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domingo, 1 de novembro de 2020

Preços do bezerro e da arroba do boi terminado seguem batendo recordes

 


Foto: Lorran Lima/Idaf

A baixa oferta de gado de reposição tem feito com que os preços batam recordes reais este ano. Conforme relatório do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), na parcial de outubro do indicador Cepea o bezerro negociado em Mato Grosso do Sul registra média de quase R$ 2,3 mil, valor 26% superior ao preço de janeiro, em termos reais, a preços desta quarta-feira (28/10).

“Trata-se da alta mais intensa para esse período desde 2014, quando uma forte seca prejudicou a produção pecuária nacional e resultou na valorização de 23,4% no preço do gado de reposição”, observa o centro de estudos.

Além da quantidade limitada de animais de reposição, a demanda está aquecida, por causa dos valores recordes do boi gordo. “Agentes do mercado consultados pelo Cepea acreditam que o movimento de avanço nos valores da reposição deve seguir firme, fundamentados no baixo volume de chuva nos últimos meses, que tende a atrasar a estação de monta”, observa o relatório.

A demanda está aquecida desde o segundo semestre do ano passado, quando a China reforçou as compras de carne bovina do Brasil. “Este contexto fez com que frigoríficos intensificassem as compras de novos lotes para abate, o que, consequentemente, aqueceu a demanda de pecuaristas recriadores e terminadores por animais de reposição.”

A arroba do boi gordo, por sua vez, também tem batido recordes por causa da escassez de animais terminados e da demanda exportadora, segundo o Cepea. Nesta semana, o Indicador do boi gordo Cepea/B3 chegou à casa dos R$ 270 por arroba, atingindo, portanto, novo recorde real diário da série histórica do Cepea, iniciada em 1994 (os valores diários foram deflacionados pelo IGP-DI de setembro/2020).

Na terça-feira, 27, o indicador fechou a R$ 274,70, superando o recorde real anterior, de R$ 269,87, que havia sido observado em 29 de novembro de 2019 (naquela data, o valor nominal do boi foi de R$ 231,35). Na parcial de outubro, o Indicador registra avanço de 7%. Hoje, porém, o preço recuou 2,15%, para R$ 268,80. A carne também tem subido de preço no mercado atacadista da Grande São Paulo, tendo sido negociada a R$ 17,75 o quilo à vista na terça-feira, alta de 6,73% na parcial de outubro.

domingo, 7 de junho de 2020

Boi gordo começa junho acelerado

Por Denis Cardoso em 05/06/2020 no site Portal DBO

Como Investir em Boi Gordo na Bolsa de Valores - Os Melhores ...

Em um momento de baixíssima a oferta de animais no País, a agressividade das exportações de carne bovina tem enxugado ainda mais a disponibilidade de boiada no mercado interno, o que tem contribuído para o avanço consistente da arroba nas principais regiões pecuárias.
Os prêmios oferecidos pelo chamado “boi-China” ajudam ainda mais a fortalecer os preços das boiadas que atendem aos padrões exigidos pelos importadores chineses. Segundo dados apurados pela Informa Economics FNP, os valores do gado enviado ao mercado chinês giram atualmente em torno de R$ 5/@ até R$ 10/@ e são praticados principalmente nas praças do Centro-Oeste.
Ao longo desta semana, houve relatos de que os importadores chineses tentavam renegociar os valores pagos pela carne brasileira diante da queda do dólar, relata a FNP. No entanto, mesmo assim, os frigoríficos exportadores ainda registram margens de vendas bastantes atrativas, tanto pelo atual patamar do dólar (ainda acima de R$ 5) quanto pelos preços da carne no mercado internacional.
O preço médio em dólar obtido com a venda de uma tonelada de carne bovina in natura em maio último ficou 55,66% acima da cotação média registrada em maio de 2019, compara a FNP.
Mercado doméstico
Em relação à demanda interna por carne bovina, os impactos da crise econômica decorrente da pandemia da Covid19, como diminuição de salários e aumento do desemprego, se refletem na busca por proteínas mais baratas e, consequentemente, na redução da procura pelo produto. “Entre os cortes de boi, também tem sido observado uma busca maior pelas peças do dianteiro em detrimento dos cortes oriundos do traseiro, considerados mais nobre”, observa a FNP, acrescentando que, “embora a virada do mês tenha promovido uma certa reação no instável consumo doméstico, ainda são incertas as consequências de médio prazo no comportamento do consumo”.
Retenção de fêmeas e falta de machos
Na maioria das praças pecuárias brasileiras, o boi gordo abriu junho com preços em alta, sustentados principalmente pela baixa oferta de gado terminado no País. Mesmo com o avanço do tempo seco e frio no Brasil, relata a FNP, os pecuaristas não dispõem de grande quantidade de animais prontos para ofertar.
Além disso, continua a consultoria, os produtores buscam maneiras de segurar mais os lotes de fêmeas nas fazendas, visando a reposição do rebanho frente aos altos custos com o gado magro. Esses dois fatores, além do aquecimento das exportações, têm complicado a vida dos frigoríficos, que têm dificuldade para comprara a matéria prima e, com isso, acabam oferecendo valores mais altos pela boiada disponível e, assim, conseguir cumprir os compromissos de abate, acrescenta a FNP.
Preços regionais
Nas principais praças pecuárias pesquisadas, o preço da boiada gorda subiu ao longo desta primeira semana de junho. Em São Paulo, a demanda por animais que atendem aos requisitos internacionais segue elevada, mantendo as cotações em patamares firmes e elevados. Segundo dados da FNP, as praças paulistas pagam hoje R$ 207/@ pelo boi a prazo, uma elevação R$ 2/@ frente ao valor registrado na sexta-feira da semana passada (29 de maio). “O Estado de São Paulo tem sido beneficiado pela firme demanda dos frigoríficos exportadores, que estão atuando ativamente nas compras de gado no mercado local”, ressalta a FNP.
No Mato Grosso, apesar da baixa liquidez de negócios, os preços da boiada gorda seguem fortalecidos e registraram altas nesta sexta-feira (veja abaixo lista de cotações nas principais praças pecuárias do País). Segundo a FNP, a oferta de animais terminados no MT não é suficiente para atender a demanda vigente dos frigoríficos, principalmente exportadores, que prevalecem como principais atuantes nas compras.
No Rio de Janeiro, a arroba do boi gordo também se valorizou nesta sexta-feira diante da dificuldade de compra de matéria prima por parte das indústrias.
No Paraná, os preços da boiada gorda também registraram novas altas no último dia desta semana. A atuação ativa de parceiros comerciais, como Israel, nas compras da carne brasileira, aumentou a necessidade de produção dos frigoríficos do Paraná, que atuaram firmemente nas compras, pagando mais caro pelos animais terminados, destaca a FNP.
No Maranhão, os poucos negócios reportados foram efetivados a valores mais elevados nesta sexta-feira. Na região, os pastos dispõem de boa quantidade de massa verde, em função das chuvas regulares, e os pecuaristas conseguem especular valores firmes pela boiada gorda.
Confira as cotações desta sexta-feira,  5 de junho, de acordo com a FNP:
SP-Noroeste: R$ 207/@ a (prazo)
MS-Dourados: R$ 183/@ (à vista)
MS-C. Grande: R$ 185/@ (prazo)
MS-Três Lagoas: R$ 185/@ (prazo)
MT-Cáceres: R$ 177/@ (prazo)
MT-Tangará: R$ 177/@ (prazo)
MT-B. Garças: R$ 175/@ (prazo)
MT-Cuiabá: R$ 174/@ (à vista)
MT-Colíder: R$ 171/@ (à vista)
GO-Goiânia: R$ 186/@ (prazo)
GO-Sul: R$ 186/@ (prazo)
PR-Maringá: R$ 187/@ (à vista)
MG-Triângulo: R$ 194/@ (prazo)
MG-B.H.: R$ 188/@ (prazo)
BA-F. Santana: R$ 192/@ (à vista)
RS-P.Alegre: R$ 192/@ (à vista)
RS-Fronteira: R$ 190/@ (à vista)
PA-Marabá: R$ 190/@ (prazo)
PA-Redenção: R$ 188/@ (prazo)
PA-Paragominas: R$ 194/@ (prazo)
TO-Araguaína: R$ 187/@ (prazo)
TO-Gurupi: R$ 185/@ (à vista)
RO-Cacoal: R$ 177/@ (à vista)
RJ-Campos: R$ 183/@ (prazo)
MA-Açailândia: R$ 182/@ (à vista)

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Brasil deve produzir 10,5 milhões de toneladas de carne bovina em 2020

Por Estadão Conteúdo em 26/02/2020 no site DBO Rural

Foto: Rizemberg Felipe.

O Brasil deve produzir 10,5 milhões de toneladas de carne bovina e 4,2 milhões de toneladas de carne suína em 2020, estima o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Se confirmados, os volumes representam, respectivamente alta de 3,4% e 4,5% ante o produzido no ano passado.

As estimativas foram divulgadas em levantamento publicado pelo Departamento na última segunda-feira, 24. O USDA atribui o aumento da produção de proteína bovina à maior produtividade, exportações recordes contínuas e ao fortalecimento do mercado doméstico.
Já a perspectiva de incremento na produção de carne suína, afirma a agência, reflete a forte e contínua exportação para a China, a maior demanda doméstica e estabilidade nos custos de alimentação animal.
O Departamento do governo norte-americano afirmou que a estimativa de crescimento de 2% para a economia brasileira e a expectativa de que as exportações brasileiras continuem firmes sustentam a projeção de aumento na produção de ambas as proteínas. O USDA prevê também que o País exporte 2,53 milhões de toneladas de carne bovina neste ano, 10% a mais que o comercializado para o exterior em 2019.

“Impulsionado principalmente pela firme demanda de China e Hong Kong. Em 2020, uma combinação de desvalorização da moeda brasileira e estabilidade nos preços domésticos provavelmente vão manter as exportações brasileiras de carne bovina com preços competitivos mercado mundial”, explica o relatório.

De carne suína, o Brasil deve exportar 980 mil toneladas neste ano, volume 15% superior ao vendido para o mercado externo em 2019, projeta o USDA. A estimativa segundo a agência considera o impacto da peste suína africana na China, no Vietnã e outros países asiáticos.

“Exportadores brasileiros e autoridades governamentais também estão envolvidos na promoção do mercado para Angola, Chile e África do Sul”, destaca o USDA.

O USDA afirmou, ainda, que desde janeiro aumentaram as incertezas em relação ao impacto do coronavírus e do acordo entre Estados Unidos e China sobre os embarques de carnes do Brasil para a Ásia. A incerteza é maior quanto ao reflexo do coronavírus nas exportações de carne bovina para a China, em virtude de possíveis restrições logísticas no país.

“Fontes comerciais preveem um aumento contínuo nas exportações de carne suína para China/Hong Kong em 2020, apesar dos problemas atuais derivados do surto de coronavírus na China”, pondera a agência.

Apesar de ter sido divulgado na segunda, o relatório do USDA foi finalizado em 18 de fevereiro. Dessa forma, o levantamento não considera a recente reabertura do mercado norte-americano à carne bovina brasileira.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Medidas simples ajudam a reduzir infestações por moscas-dos-chifres

Integrar árvores com as pastagens também pode contribuir para reduzir as infestações de mosca-dos-chifres. Foto: Gisele Rosso
Os pecuaristas devem ficar atentos às causas de estresse nos bovinos. Nesta época do ano, as infestações por parasitas, como as moscas-dos-chifres, são maiores devido às condições climáticas favoráveis – umidade e temperatura alta.
As picadas constantes e doloridas das moscas-dos-chifres provocam irritação no animal, afetando a saúde e o bem-estar. O estresse faz com que o bovino deixe de se alimentar, passando muito tempo tentando se livrar do inseto. As consequências são perda de peso e redução na produção de leite.
Juntamente com carrapatos e infecções por vermes, as moscas-dos-chifres estão entre as principais parasitoses bovinas. A pesquisadora Márcia de Sena Oliveira, da Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos (SP), dá algumas dicas para o produtor proteger seu rebanho neste período mais crítico.
O controle por meio de inseticidas é complexo. O uso inadequado e frequente desses produtos químicos favorece a seleção de parasitas resistentes. Para evitar o rápido desenvolvimento de resistência, o produtor precisa fazer o controle de forma racional. “A ideia é controlar a infestação e não erradicar a mosca-dos-chifres, mantendo um número razoável desses parasitas no rebanho”, destaca a pesquisadora.
De acordo com ela, há algumas alternativas viáveis para reduzir os problemas com a mosca.
O besouro conhecido rola-bosta é uma boa opção para diminuir a multiplicação do inseto. Ele ataca o bolo fecal, destruindo as larvas das moscas que aí se desenvolvem.
O tratamento dos bovinos de acordo com a sua categoria, ajuda a manter um nível aceitável de infestação, principalmente nos animais mais suscetíveis, como vacas com bezerros ao pé.
Colocar armadilhas pelas pastagens para atrair as moscas que estão no rebanho, é um método bastante eficaz e sem prejuízos para o meio ambiente.
Integrar árvores com as pastagens também pode contribuir para reduzir as infestações.
“Todas essas alternativas devem ser somadas à preocupação constante em manter o rebanho bem nutrido. O gado em boas condições nutricionais não sofre tanto com o parasitismo”, afirma Márcia.

Sistemas integrados x mosca-dos-chifres

Um estudo realizado na Embrapa Pecuária Sudeste entre 2013 e fim de 2015 indicou que a infestação por moscas-dos-chifres em sistemas silvipastoris, em que o plantio de árvores é associado à criação de gado e ao cultivo de forrageiras, é 38% menor, quando comparada às criações em pastagens convencionais.
Segundo Márcia Oliveira, as alterações de microclima e a microfauna associada ao bolo fecal dos bovinos criados nesses sistemas afetam a dinâmica da população das moscas.
Na análise dos dados de contagens de moscas-dos-chifres foram encontradas diferenças significativas comparando-se os dois modelos de produção: sistema silvipastoril e convencional (apenas gado e pastagem). As menores médias de contagens foram observadas na integração da pecuária com as árvores nativas.
Para a pesquisadora, tal fato pode ocorrer devido a maior quantidade e diversidade da microfauna associada aos bolos fecais dos animais criados no sistema com árvores e que atuam como predadores das fases de vida livre desse parasita, contribuindo para o equilíbrio populacional de ectoparasitas, como a mosca-dos-chifres.
Fonte: Embrapa

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Onde encontrar informações úteis para formulação de dietas

Por Sérgio Raposo de Medeiros em 18/06/19 no site Portal DBO

Resultado de imagem para formulação de ração


A quantidade de informação disponível na internet é descomunal e não para de crescer. Foi estimado que os elétrons em movimento nela teriam um peso aproximado de 50 gramas! Desse tanto, podemos aproveitar alguns nanogramas em informação para ajudar a produzir algumas toneladas a mais de carne, com melhor eficiência técnica e/ou maior eficácia econômica.
Abaixo, são listados alguns sítios de internet (e seus endereços) que, gratuitamente, nos dão acesso a importantes informações ou serviços que podem ajudar a resolver alguns problemas no campo. O foco seria a nutrição animal, mas há outros igualmente úteis para outras rotinas da fazenda ou para informar melhor os envolvidos com práticas agropecuárias.

Informações Nutricionais:

CQBAL: Esse sítio é muito útil para nutricionistas animais, pois tem uma extensa lista de ingredientes usados em dietas para ruminantes no Brasil, com uma abrangente gama de dados dos seus nutrientes (proteína, carboidrato, gordura, etc.), suas frações e características nutricionais, como a solubilidade da proteína. É um trabalho muito valoroso do departamento de zootecnia da Universidade Federal de Viçosa. Seu uso é bastante intuitivo e ele apresenta os dados selecionados pelo usuário que pode gerar uma tabela no formato pdf.
Além de se obter dados para formulação, o CQBAL pode ser usado como ajuda para comparar opções de nutrientes no processo de compras e como uma fonte de referências para comparar dados obtidos de amostras enviadas ao laboratório. Nesse último caso, ajuda uma informação adicional, representada pela letra “S”, que dá uma ideia de quanto a média varia: o desvio-padrão. Isso porque a faixa de valor entre três vezes o desvio-padrão, para mais e para menos da média, tem mais de 99% de chance de conter um valor possível dessa variável. No caso da proteína bruta do Milho fubá obtido como CQBAL, por exemplo, a média é 9,01% o e desvio padrão, 0,78%. Assim, espera-se que os valores da proteína dele fiquem dentro de uma faixa entre 6,67% (= 9,01 – (3 x 0,78)) até 11,35% (= 9,01 + (3 x 0,78)).
A premissa é que o desvio-padrão é representativo do conjunto de dados e que ele apresenta “distribuição normal” (em forma de sino, com a maior parte dos dados concentrado na média e raleando nas pontas). Esse é o caso da maior parte dos dados de composição nutricional e funciona tanto melhor quanto maior for o número de amostras que compõem a média. Como os dados usados para essa inferência do milho fubá envolvem 804 dados (representado pela letra N), valores fora dessa faixa, obtidas em uma análise em laboratório, por exemplo, têm grande chance de indicar algum problema.
Feedpedia: A Feedipedia se apresenta como “Uma enciclopédia on-line de alimentos animais” que ajudaria “o usuário a identificar, caracterizar e adequadamente usar recursos alimentares”, sendo uma iniciativa de organismos de pesquisa da França, com participação também da FAO.
Apesar da origem francesa, contém alimentos usados em alimentação animal em todo mundo. Ela pode servir de complemento ao uso da CQBAL, tanto no caso de ausência de determinada informação, quanto como um valor extra para ter outra referência. Uma característica interessante é que ela apresenta, além dos dados numéricos, o valor nutritivo de maneira figurativa, numa linha em que os nutrientes são mostrados em escala e com cores diferentes, o que agrada quem gosta de um reforço visual às informações.
Originalmente, ele está em Inglês, mas é possível obter a tradução integral do conteúdo selecionando o “Português” numa janela de “idiomas”. A tradução é feita pelo Google tradutor, com o risco de algumas distorções esdrúxulas, mas, de forma geral, resolvendo satisfatoriamente a questão. Por fim, uma utilidade dele é exatamente a de tirar dúvida sobre o nome do alimento em língua estrangeira, útil, por exemplo, quando estamos lendo um artigo em inglês e, nele há uma forragem descrita como Koronivia Grass e que, numa consulta ao Feedpedia, revela ser a nossa boa e velha braquiária humidícola.

Conversões em diferentes unidades de energia de alimentos

Conversor de Energia de Davis: Um sítio cujo único objetivo é a conversão nas várias formas de energia utilizadas no sistema californiano de energia líquida, um dos mais usados no mundo todo. Na imagem abaixo um exemplo de uso.
Na parte de cima, no quadro em laranja, são as escolhas ou dados informados pelo usuário (“Inputs by user”). Nas duas “caixas de verificação”, que ficam acima à direita, ele seleciona se quer o valor em quilogramas (Kg) ou libras (Lb) e, ao lado, se quer na matéria original (“As fed”, isto é “Como fornecido”) ou em matéria seca (100% DM, isto é na matéria seca que, em inglês, é “Dry Matter”).
Na hipótese de usar “As fed”, deve-se informar o teor de matéria seca do alimento (“Dry Matter of Feed”) que é o primeiro quadro na parte em branco dentro do quadro laranja. Ao escolher “100% DM”, registra-se automaticamente o valor 100 para “Dry Matter of Feed”. No quadro logo abaixo, basta selecionar a unidade de energia que o usuário quer converter.
No caso do exemplo acima, seria um alimento ou mistura de alimentos com 75% de Nutrientes digestíveis totais (NDT) na base seca. Os diferentes valores equivalentes nas formas de se expressar essa energia aparecem no quadro verde. As formas de energia são:
As fórmulas usadas para as transformações podem ser visualizadas usando o botão “Help”. Outra opção útil seria a “Clear Form”, usada para limpar os todos os dados.

Conversor de Unidades em geral

Algo frequentemente necessário ao se trabalhar com dados de nutrição animal é a conversão das várias unidades em que os teores dos nutrientes costuma ser apresentados.
Conversor de ppm em porcentagem: Uma das formas mais práticas de converter unidades é escrever diretamente na barra de endereços do Google, mas se preferir um site que faça isso, no caso de ppm e porcentagem, pode-se acessar o RapidTables, que tem a vantagem de mostrar (abaixo do local de entrada do dado) como ele é calculado. Rolando a página para baixo, à direita há uma lista de conversões com o título “Number Conversion” e, entre vários outros, o link para fazer a conversão inversa, ou seja, porcentagem em ppm.
Conversor de Unidades da Agência Internacional de Energia: Esse sítio pode ser útil, por exemplo, para transformar energia de Megajoule (MJ) para quilocalorias (kcal), massa, de libras (lb) para quilogramas (kg) ou volume de litros (l) para metro cúbico, para citar algumas situações bem usuais.
Simultaneamente, os valores convertidos são apresentados em várias outras unidades. Para obter o valor da conversão, basta colocar o valor desejado e selecionar o prefixo correspondente: (kilo (k), X 1.000 = 103 | mega (M), X 106 | giga (G), X 109 | tera (T), X 1012 | peta (P), X 1015 | exa (E), X 1018) que os valores equivalentes em outras unidades aparecem.
Conversor de Unidades – Cálculo Exato: De comprimento (metros, quilômetros, milhas etc.) até fusos horários, ajuda na conversão de dados. Os mais interessantes no meio rural seriam: área (metros quadrados, acres, hectares etc.), massa e de peso (quilogramas, libras etc.) e temperatura (Celsius, Fahrenheit e Kelvin). A forma de uso é similar aos demais acima, também muito intuitiva.

Clima e georreferenciamento

Instituto Nacional de Meteorologia: O INMET dissemina dados coletados em rede de estações meteorológicas automáticas “de forma democrática e gratuita, em tempo real e têm aplicação em todos os setores da economia, de modo especial no agropecuário e em apoio à Defesa Civil”.
Há muita informação sobre o clima, como previsões do tempo, prognósticos sobre as estações, etc. Para pecuária há um específico para conforto térmico para gado leiteiro, que faz um gráfico de conforto térmico para determinado período, sem identificar o genótipo.
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais: Além de informações sobre meteorologia, no site do INPE, criando uma conta, é possível ter acesso a imagens de satélite ao longo do tempo.
Código Florestal – Embrapa: Aqui, além de “informações para facilitar o entendimento desta Lei”, há informações para a recuperação de áreas (estratégias de recuperação, experiências já realizadas, espécies de plantas nativas para plantio e soluções tecnológicas) e, por fim, “de boas práticas agrícolas que contribuirão para o alcance do desenvolvimento sustentável da propriedade rural nos diferentes biomas”.
Dentro do site da Embrapa, há o “Simulador de Recomposição Ambiental do WebAmbiente” que fornece sugestões específicas para recomposição da sua área como: (a) Boas práticas para preparo inicial do local; (b) Estratégias de recomposição às condições da área; (c) Lista de espécies nativas apropriadas para plantio. O sistema gera um relatório com as sugestões para recomposição. Há necessidade de realizar cadastrado para usar o sistema.
A lei atualizada pode ser obtida no site do palácio do planalto. Apesar dela não levar mais o nome “Código Florestal”, que as anteriores revogadas por ela levavam, informalmente permaneceu o “apelido”.

Dados estatísticos

IBGE: O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística é “principal provedor de dados e informações do País” e várias bases de dados podem ser consultadas na plataforma Sidra, que é Sistema IBGE de Recuperação Automática.
Gapminder: Com a missão de “lutar contra a devastadora ignorância com visões do mundo baseado em fatos que todos possam entender” oferece inúmeros bancos de dados e a possibilidade de colocá-los em gráficos muito interessantes. Vale muito à pena acessar os vídeos do canal deles no Youtube, especialmente por mostrar que, nos últimos dois séculos, melhoramos muito em quase todos os índices, ou seja, muito ao contrário do que a chuva de notícias negativas e “Fake News” têm feito a maioria das pessoas acreditarem. Apresentado pelos fundadores do Gapminder, Hans e Ola Rosling, pai e filho, o primeiro falecido em 2017, um deles pode ser visto, com legendas em português, no YouTube.

Sanidade Animal

Controle de Carrapato no Mato Grosso do Sul: Contém informações, sobre controle de carrapatos em bovinos e, até, o “museu do carrapato”, no qual pode ser apreciada a biodiversidade deste ser vivo que tanto nos incomoda.

Informações gerais sobre agropecuária

Embrapa: Contém uma infinidade publicações sobre produção agropecuária, em livros digitalizados, documentos, séries técnicas, vídeos, etc. Como um exemplo, especificamente sobre nutrição animal, é possível baixar o pdf deste livro.

Publicações cientificas

Scielo: Biblioteca científica eletrônica on line que dá acesso a mais de meio milhão de trabalhos científicos publicados no Brasil.
Google Acadêmico: Buscador específico para trabalhos científicos e patentes no mundo todo.
Usando a barra do Google para conversões diversas e contas simples: Um recurso interessante do Google, e pouco usado, é a chance de fazer quase qualquer conversão diretamente na barra de busca dele (ou mesmo na linha do endereço do Chrome). Por exemplo, se quiser saber quando 3.000 km2 equivale se expresso em hectares, basta escrever: “3000 km2 em hectares” e selecionar o ícone da lupa (clicar “enter”). A resposta, 300.000 hectares, já aparece.
Da mesma forma, é possível fazer pequenas contas. Digitando na janela de busca, ou na linha do endereço do Chrome, “300 dividido por 60”, aparece o valor 5, já dentro da calculadora para ser usado em outro cálculo na sequência, caso o usuário deseje. Há muitos outros recursos semelhantes, bem interessantes, sendo possível aprendê-los fazendo buscas com o próprio Google.