vendas de carne de frango e couros e peles.
No caso do óleo de soja, o produto apresentou o maior crescimento relativo no faturamento entre o período acumulado. Contudo, em termos absolutos o mercado de óleo de soja é relativamente pequeno comparado as demais commodities do agronegócio do Brasil.
A Figura abaixo ilustra a variação, no faturamento, das compras da China em relação aos principais produtos do agronegócio do Brasil entre janeiro e novembro de 2016 e 2017.
 agronegócio do Brasil
Fonte: Dados do Secex (adaptado por Farmnews)

O mercado chinês é o mais promissor quando o assunto é a exportação de carne bovina.

Os principais produtores mundiais apostam no crescimento do consumo de carne bovina na China que, já mostram sinais de crescimento.
E por falar nisso a perspectiva do USDA é que a China apresente o maior crescimento de demanda por carne bovina dentre os maiores exportadores mundiais. Clique aqui para saber mais do assunto.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Alta do boi gordo em agosto é a maior no período em 21 anos!

Por Ivan Formigoni
Em 28/08/2017 no site Farmnews



A oferta de animais para abate segue restrita nas regiões pesquisadas pelo Cepea/Esalq, cenário que vem favorecendo a alta do boi gordo em agosto de 2017.
Na parcial de agosto (até o dia 24), a elevação do Indicador ESALQ/BM&FBovespa é de expressivos 10,87%.

O Farmnews destacou que em agosto de 2017 a escassez de animais para abate em São Paulo tem levado a indústria frigorífica do estado a buscar animais em regiões vizinhas (clique aqui e saiba mais).

Esta alta do boi gordo é a maior para o mês da série histórica do Cepea, iniciada em 1997.

Considerando-se agosto, em 21 anos, incluindo 2017, a variação média é de 1,56%, muito abaixo do observado neste ano.

O avanço dos preços do boi gordo em praticamente todas as praças é justificado pelo fato de que aproximadamente 90% do abate anual brasileiro é de animais engordados a pasto.

Com a intensificação da seca, praticamente não há mais animais de pasto e a cadeia vive o período da “entressafra”.

Além disso, a principal indústria retomou as compras e outras plantas reabriram nos últimos meses. Com isso, o preenchimento das escalas de abate tem sido mais difícil pelo aumento da competição entre as próprias indústrias por matéria-prima.

Outro fator que explica a atual escassez de bois está relacionado à delação dos irmãos Batista (clique aqui). Em meados de maio, após o ocorrido, o preço pago ao produtor caiu de forma acelerada, justamente no momento em que pecuaristas planejavam o primeiro giro do confinamento.

Esta situação, aliada à incerteza relacionada aos prazos de pagamento da principal indústria do setor, explicam a menor oferta de animais, justamente 90 dias após a delação, momento em que deveriam ficar prontos os animais que começaram a ser confinados no início de junho.

Para corroborar o cenário, outro fator explicativo para a alta do boi gordo é o prolongamento das chuvas. Como neste ano as chuvas se alongaram até meados de junho, o confinamento também teve início de forma mais tardia. Alguns agentes do setor encaram o momento como altas de preços, enquanto pecuaristas afirmam que este período é de recuperação das quedas. Ressalta-se que as baixas em maio também foram as mais expressivas desde 1997.

A escassez de boi gordo para abate tem obrigado a indústria frigorífica de São Paulo a buscar animais em estados vizinhos, principalmente em Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás. Na parcial de agosto (até o dia 24), Três Lagoas e Campo Grande são as praças com as elevações mais expressivas, de 12,42% e de 12,31%, respectivamente. Na sequência, está Rio Verde (GO), com alta acumulada de 11,89%.

Rio Grande do Sul é o estado com a alta menos acentuada no mesmo período, de apenas 0,18%. De acordo com colaboradores do Cepea, o estado tem recebido muita carne de Mato Grosso do Sul e de outras regiões, atendendo à demanda do atacado. Assim, o mercado gaúcho não está acompanhando a tendência observada em outras regiões do País.

A alta do boi gordo em algumas praças têm feito com que a diferença de preços entre o estado de São Paulo e outras regiões se reduza. No Paraná, os preços praticamente igualam-se ao de São Paulo, região com valores tipicamente mais altos. Em Goiás, por exemplo, há negócios acima dos preços médios praticados em São Paulo. Além da escassez de bois no estado paulista, este movimento é resultado de políticas como a redução do ICMS.

A equipe de mercado pecuário do Cepea não acompanha os preços no varejo. Porém, os preços e os estoques no atacado apresentam estreita relação com os preços repassados para o consumidor. No mercado atacadista de carne com osso, a carcaça casada do boi se valorizou 7,7% no acumulado do mês. Quanto aos cortes, o preço do traseiro subiu 8,25%, e os do dianteiro e da ponta de agulha, 7,63% e de 5,97%, respectivamente.

Agentes do atacado relatam que esperam altas nas próximas semanas, visto que, com a menor disponibilidade de animais prontos para abate, o relativo baixo volume de carne disponível tem sido escoado. Estes colaboradores do Cepea indicam que o consumo é o fator que tem impedido altas mais expressivas de preço, já que o rápido escoamento ocorre em função da baixa oferta.

Adaptado de Cepea

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Dados históricos da produtividade da soja no Brasil

Por Ivan Formigoni.
Em 07/08/2017 no site Farmnews

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O Farmnews apresenta a evolução dos dados de produtividade da soja no Brasil nos últimos 40 anos.

Uma das questões discutidas no Farmnews se refere a produtividade da soja no Brasil. Será que a produtividade do grão está perto do limite? (clique aqui e saiba mais sobre o assunto).
Aliás, estudos do USDA mostram que o Brasil é um dos países em que a produtividade no campo mais cresce no mundo (clique aqui e veja dados do Brasil e dos principais produtores mundiais).
O fato é que há dados que mostram uma certa estabilidade da produtividade média do grão no país.
“Em relação à produtividade da soja no Brasil, no período avaliado de 40 anos até a safra 2015/16, a cultura global de soja atingiu um nível médio de produtividade que não tem mais avançado”, diz o superintendente de Informações do Agronegócio da Conab, Aroldo de Oliveira Neto.
Confira alguns dados do relatório da OCDE e FAO sobre as perspectivas da agricultura mundial, com destaque a produção de milho e soja (clique aqui).
A Figura abaixo apresenta a evolução da produção de soja total no país nos últimos 40 anos e a área utilizada para cultivo do grão.
produtividade da soja no Brasil
Fonte: Dados da Conab (adaptado por Farmnews)
 A produção de soja no país está próxima de 95,4 milhões de toneladas, evoluindo 685% nesses 40 anos de história. Por sua vez, a área de produção do grão aumentou 380% no mesmo período (desde 1976) e atualmente está em 33,2 milhões de hectares.
A Figura abaixo ilustra a variação da produtividade da soja no Brasil
produtividade da soja no Brasil
Fonte: Dados da Conab (adaptado por Farmnews)
 Nos últimos 40 anos a produtividade da soja no Brasil, em termos médios, subiu cerca de 64% e está atualmente em 2.870 kg por hectare.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Descoberto entrave ao sucesso da produção de embriões!

Por Ivan Formigoni
Em 31/07/207 no site Farmnews

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Um antigo entrave no mercado de embriões bovinos está mais próximo de ter um fim.

Pesquisadores da FZEA-USP descobriram um mecanismo de acúmulo lipídico em oócitos que diminui o sucesso da produção de embriões in vitro.

Isso porque o acúmulo lipídico é consequência recorrente quando o gameta feminino que ainda não atingiu a maturidade (oócito) é levado para a produção de embriões em um ambiente in vitro.
Essa condição faz com que os embriões resultantes sejam menos tolerantes ao congelamento, com consequente diminuição das gestações após a transferência dos embriões para as fêmeas receptoras.
“Há estoques lipídicos tanto no oócito desenvolvido naturalmente no ovário do animal quanto no maturado em laboratório dentro de uma incubadora. Porém, na maturação em laboratório, o acúmulo é excessivo e está associado à redução de fertilidade, uma vez que oócitos com grande quantidade de lipídios têm menor capacidade de desenvolvimento”, disse Felipe Perecin, professor da FZEA-USP e um dos autores do estudo, cujos resultados foram publicados na revista Scientific Reports . O trabalho teve apoio da FAPESP.
O Brasil é responsável por cerca de 67% do total mundial da produção de embriões in vitro de bovinos, de acordo com dados de 2015 do relatório da Sociedade Internacional de Tecnologia de Embriões.
Não por acaso, foram transferidos no Brasil 269.353 embriões bovinos em 2015, dos quais 214.886 (79,6%) não passaram por processo de congelamento e armazenamento, tendo que ser transferidos “a fresco” após a produção in vitro.
“Isso é um problema para a indústria de produção de embriões bovinos no Brasil e no mundo, pois exige uma logística especial para fazer a transferência de embriões em um período muito curto e sem a possibilidade de congelamento”, disse Perecin.
A taxa de viabilidade dos embriões com excesso lipídico cai muito. “Ou ele é descartado após descongelamento ou é transferido e não gera gestação, o que é ainda pior, por conta de todo o protocolo hormonal para sincronizar os animais”, disse.
Os pesquisadores da FZEA-USP acompanharam os oócitos em três situações: imaturo, maturado in vivo e maturado in vitro. Nos três casos foi identificada a presença da proteína FABP3 (proteína ligadora de ácido graxo 3).
“Nos oócitos maturados in vitro ou in vivo a taxa dessa proteína era mais ou menos igual. Mas quando observamos as células do cumulus, que estão ao redor do oócito, o nível dessa proteína aumentava muito mais no sistema in vitro”, disse.
Foi aí que o grupo começou a investigar algo novo: se a proteína transportava lipídio de fora para dentro do oócito. “Normalmente, essa proteína leva o lipídio para ser oxidado na mitocôndria dentro da célula. Mas estávamos pensando diferente: será que essa proteína transporta lipídio de fora para dentro do oócito, num fluxo diferente daquele considerado clássico?”, disse Perecin.
No fim do trabalho, eles conseguiram demonstrar que muito provavelmente existe uma desregulação do metabolismo – não do oócito em si, mas das células que estão ao redor. E esse desequilíbrio das células provoca um fluxo aumentado de lipídios de fora para dentro do óvulo.
“A consequência final é que o óvulo acumula muito lipídio e isso tem impacto no potencial do óvulo”, disse o pesquisador.
“Mostramos que no processo de maturação, que dura 24 horas, quando o oócito é retirado do ovário da fêmea existe uma desregulação do metabolismo das células ao redor e isso causa o acúmulo lipídico. Verificamos que esse mecanismo é muito intenso já nas nove horas iniciais, com o fluxo muito grande entre células do cumulus e o oócito. Só depois dessas nove horas é que as projeções transzonais (as “pontes” entre eles) começam a se desfazer”, disse.
Os pesquisadores pretendem investigar o que causa esse mecanismo e buscar uma maneira de bloquear essa proteína para tentar reverter o sistema.
O Farmnews apresenta pesquisa realizada na Unesp/Botucatu, por Camila Nogueira e Josineudson Augusto, que avaliaram resultados de campo da IATF (clique aqui e saiba mais)!
Confira também a entrevista o Prof. Augusto, da Unesp de Botucatu e coordenador do CIGNA – Centro de Inovação em Genética e Nutrição Animal que fala dos desafios da pesquisa no agronegócio (clique aqui)!
Adaptado de Agência FAPESP.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Variação de preços do boi gordo, bezerro, soja e milho em 2017

Por Ivan Formigoni
Em 20/07/2017 no site Farmnews

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Sindicarne GO




O Farmnews apresenta a variação de preços do boi gordo, bezerro, soja e milho ao longo de 2017.

Afinal de contas, qual foi o comportamento de preços dessas commodities até o momento (meados de julho de 2017)?
A Figura abaixo destaca a variação de preços do boi gordo, bezerro, soja e milho, em termos percentuais, segundo indicador Cepea/Esalq.

variação de preços do boi gordo
Fonte: Dados do Cepea/Esalq (adaptado por Farmnews)

Como observado pelos dados acima, o milho foi a commodity que mais caiu de preço até o momento, em 2017. A queda nas cotações do milho em 2017 (até 19 de julho) atinge 30,0%.
Clique aqui e saiba mais sobre o mercado do milho no país!
Por outro lado, o comportamento de preço da soja mostra maior estabilidade tem sido a commodity com menor desvalorização até o momento dentre as 4 avaliadas pelo Farmnews. A queda da soja é de 7,0% no acumulado do ano.

No mercado de pecuária de corte, a variação de preços do boi gordo e do bezerro estão próximos.

A baixa do boi gordo no ano está em 16,0% e do bezerro um pouco menor (-14,6%), até o dia 19 de julho.
O mercado pecuário, como temos discutido por aqui, tem enfrentado um 2017 bastante turbulento. Além de um mercado interno em ritmo lento, diversos que vão além da porteira das fazendas tem contribuído para aprofundar o momento difícil do setor.
Vale lembrar que o mercado de carnes brasileiro tem enfrentado um momento bastante turbulento em 2017. O pecuarista já enfrentou as adversidades da Operação Carne Fraca (clique aqui), o acordo de leniência da JBS (clique aqui) e a suspenção da importação de carne fresca pelos EUA (clique aqui).
Diante do atual cenário de fragilidade do mercado de carnes nacional o BNDES e o CNA buscam contribuir para a segurança do pecuarista (clique aqui).
O Farmnews apresenta dados que mostram onde estão os maiores rebanhos e quem são os maiores países produtores de carne bovina do mundo (clique aqui).

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Queda anual de 30% no custo de produção de aves e suínos

Por Ivan Formigoni
Em 18/07/2017 no site Farmnews

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ICP/Embrapa



O custo de produção de aves e suínos no país já atinge queda de cerca de 30% no acumulado dos últimos 12 meses!

O custo de produção de suínos divulgados pela Embrapa registra em junho mais um mês de queda, completando 12 meses seguidos de baixa no índice.
O ICPSuíno/Embrapa fechou o mês de junho de 2017 oscilando -0,28% em relação ao mês anterior e, acumulando queda de 16,92% em 2017 e -31,10% nos últimos 12 meses.
Principal item na composição do ICPSuíno (73,46% em junho), o custo da nutrição dos animais diminuiu 0,25%, contribuindo significativamente para mais um mês de redução no índice.
O custo de produção do quilo de suíno vivo em ciclo completo em Santa Catarina, maior produtor nacional e usado como referência pela Embrapa, registrou o valor de R$3,23 em junho, 47 centavos a menos que em janeiro (R$3,70).
Já o ICPFrango/Embrapa fechou junho com baixa de 0,41% em relação a maio. O custo de produção no Paraná, maior produtor nacional e usado como referência, foi de R$2,30 por quilo de frango vivo.
No ano, o ICPFrango acumula baixa de 16,27%, enquanto nos últimos 12 meses a variação é de -30,37%.
Os gastos com a alimentação dos animais, que representaram 66,50% do custo total da produção, caíram 0,38% no sexto mês de 2017.
O comportamento de preços dos grãos, com destaque ao milho, importante componente da alimentação animal, tem contribuído para a queda no custo de produção de aves e suínos.
Como temos apresentado no Farmnews, o preço do milho (clique aqui) acumula queda significativa no ano, atingindo cerca de 31,8% (até meados de julho de 2017).
O preço médio do milho em julho de 2017 (ainda parcial, até dia 14) é de R$26,70 por saca, valor quase 40% menor que o praticado no mesmo período do ano passado (jul-16, R$43,40 por saca).
Adaptado de Lucas Scherer Cardoso

terça-feira, 18 de julho de 2017

Estudo revela que carne vermelha melhora saúde mental

Por Ivan Formigoni
Em 17/07/2017 no site Farmnews

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Cidade Divinópolis




Evidências revelam ser a carne vermelha benéfica para a saúde mental e que a carne bovina, em especial, tem o potencial de aliviar sintomas da depressão.

A depressão é uma das principais causas de deficiência em todo o mundo, sendo que 1 em cada 4 adultos nos Estados Unidos hoje experimenta um transtorno de saúde mental.
Certamente, a saúde mental é uma grande preocupação nos EUA e em qualquer país do mundo.

E novas evidências revelaram que a carne vermelha é positiva para a saúde mental e que a carne bovina tem o potencial de aliviar os sintomas da depressão.

De acordo com Kelly Brogan, MD, autor de “A Mind Of Your Own”, em uma postagem intitulada “Carne vermelha para a sua depressão”, prescrever uma dieta rica em gorduras e proteínas animais ajudou muitos a enfrentar a depressão.

Brogan disse que pacientes que incorporaram mais carne vermelha em sua dieta  se surpreenderam com a redução quase imediata dos sintomas.

Ela escreve: “Durante anos, observei que a inclusão consciente de carne vermelha nas dietas terapêuticas de meus pacientes que chegam a mim com depressão, fadiga crônica entre outros sintomas é uma parte essencial da cura.
“Na prática, se um paciente se opuser veementemente a comer carne vermelha, nós deixamos que eles saibam que provavelmente haverá um melhor ajuste clínico quando do consumo dessas carnes. Eu me sinto assim por causa das transformações radicais que vi através de uma estrutura alimentar carnívora e minha convicção de que a comida é medicinal nesses casos”, afirma Brogan>
Brogan ajudou centenas de pacientes e diz: “Em geral, meus pacientes só conseguiram melhorar com a inclusão desses alimentos de origem animal”.

Rica em zinco, ferro, proteína, vitaminas B, gorduras saturadas e muito mais, a carne vermelha reabastece nossas células, alimenta nossos estilos de vida ativos e fornece os nutrientes vitais necessários para nossos cérebros e corpos.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Molécula capaz de aumentar a taxa de prenhez em bovinos

Por Ivan Formigoni 
Em 10/07/2017 no site Farmnews

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Pesquisadores da Inprenha Biotecnologia e da USP descobriram uma molécula capaz de aumentar a taxa de prenhez e diminuir a perda embrionária no início da gestação de bovinos.

A descoberta, resultado de um projeto apoiado pelo PIPE, da FAPESP, deu origem a um produto voltado a aumentar a eficiência reprodutiva animal.
O produto foi testado e patenteado pela empresa no Brasil e em outros 8 países, além de na Comunidade Europeia, e está em processo de registro no MAPA.
“Descobrimos uma nova aplicação para a molécula. Não encontramos nenhum produto semelhante em desenvolvimento no mercado de reprodução animal no Brasil e no mundo”, disse Marcelo Roncoletta, diretor da Inprenha e coordenador do projeto, à Agência FAPESP.

O pesquisador e sua sócia na empresa, a pesquisadora Erika Morani, têm estudado desde que fundaram a empresa, em 2008, alternativas para aumento da taxa de prenhez e eficácia reprodutiva de animais.

Uma das linhas de pesquisa a que se dedicaram foi a diminuição da perda embrionária no início da gestação de bovinos baseada em hipóteses que levantaram ao estudar o reconhecimento materno da gestação e a imunotolerância materno-fetal para manutenção da gestação.
A parceria entre a instituição e a empresa resultou na confirmação da hipótese de que a molécula aumenta a taxa de implantação de embriões no útero materno de bovinos e no patenteamento tanto do produto como do processo de obtenção da molécula.

Em decorrência disso, a empresa tem investido na produção em larga escala da molécula recombinante com o intuito de atender a expectativa de demanda do produto no mercado interno e externo.

“O produto não visa ao tratamento de doenças ou de infertilidade, mas ao aumento de eficácia de animais férteis submetidos a procedimentos de inseminação artificial e transferência de embriões”, explicou Roncoletta.
De acordo com o pesquisador, o produto tem demonstrado eficácia quando administrado no dia da inseminação ou 7 dias depois.
A administração do produto é realizada com sua deposição no útero do animal, em contato com o endométrio (mucosa de revestimento interno do útero).
“A partir da inoculação do produto começa a ocorrer uma série de eventos biológicos que culminarão no aumento do privilégio imunológico ao embrião. Isso, consequentemente, dará maior chance de estabelecimento e manutenção da gestação”, detalhou Roncoletta.
Segundo o pesquisador, o produto foi amplamente testado em procedimentos de transferência de embriões produzidos in vivo e in vitro – em que foi aplicado concomitantemente à inovulação de embriões na receptoras – e de inseminação artificial – em que foi inoculado no ato da inseminação, na sequência da deposição do sêmen.

Os resultados dos testes indicaram que o produto foi capaz de aumentar em 14% a taxa de prenhez nas receptoras de embriões produzidos in vivo, 7% nas receptoras de embriões produzidos in vitro e 10% na inseminação artificial.

“Já fizemos mais de 10 mil inseminações, com diferentes raças e rebanhos, e as crias nasceram saudáveis, sem alterações neonatais e morfológicas, o que confirma que o produto é muito seguro com relação à farmacologia”, afirmou Roncoletta.
Atualmente, a empresa tem capacidade de produzir 70 mil doses do produto por mês, que estão sendo usados para realização de mais testes.
Com a obtenção do registro no MAPA e a liberação da comercialização, o pesquisador estima que terão mais que dobrar a atual capacidade de produção.
Conheça também a TIFOI, tecnologia que dispensa o uso de hormônios para produção de embriões em bovinos (clique aqui e saiba mais).
Adaptado de Agência Fapesp.