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quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Produção de carne bovina cai 1,4% no 1º semestre

Em 25/09/2017



A produção brasileira de carne bovina caiu 1,4% no primeiro semestre de 2017 em relação ao mesmo período do ano passado, aponta relatório do IBGE. Nos seis primeiros meses do ano, o peso total das carcaças ficou em 3,62 milhões de toneladas ante 3,68 milhões de toneladas em 2016. “A operação Carne Fraca deflagrada em março de 2017, bem como fatores políticos e econômicos, pressionaram o preço da arroba, o que desestimulou os produtores a entregar animais para abate”, afirma o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) em seu boletim semanal. Em cabeças, foram abatidas 14,81 milhões de janeiro a junho de 2017 e 14,97 milhões na mesma época de 2016, baixa de 1,1%.

Segundo o Imea, o fato de as escalas dos frigoríficos terem sido preenchidas com mais fêmeas no período, reduzindo o rendimento de carcaça por animal, também afetou o número total. O segundo semestre do ano, porém, pode ter um resultado diferente. “A recuperação no preço da arroba nas últimas semanas, aliada às entregas dos animais de confinamento podem contribuir para um aumento na oferta de animais e aumentar a produção neste segundo semestre de 2017”, diz a nota da entidade.

Angela Lordão, supervisora da atividade pecuária do IBGE, explicou, em nota, que todos os tipos de carne tiveram queda na produção por causa de desdobramentos da Operação Carne Fraca. “Alguns estabelecimentos tiveram paralisações em abril, inclusive com férias coletivas. No mês de maio, tivemos uma retomada a níveis anteriores, quando os frigoríficos paralisados voltaram à atividade normal”.

Segundo ela, a proteína bovina tem sofrido mais que as outras com a crise econômica e a consequente redução nos orçamentos familiares. “O consumo per capita de carne tem caído no Brasil. Como a carne bovina é um pouco mais cara, acaba perdendo mercado, mais em função do preço num momento de restrição orçamentária. O frango é normalmente a opção nestes momentos, por ser considerada uma carne mais saudável”. A mudança de gosto do brasileiro, porém, tem elevado o consumo de carne suína e, ao lado das exportações, impulsionado os abates.

Aumento de fêmeas - A participação de fêmeas no total dos abates ficou em 42,6% no segundo trimestre de 2017. No mesmo período de 2016, a taxa foi de 40,7%. Em Mato Grosso, maior Estado produtor do país, de janeiro a junho a proporção fechou em 41,4% quando em 2016 foi de 34,3%. “Isso se sucedeu em virtude do esfriamento no mercado de reposição, fato ilustrado pelos preços médios das categorias aneloradas, o que vem diminuindo a rentabilidade dos pecuaristas que trabalham com a cria e recria de bovinos, levando a entregar as matrizes, a fim de gerar caixa”. Para o Instituto, a retenção de fêmeas não tem sido mais a realidade do mercado e, caso essa tendência se mantenha, o crescimento da oferta de fêmeas pode pressionar o preço da arroba. 

2º trimestre - O abate de 237,02 mil cabeças de bovinos a menos no 2º trimestre de 2017, em comparação ao o mesmo período do ano anterior, foi motivado por reduções em 15 das 27 unidades da federação. As quedas mais intensas (em número de cabeças) ocorreram em Mato Grosso (-81,95 mil cabeças), Rondônia (-56,52 mil) e Mato Grosso do Sul (-53,98 mil). Já os maiores aumentos foram observados no Rio Grande do Sul (+23,71 mil), Paraná (+22,92) e Minas Gerais. Mato Grosso continua liderando o abate de bovinos, com 14,5% da participação nacional, seguido por Mato Grosso do Sul (11,1%) e Goiás (10,6%).

Fonte: Portal DBO

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Minerva reabre frigorífico em MT em meio à crise da JBS

Da Redação Portal DBO em 13/06/201

Nesta terça executivos do Minerva se reúnem com autoridades de Mato Grosso para informar os planos de reativação

As delações dos irmãos Batista – Wesley e Joesley – donos da JBS/Friboi, controlada pela holding J&F, estão levando os principais concorrentes do grupo no Brasil a considerar a reabertura de unidades no Centro-Oeste, sobretudo em Mato Grosso, onde se concentra o maior abate de gado no País. O Estado apurou que o Minerva, terceiro maior frigorífico do Brasil, vai reativar a unidade de Mirassol D’ Oeste, no MT, que estava parada desde 2015. O Marfrig, segundo fontes, também estuda reaberturas.
Hoje, executivos do Minerva – que na semana passada anunciou a compra dos negócios da América do Sul da JBS – vão se reunir com autoridades do Estado de Mato Grosso para informar os planos de reativação. A unidade vai precisar de alguns reparos e contratações, mas deverá voltar a operar nas próximas semanas. Dona também de unidades de abate no Estado, a Marfrig, vai avaliar em julho, se abrirá a operação de Nova Xavantina, que fazia parte de uma massa falida e está fechada.
JBS, Marfrig e Minerva participaram nos últimos anos de um movimento de concentração do setor. O JBS e o Marfrig tiveram apoio do BNDES para fazer aquisições dentro e fora do Brasil. O Minerva ficou de fora desse boom, mas também fez aquisições no País e passou a olhar ativos na América do Sul.
No fim de 2015, o fundo Salic, da Arábia Saudita, comprou 20% do capital do frigorífico brasileiro, o que possibilitou maior musculatura para a companhia avançar no País. O grupo chegou a anunciar no ano passado a compra de um concorrente, o Frisa, mas a operação não foi adiante.
Crise - A crise no setor de carnes com as delações dos irmãos Batista tem deixado vários pecuaristas, que fecharam contratos para entrega de gado para o JBS, preocupados. Maior frigorífico do País, o JBS é responsável por 20% do abate de gado no Brasil, segundo o pecuarista Pedro de Camargo Neto, vice-presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB). “Só em Mato Grosso, abatem cerca de 50% do gado”, disse Camargo Neto.
A turbulência não afeta somente os pecuaristas que entregam gado só para o JBS. Desde as delações, os preços da arroba do boi têm caído fortemente.
Segundo Luciano Vacari, diretor-executivo da Associação de Criadores do Mato Grosso (Acrimat), os preços do gado recuaram de R$ 130 a arroba do boi para até R$ 115 no Mato Grosso. “Imagina a situação de um produtor de gado que se prepara de 24 a 30 meses antes para engordar o gado para vender para o frigorífico. De repente, tem essa situação”, disse Vacari. A mudança de política do JBS de não pagar mais à vista também afetou os pecuaristas. “Deixei de vender para o grupo”, disse o pecuarista Murilo Abrahão.
Segundo ele, frigoríficos concorrentes não conseguem comprar a totalidade do gado que os pecuaristas deixaram de enviar para o JBS, mas muitos estão olhando oportunidades no Estado de Mato Grosso por causa dessa crise. “Não há manobra nem espaço para os frigoríficos concorrentes assumirem todo o vácuo deixado pela JBS nessa crise, mas os concorrentes estão se movimentando neste sentido”, disse.
Outro lado - Em nota, a JBS informou que padronizou o processo de compra de gado no Brasil, com pagamento no prazo de 30 dias, como já ocorria em 97% das praças onde atuava. “Todas as unidades da empresa seguem operando normalmente”, afirmou a empresa.
Procurados, porta-vozes do Marfrig e Minerva não foram encontrados ontem para comentar a reativação da unidade em Mato Grosso.
Fonte: ESTADÃO CONTEÚDO

terça-feira, 23 de maio de 2017

Mapa publica norma para abate de animais

Por Portal DBO em 22/05/2017

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou no Diário Oficial da União a Instrução Normativa n°12, com as normas de credenciamento para treinamento em manejo pré-abate e abate de animais. O treinamento é necessário para obter certificado de aptidão dos responsáveis pelo abate humanitário com fins comerciais.
O abate humanitário é um conjunto de diretrizes técnicas e científicas que garantem o bem-estar do animal, desde o embarque na propriedade até o o frigorífico, evitando maus tratos, negligência e reduzindo perdas na cadeia produtiva.
Segundo a coordenadora–geral de Agregação de Valor da Secretaria de Mobilidade Social, do Produtor e Cooperativismo (SMC), Charli Ludtke, “o objetivo da IN é credenciar entidades para ministrarem cursos de abate humanitário e, dessa forma, manter o monitoramento da qualidade dos treinamentos, com a adequada formação e distribuição de material didático. Isto possibilitará contar com um maior número de equipes capacitadas nos estabelecimentos de abates”.
O credenciamento de entidades para abate humanitário é exigência da União Europeia (UE). A UE é um dos principais compradores dos produtos cárneos do país. Charli Ludtke disse que essa prática tem avançado nos últimos anso. “Desde 2008 já capacitamos mais de 10 mil profissionais de frigoríficos que têm inspeção oficial.
Quanto ao mercado interno, os critérios serão os mesmos. Buscar a harmonização. Nosso foco é reduzir os problemas ocasionados pelo manejo incorreto e fornecer à mesa do consumidor, um produto de qualidade produzido de forma sustentável”.
Os procedimentos de manejo no pré-abate e abate de animais para o consumo, não podem ser ignorados, assim como bem-estar animal em todas as etapas. Se realizado de forma incorreta, perde-se na lucratividade, uma vez que, estressados podem produzir cortes de carnes com defeitos, lesões e fraturas. Os interessados devem procurar a Superintendência Federal de Agricultura do seu estado para maiores informações.
Fonte: Mapa

sexta-feira, 17 de março de 2017

Abate de bovinos, suínos e aves no Brasil em 2016


Ivan Formigoni

16/03/2017 em Farmnews



O ano de 2016 fechou com recordes nos abates de frangos e suínos e a quarta queda consecutiva no abate de bovinos.

Os dados foram divulgados neste mês de março de 2017 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e se referem ao ano de 2016.
No ano passado, foram abatidos 5,86 bilhões de frangos, um aumento de 1,1% em relação a 2015 e o maior valor desde o início da série histórica, iniciada em 1997.
Em relação aos suínos, houve 42,32 milhões de animais abatidos, um aumento de 7,8% em relação a 2015, também o maior valor desde 1997. A atividade tem apresentado crescimentos anuais ininterruptos desde 2005.
Outra atividade com recorde em 2016 foi a produção de ovos. No ano passado, foram produzidos 3,1 bilhões de dúzias, ou seja, 5,8% a mais do que em 2015. É o maior valor desde que o IBGE começou a acompanhar a atividade, em 1987.

Por outro lado, o abate de bovinos teve uma queda 3,2% em relação a 2015, com 29,67 milhões de abates em 2016.

Essa foi a quarta queda anual consecutiva do abate de bovinos, de acordo com o IBGE.
A Figura abaixo apresenta a evolução do abate de bovinos no país desde 1997.

abate de bovinos
Fonte: Dados do IBGE (adaptado por Farmnews)

Os dados mostram que o abate de bovinos no Brasil vem caindo desde 2013, quando atingiu o maior patamar já registrado (34,41 milhões de animais abatidos).

O ritmo de abate de bovinos atual está no menor valor desde 2011.

De acordo com os dados do IBGE o abate de aves e suínos tem atingido níveis recordes históricos, enquanto a pecuária de corte atravessou recentemente uma fase do ciclo que estimulou a retenção de matrizes, diminuindo o abate de fêmeas. 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Terça-feira, 7 de fevereiro de 2017 - 06h00


Scot Consultoria Link para o original.

Mercado do boi gordo com poucos negócios no início desta semana. Muitas empresas ainda aguardam as movimentações do mercado nos próximos dias para se posicionarem e definirem suas estratégias.

De forma geral, não há abundância de oferta, mas com o lento escoamento de carne, o volume de boiadas disponível é suficiente para atender a demanda das indústrias.

O pagamento de salários está prestes a ocorrer e, até agora, não houve nenhum sinal de melhora nas vendas de carne pelas indústrias. Ou os varejistas não saíram às compras para abastecer seus estoques, ou então os negócios foram tão reduzidos a ponto de não alterar, por enquanto, o rumo do mercado de carne.

O mercado atacadista de carne com osso está estável. O boi casado de animais castrados segue cotado em R$9,29/kg. Desde o começo do ano os preços caíram 7,2%.