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sábado, 13 de janeiro de 2018

Marfrig reabrirá frigorífico em MT

Por BeefPoint em 12/01/2018



Quase três meses após arrendar o frigorífico de bovinos da Arantes Alimentos em Pontes e Lacerda, na região sudoeste do Mato Grosso, a Marfrig Global Foods decidiu abrir a unidade. Para tanto, vai contratar cerca de 700 funcionários. O frigorífico, que está fechado há alguns anos, poderá abater em torno de 700 bovinos por dia.
De acordo com a Marfrig, a planta será reaberta neste primeiro trimestre de 2018. Desde meados do ano passado, a Marfrig já reabriu cinco frigoríficos no Brasil: Pirenópolis (GO), Nova Xavantina (MT), Paranaíba (MS), Alegrete (RS) e Ji-Paraná (RO). Considerando também Pontes e Lacerda, o sexto frigorífico que será reaberto, a Marfrig terá aumentado sua capacidade de abate em quase 80%, para 345 mil cabeças por mês. O negócio de carne bovina representa pouco mais de 50% do faturamento anual de cerca de R$ 20 bilhões da Marfrig Global Foods.
Apenas a expansão da Marfrig em um semestre criou o equivalente à quarta maior indústria de carne bovina do Brasil. A reabertura das seis plantas refletem a maior oferta de gado bovino no país, depois de anos de restrição de oferta em razão da retenção de vacas para a produção de bezerros. De acordo com a companhia brasileira, a reabertura do frigorífico de Pontes e Lacerda ocorrerá “graças à melhoria do ciclo de bovinos e do atual cenário do mercado doméstico”.
Fonte: Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Aumento das vendas faz Marfrig reduzir prejuízo no 3º tri

Em 13/11/2017 no site Extra.

Resultado de imagem para exportações de carne bovina

SÃO PAULO (Reuters) - O aumento das vendas, a estabilização da despesas operacionais e a queda das despesas financeiras fizeram a Marfrig reduzir o prejuízo no terceiro trimestre.
A empresa de alimentos e processadora de carne informou nesta segunda-feira que teve prejuízo líquido de 58 milhões de reais de julho a setembro, ante perda de 156 milhões de reais do mesmo período de 2016.
A receita líquida cresceu 11 por cento ano a ano, para 4,83 bilhões de reais, impactada pela alta de 22 por cento no volume de bovinos, após a empresa acelerar a expansão de unidades no Brasil, incluindo algumas que "haviam sido temporariamente fechadas durante o ciclo negativo".
"O setor de proteína animal, após ter superado os efeitos da operação Carne Fraca (da Polícia Federal), voltou-se mais para os fundamentos. No caso específico de bovinos, observou-se uma recuperação tanto no volume de exportação como nas margens do setor; refletindo o esperado ciclo positivo de gado", afirmou a companhia no balanço.
Na outra ponta, as despesas com vendas, gerais e administrativas somaram 252 milhões de reais, estáveis em relação a um ano antes.
Com isso, o resultado operacional da companhia medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de 490 milhões de reais de julho a setembro, avanço ante os 349 milhões de igual período do ano passado.
Além disso, o resultado financeiro líquido foi negativo em 427 milhões, porém uma despesa 9 por cento menor ano a ano.
Em contrapartida, a maior necessidade de capital de giro e investimentos fez o caixa da empresa cair em 221 milhões de dólares em três meses, para 1,43 bilhão no fim de setembro. E a dívida líquida fechou o trimestre em 2,22 bilhões de dólares, aumento de 9 por cento ante junho.
(Por Aluísio Alves)

terça-feira, 4 de julho de 2017

Marfrig vai reabrir unidades em Mato Grosso e Goiás

Por Portal DBO em 03/07/2017

Empresa decidiu ampliar sua capacidade fabril e ainda vai expandir produção de quatro frigoríficos nos Estados de GO, MT, PA e RO

A Marfrig anunciou nesta segunda-feira, 3, que decidiu readequar a capacidade da Beef, sua divisão de bovinos e ovinos. As mudanças envolvem a reabertura, a partir da segunda quinzena de julho, de plantas em Nova Xavantina, MT, e Pirenópolis, GO. Além disso, quatro frigoríficos - Mineiros, GO, Tucumã, PA, Chupinguaia, RO, e de Paranatinga, MT - começaram a expandir sua produção em junho. 
A empresa espera aumentar a capacidade efetiva da Beef em 25% com essas alterações. A estratégia de ampliação se deu "em função da maior disponibilidade de bovinos para abate no Brasil, decorrente do ciclo positivo de gado e maior retenção no primeiro semestre do ano, e do atual cenário macroeconômico", disse a Marfrig em nota aos investidores. 
Em junho, a Minerva anunciou que vai reativar em julho as operações na planta de Mirassol D'Oeste em Mato Grosso, que estava parada desde 2015. O movimento ocorre após as delações da JBS, que criaram certa instabilidade no país, e também depois da política da JBS de comprar apenas com pagamento em 30 dias e não mais à vista como fazia em algumas regiões. 
Fonte: Portal DBO, com informações da Marfrig

sábado, 17 de junho de 2017

Pecuaristas se unem para reativar frigoríficos em Mato Grosso

Por Portal DBO em 16/06/2017.

Com crise na JBS, grupo se articula para criar uma cooperativa para reabrir até 15 frigoríficos no Estado

Um grupo de pecuaristas de Mato Grosso, maior produtor de gado do País, está se articulando para criar uma cooperativa para reativar até 15 frigoríficos do Estado. As conversas ainda estão em estágio inicial, mas ganharam força nas últimas semanas, depois que vieram à tona as delações dos irmãos Batista, controladores da JBS.
A crise na empresa que se seguiu às delações provocou uma grande desarrumação no mercado de bovinos. Pecuaristas passaram a temer vender gado à prazo para a JBS, e começaram a procurar outros compradores. Mas as opções são restritas – a JBS concentra cerca de 50% do abate no Estado. Por conta desse desarranjo, o preço do gado bovino acabou caindo.
Com isso, ganharam força as conversas entre os pecuaristas para assumirem frigoríficos fechados. A ideia, segundo Luciano Vacari, diretor executivo da Associação de Criadores do Mato Grosso (Acrimat), já vinha desde que foi deflagrada, em março, a Operação Carne Fraca, que investiga o envolvimento de fiscais do Ministério da Agricultura em esquema de corrupção, mas agora foi acelerada. “A abertura de uma cooperativa é uma das possibilidades. Podemos atrair investidores de fora, mas tudo está em discussão ainda”, disse.
Fazem parte desse pool de pecuaristas os irmãos Fernando e Eraí Maggi, primos do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, donos do grupo agropecuário Bom Futuro. A família Maggi é uma das maiores produtoras de soja no Brasil. “Estamos em conversas com o governo do Estado de Mato Grosso”, disse Fernando Maggi ao Estado. A ideia é que essas unidades possam se tornar exportadoras.
Fernando Maggi é hoje um dos maiores fornecedores de gado para o Marfrig, o segundo maior frigorífico brasileiro. O pecuarista também foi, há dois anos, cliente do JBS, mas decidiu romper o contrato. Maggi negou que a família, por meio do grupo Bom Futuro, pretenda abrir seu próprio frigorífico.
Mato Grosso tem, no total, 22 frigoríficos desativados, boa parte por conta do movimento de concentração do setor. Desses, de seis a oito podem ser reabertos nos próximos meses, disse Ricardo Tomczyk, secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado. Na terça-feira, o Minerva, terceiro maior frigorífico do País, anunciou que vai reabrir a unidade na cidade de Mirassol D’Oeste. O Marfrig também avalia reativar duas unidades.
Pedro de Camargo Neto, vice-presidente da Sociedade Rural Brasileira, apoia a iniciativa dos pecuaristas e diz que as unidades reabertas têm condições de atender à demanda. No entanto, lembra que a habilitação para exportação não é tão rápida. “A inspeção para exportar para Ásia e União Europeia, por exemplo, demora de seis meses a um ano.” 
Fonte: ESTADÃO CONTEÚDO

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Minerva reabre frigorífico em MT em meio à crise da JBS

Da Redação Portal DBO em 13/06/201

Nesta terça executivos do Minerva se reúnem com autoridades de Mato Grosso para informar os planos de reativação

As delações dos irmãos Batista – Wesley e Joesley – donos da JBS/Friboi, controlada pela holding J&F, estão levando os principais concorrentes do grupo no Brasil a considerar a reabertura de unidades no Centro-Oeste, sobretudo em Mato Grosso, onde se concentra o maior abate de gado no País. O Estado apurou que o Minerva, terceiro maior frigorífico do Brasil, vai reativar a unidade de Mirassol D’ Oeste, no MT, que estava parada desde 2015. O Marfrig, segundo fontes, também estuda reaberturas.
Hoje, executivos do Minerva – que na semana passada anunciou a compra dos negócios da América do Sul da JBS – vão se reunir com autoridades do Estado de Mato Grosso para informar os planos de reativação. A unidade vai precisar de alguns reparos e contratações, mas deverá voltar a operar nas próximas semanas. Dona também de unidades de abate no Estado, a Marfrig, vai avaliar em julho, se abrirá a operação de Nova Xavantina, que fazia parte de uma massa falida e está fechada.
JBS, Marfrig e Minerva participaram nos últimos anos de um movimento de concentração do setor. O JBS e o Marfrig tiveram apoio do BNDES para fazer aquisições dentro e fora do Brasil. O Minerva ficou de fora desse boom, mas também fez aquisições no País e passou a olhar ativos na América do Sul.
No fim de 2015, o fundo Salic, da Arábia Saudita, comprou 20% do capital do frigorífico brasileiro, o que possibilitou maior musculatura para a companhia avançar no País. O grupo chegou a anunciar no ano passado a compra de um concorrente, o Frisa, mas a operação não foi adiante.
Crise - A crise no setor de carnes com as delações dos irmãos Batista tem deixado vários pecuaristas, que fecharam contratos para entrega de gado para o JBS, preocupados. Maior frigorífico do País, o JBS é responsável por 20% do abate de gado no Brasil, segundo o pecuarista Pedro de Camargo Neto, vice-presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB). “Só em Mato Grosso, abatem cerca de 50% do gado”, disse Camargo Neto.
A turbulência não afeta somente os pecuaristas que entregam gado só para o JBS. Desde as delações, os preços da arroba do boi têm caído fortemente.
Segundo Luciano Vacari, diretor-executivo da Associação de Criadores do Mato Grosso (Acrimat), os preços do gado recuaram de R$ 130 a arroba do boi para até R$ 115 no Mato Grosso. “Imagina a situação de um produtor de gado que se prepara de 24 a 30 meses antes para engordar o gado para vender para o frigorífico. De repente, tem essa situação”, disse Vacari. A mudança de política do JBS de não pagar mais à vista também afetou os pecuaristas. “Deixei de vender para o grupo”, disse o pecuarista Murilo Abrahão.
Segundo ele, frigoríficos concorrentes não conseguem comprar a totalidade do gado que os pecuaristas deixaram de enviar para o JBS, mas muitos estão olhando oportunidades no Estado de Mato Grosso por causa dessa crise. “Não há manobra nem espaço para os frigoríficos concorrentes assumirem todo o vácuo deixado pela JBS nessa crise, mas os concorrentes estão se movimentando neste sentido”, disse.
Outro lado - Em nota, a JBS informou que padronizou o processo de compra de gado no Brasil, com pagamento no prazo de 30 dias, como já ocorria em 97% das praças onde atuava. “Todas as unidades da empresa seguem operando normalmente”, afirmou a empresa.
Procurados, porta-vozes do Marfrig e Minerva não foram encontrados ontem para comentar a reativação da unidade em Mato Grosso.
Fonte: ESTADÃO CONTEÚDO