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quinta-feira, 1 de junho de 2017

Avanço do agro depende da recuperação do país

Por Portal DBO em 31/05/2017.

Real em baixa pode trazer mais desvantagens do que vantagens para o setor nesse momento de instabilidade política

Em encontro com jornalistas realizado nesta quarta-feira, 31, em São Paulo, representantes do agronegócio discutiram um aparente paradoxo do setor agropecuário, que pode ver na desvalorização do real uma oportunidade de negócio.
Alexandre Mendonça de Barros, sócio-consultor da MB Agro, ilustrou o caso com uma pergunta feita a ele por um produtor no passado, que disse não saber se torcia para o Brasil ir bem economicamente – o que poderia valorizar a moeda nacional e diminuir a competitividade das commodities produzidas no país no mercado externo, ou ir mal  – o que representaria uma queda no faturamento com a lavoura de grãos. Na data de hoje, Mendonça foi taxativo na resposta: “Não dá para você querer que o agro seja o único setor que cresce no Brasil”.

Sem deixar de atribuir a justificativa às taxações atreladas ao desenvolvimento do setor, como a volta do Funrural, Mendonça reconheceu que diferentes pontos precisam ser avaliados.

No caso da agricultura, Paulo de Araújo Rodrigues, diretor do Condomínio Agrícola Santa Izabel, com atividades em São Paulo e Minas Gerais, afirmou que um cenário conturbado exige do agricultor maior capacidade de gestão para superar a crise e sobreviver no futuro, além de investimentos para aumentar a produtividade e ganhar escala. “No que diz respeito a questões externas, ele também precisa que o país ande, que sejam aprovadas reformas (como a trabalhista), e que a infraestrutura evolua, para evitar problemas como os enfrentados em Mato Grosso quanto à armazenagem”, diz.

Pecuária - No mercado da carne, a situação é ainda mais delicada. “ A pecuária está diante de dois desafios evidentes no curto prazo. O primeiro é a enorme concentração dos abates com uma empresa que está vivendo um momento muito conturbado, e a segunda a forte queda na demanda por carnes”, diz Mendonça. Na opinião dele, o preço do boi gordo deve continuar a cair pelo menos no curto prazo. “Eu vejo que a oferta de gado vem se represando desde o episódio da Carne Fraca, e esse represamento, na hora em que os pastos secarem, vai vir para o mercado se somar a um ambiente de contração dos abates por uma empresa relevante”, afirma.

Com o envolvimento da JBS em investigações do Ministério Público, ele acredita em uma reestruturação da indústria de carnes no médio prazo, e em uma redução nos volumes de abate pela empresa. “A questão é como será ocupado esse espaço deixado no mercado, o que traz dúvidas sobre a estabilidade dos preços da pecuária bovina”.

Sem a recuperação econômica do país, Mendonça também observa que não haverá recuperação na demanda por carne. “De um lado, o produtor pode pensar que, com o câmbio mais alto, indo a R$ 3,40, R$ 3,50, se a condição política piorar, vai haver um estímulo às exportações. Mas as exportações são uma parcela bem menos relevante do que o mercado interno”, diz.

Diferentemente do movimento que acontece com a soja ou o milho quando o real se desvaloriza, ele não vê o mesmo cenário se repetindo com a pecuária de corte. “Lamentavelmente, falo também como pecuarista: estou bem desanimado com o cenário para o boi gordo no curto prazo”. 
Fonte: Portal DBO

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Após Syngenta, ChemChina negocia com Sinochem

Por:  -Leonardo Gottems 


A ChemChina, que deve concluir a aquisição da Syngenta nos próximos meses, negocia também com a Sinochem uma fusão para o próximo ano. A transação criaria o maior grupo químico do mundo, avaliado em US$ 100 bilhões em receitas, de acordo com vários banqueiros sêniores da Ásia. 
De acordo com essas fontes, consultados pelo jornal britânico Financial Times, o negócio tem um viés eminentemente político. Objetivo seria criar lastro financeiro para absorver a incorporação da Syngenta, que custará à estatal chinesa US$ 43 bilhões.
Os dois grupos não admitem o negócio e se negam a revelar mais detalhes. Nos últimos anos tanto ChemChina quanto Sinochem vem adquirindo empresas menores e aumentando sua ‘musculatura’ em preparação para a fusão do próximo ano.
Muitos analistas observam com cautela o negócio, pois as empresas possuem culturas corporativas radicalmente diferentes. Fundada como um grupo comercial durante o embargo dos EUA à China na década de 1950, a Sinochem é agora um conglomerado estatal lento, com tomada de decisão por consenso e vários braços de negócios com pouca integração. Em contraste, a ChemChina operou como uma empresa estatal apenas no ‘nome’, mas funciona como uma empresa privada ‘agressiva’ há mais de 30 anos.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Melhora no poder de compra do recriador e invernista em São Paulo

Por Isabella Camargo em Scot Consultoria - 13/03/2017.


De maneira geral, o cenário é de queda no mercado de reposição. Na média de todos os estados e categorias de machos anelorados, a queda semanal foi de 0,2%. Desde o início do ano os valores estão, em média, 2,3% menores.

Os destaques da semana foram São Paulo e Mato Grosso do Sul com desvalorizações de 2,8% e 0,9%, respectivamente, para o bezerro desmamado (6@).

As quedas no mercado do boi gordo afastam os compradores da reposição, o que resulta em maior oferta frente a demanda.

Em São Paulo, o bezerro desmamado ficou cotado R$1050,00 por cabeça, queda de 11,0% desde o início do ano.

Atualmente no estado são necessárias 7,2 arrobas de boi gordo para a compra de um bezerro desmamado, queda de 16,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Essa melhora no poder de compra do recriador é resultado da queda de 21,0% no período para a desmama e 5,1% para a arroba do boi gordo.

Para o invernista o cenário é semelhante, atualmente são necessárias 12,6 arrobas de boi gordo para a compra de um boi magro (12@), melhoria de 3,0% em relação a março/16.

sábado, 4 de março de 2017

USDA aposta em forte expansão do comércio internacional brasileiro de proteína bovina

01/03/17 - por Equipe BeefPoint
Link para o original.

Apostas do “Tio Sam”: Foram divulgadas nos últimos dias as previsões do Departamento de Agricultura dos Esta- dos Unidos (USDA) para os negócios de carne bovina no mundo até 2026. A estimativa é que o Brasil exportará 2,64 milhões de toneladas de carcaça em 2026, demonstrando um aumento de 43,00% em relação ao ano de 2016, recuperando a liderança no ranking mundial de exportadores. Nota-se que o USDA aposta em uma forte expansão do comércio internacional brasileiro de proteína bovina, e tal avanço é respaldado por um aumento na demanda de países asiáticos e africanos, tendo em vista o grande crescimento demográfico e as políticas inclusivas desses países, resultando em uma demanda aquecida. Com isso, observa-se que até mesmo os EUA acreditam que os próximos anos apresentam boas perspectivas para as exportações brasileiras, no entanto, grandes poderes trazem grandes responsabilidades, e os cuidados fitossanitários devem ser redobrados para atingirmos essa meta.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Cenários diversos para o boi gordo, mas pressão de baixa ainda é mais frequente

Scot Consultoria


por Hyberville Neto


Quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017 - 06h00




O cenário do mercado do boi gordo é de pressão de baixa na maior parte das regiões, apesar de os ajustes nas referências terem ocorrido de maneira dividida, entre altas e baixas.

O escoamento lento, mesmo em período no qual tipicamente o varejo se estoca para o maior consumo advindo do pagamento dos salários, é uma das causas.

A oferta maior de boiadas em algumas regiões colabora com a pressão.

No Norte de Minas, a pressão de baixa mais intensa não foi efetiva e, devido à redução dos negócios, os frigoríficos aumentaram os preços ofertados. Foi uma das cinco regiões com valorizações para o boi gordo.

No mercado atacadista não houve alterações e as expectativas para o consumo são de mais uma virada de mês sem acréscimo expressivo na demanda.