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sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

ILPF impulsiona produção de carne em Mato Grosso

Por Renato Villela em 21/12/2017 no site Portal DBO



A Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) é o sistema de produção que garante os maiores ganhos em arroba por hectare. Essa é a conclusão de uma pesquisa que comparou quatro modelos produtivos: pecuária tradicional, Integração Lavoura-Pecuária (ILP) e Integração Pecuária-Floresta (IPF), além da própria ILPF. O estudo mostrou que o modelo de produção que contempla o componente arbóreo pode alcançar, com um pequeno incremento de adubação da pastagem e baixos níveis de suplementação proteica, mais de 40 arrobas/ha/ano, o que representa uma produtividade dez vezes superior à média do Estado do Mato Grosso, que é de 4 arrobas/ha/ ano.
O trabalho foi conduzido pela Embrapa Agrossilvipastoril em parceria com a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), que financiou parte dos custos do experimento, e Associação dos Criadores do Norte de Mato-Grosso (Acrinorte), que cedeu os animais.
Salto com tecnologia
A partir do ano passado, a suplementação alimentar dobrou (0,2% do peso vivo), assim como a adubação (100 kg de NPK/ha). O aporte maior de tecnologia refletiu consideravelmente nos sistemas de produção. Numa primeira olhadela para os números, chama a atenção o acréscimo de produtividade na área exclusiva de pastagem, que pulou dos 18,7 @/ha para 30,1@/ha, na avaliação realizada entre julho de 2016 e julho deste ano.

“Isso mostra que a pecuária tradicional, quando bem feita, traz resultados extraordinários”, diz Bruno Pedreira, pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril e um dos coordenadores do trabalho. No caso da ILPF, o salto também foi grande. A produtividade de carne atingiu 40,6 @/ha, montante 30% superior às 30 @ de média produzidas nos demais sistemas de integração
Outro dado que não passa despercebido é o da produtividade de carne na ILP, que ficou muito aquém do esperado e igualou-se, nessa segunda fase, ao resultado obtido no sistema exclusivo de pecuária, com 30,1@/ha. Talvez você estranhe este número. Os pesquisadores também estranharam. “Havia uma expectativa de produtividade muito maior na Integração Lavoura-Pecuária, mas que não se concretizou”, diz Pedreira. Segundo o pesquisador, essa área sofreu com a cigarrinha nos primeiros meses deste ano. O ataque da praga, explica, foi mais setido do que nas demais glebas.
Pedreira diz não ser possível afirmar com exatidão o porquê da predileção do inseto ao piquete da ILP – a área será acompanhada mais de perto nos próximos anos -, mas cita como contraponto a alta produtividade na ILPF. “Quanto mais componentes tiver um sistema produtivo, mais equilibrado ele será, inclusive com a presença de outros insetos que podem promover o controle biológico de pragas”, afirma.
Ganho por área
A maior disponibilidade de forragem aliada ao aumento da suplementação no segundo ano fez o ganho de peso médio diário crescer aproximadamente 100 g por animal nos quatro sistemas avaliados. Não houve, entretanto, diferença estatística no ganho de peso entre eles, variando de 678 g a 777 g por dia. O que contribuiu para o aumento de produtividade na ILPF foi a maior capacidade de lotação do sistema, de 3,47 UA/ha (média anual), contra 3 UA/ha da IPF, 2,78 UA/ha da pecuária e 2,66 UA/ha da ILP.

“A ILPF traz maior ciclagem de nutrientes, melhoria do microclima, menor perda de água, dentre outras vantagens que favorecem a produção de forragem e, consequentemente, da taxa de lotação”, explica.
A despeito de o estudo comprovar a eficiência dos sistemas de integração em produzir mais carne por hectare, há um ganho que não está estampado nos números. É o que Pedreira chama de “poder de decisão”.
Ao diversificar as atividades econômicas, a integração permite que a fazenda atue de modo diferente no mercado, sem ficar refém de um único produto. “Se o preço do milho não está bom, por exemplo, o produtor pode optar por não vender nem estocar o grão, mas engordar bois no confinamento, agregando valor à sua produção. É dessa forma que muitos agricultores vão para a pecuária”, afirma. A pesquisa foi prorrogada até 2019. Os dados econômicos do estudo já foram gerados e serão avaliados em breve, segundo o pesquisador.
*Matéria publicada na edição 74 da Revista DBO
Fonte: Revista DBO

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

MT se torna o maior exportador de carne bovina do Brasil


Imagem relacionada

Nos últimos dias foram divulgados dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) sobre as exportações de carne bovina no mês de agosto. Os dados foram positivos para a cadeia da bovinocultura de Mato Grosso, já que o Estado continua se superando e registrou a segunda maior receita com exportação de proteína bovina da história. Foram exportadas 29.540 toneladas, gerando uma receita de US$ 125,6 milhões.
No comparativo anual, o aumento de receita foi de 55,55%, superando a alta registrada no Brasil, que foi de 35,52%. Esses números confirmam a informação divulgada no boletim do mês anterior do Instituto Mato Grossense de Economia Agropecuária (Imea), de que o Estado havia se aproximado muito de São Paulo nas exportações da proteína.
Em seu boletim semanal, o Imea destaque agora, o Mato Grosso ultrapassou São Paulo como maior Estado exportador de carne bovina do Brasil, com receita 1,40% superior à dos paulistas e representando 20,7% do faturamento brasileiro com exportação.
Um dos fatores que contribuíram para esse desempenho foi a diversidade dos destinos. De acordo com o Imea, em agosto, foram 40 países importadores, número que não era visto desde janeiro de 2008, quando 46 países comparam carne do Estado.
Preço em baixa - Mesmo do aumento das exportações, o instituto destacou outro indicador. Apesar de o preço da proteína ter evoluído nos últimos meses, ao se comparar os últimos sete anos, é vista uma movimentação negativa do preço da carne mato-grossense, saindo de US$ 6.105/tonelada em setembro de 2011 para um patamar de US$ 4.400/t em ago, registrando uma desvalorização de 27,92%.
“Ainda que tal movimentação tenha sido influenciada pela desvalorização do real, a competitividade do Estado e a qualidade da carne oferecida já são consolidadas, cabe agora buscar outras medidas para agregação de “valor”, procurando ir além dos grandes volumes exportados”, concluiu a publicação do Imea.
Fonte: Imea

sábado, 17 de junho de 2017

Pecuaristas se unem para reativar frigoríficos em Mato Grosso

Por Portal DBO em 16/06/2017.

Com crise na JBS, grupo se articula para criar uma cooperativa para reabrir até 15 frigoríficos no Estado

Um grupo de pecuaristas de Mato Grosso, maior produtor de gado do País, está se articulando para criar uma cooperativa para reativar até 15 frigoríficos do Estado. As conversas ainda estão em estágio inicial, mas ganharam força nas últimas semanas, depois que vieram à tona as delações dos irmãos Batista, controladores da JBS.
A crise na empresa que se seguiu às delações provocou uma grande desarrumação no mercado de bovinos. Pecuaristas passaram a temer vender gado à prazo para a JBS, e começaram a procurar outros compradores. Mas as opções são restritas – a JBS concentra cerca de 50% do abate no Estado. Por conta desse desarranjo, o preço do gado bovino acabou caindo.
Com isso, ganharam força as conversas entre os pecuaristas para assumirem frigoríficos fechados. A ideia, segundo Luciano Vacari, diretor executivo da Associação de Criadores do Mato Grosso (Acrimat), já vinha desde que foi deflagrada, em março, a Operação Carne Fraca, que investiga o envolvimento de fiscais do Ministério da Agricultura em esquema de corrupção, mas agora foi acelerada. “A abertura de uma cooperativa é uma das possibilidades. Podemos atrair investidores de fora, mas tudo está em discussão ainda”, disse.
Fazem parte desse pool de pecuaristas os irmãos Fernando e Eraí Maggi, primos do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, donos do grupo agropecuário Bom Futuro. A família Maggi é uma das maiores produtoras de soja no Brasil. “Estamos em conversas com o governo do Estado de Mato Grosso”, disse Fernando Maggi ao Estado. A ideia é que essas unidades possam se tornar exportadoras.
Fernando Maggi é hoje um dos maiores fornecedores de gado para o Marfrig, o segundo maior frigorífico brasileiro. O pecuarista também foi, há dois anos, cliente do JBS, mas decidiu romper o contrato. Maggi negou que a família, por meio do grupo Bom Futuro, pretenda abrir seu próprio frigorífico.
Mato Grosso tem, no total, 22 frigoríficos desativados, boa parte por conta do movimento de concentração do setor. Desses, de seis a oito podem ser reabertos nos próximos meses, disse Ricardo Tomczyk, secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado. Na terça-feira, o Minerva, terceiro maior frigorífico do País, anunciou que vai reabrir a unidade na cidade de Mirassol D’Oeste. O Marfrig também avalia reativar duas unidades.
Pedro de Camargo Neto, vice-presidente da Sociedade Rural Brasileira, apoia a iniciativa dos pecuaristas e diz que as unidades reabertas têm condições de atender à demanda. No entanto, lembra que a habilitação para exportação não é tão rápida. “A inspeção para exportar para Ásia e União Europeia, por exemplo, demora de seis meses a um ano.” 
Fonte: ESTADÃO CONTEÚDO

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Minerva reabre frigorífico em MT em meio à crise da JBS

Da Redação Portal DBO em 13/06/201

Nesta terça executivos do Minerva se reúnem com autoridades de Mato Grosso para informar os planos de reativação

As delações dos irmãos Batista – Wesley e Joesley – donos da JBS/Friboi, controlada pela holding J&F, estão levando os principais concorrentes do grupo no Brasil a considerar a reabertura de unidades no Centro-Oeste, sobretudo em Mato Grosso, onde se concentra o maior abate de gado no País. O Estado apurou que o Minerva, terceiro maior frigorífico do Brasil, vai reativar a unidade de Mirassol D’ Oeste, no MT, que estava parada desde 2015. O Marfrig, segundo fontes, também estuda reaberturas.
Hoje, executivos do Minerva – que na semana passada anunciou a compra dos negócios da América do Sul da JBS – vão se reunir com autoridades do Estado de Mato Grosso para informar os planos de reativação. A unidade vai precisar de alguns reparos e contratações, mas deverá voltar a operar nas próximas semanas. Dona também de unidades de abate no Estado, a Marfrig, vai avaliar em julho, se abrirá a operação de Nova Xavantina, que fazia parte de uma massa falida e está fechada.
JBS, Marfrig e Minerva participaram nos últimos anos de um movimento de concentração do setor. O JBS e o Marfrig tiveram apoio do BNDES para fazer aquisições dentro e fora do Brasil. O Minerva ficou de fora desse boom, mas também fez aquisições no País e passou a olhar ativos na América do Sul.
No fim de 2015, o fundo Salic, da Arábia Saudita, comprou 20% do capital do frigorífico brasileiro, o que possibilitou maior musculatura para a companhia avançar no País. O grupo chegou a anunciar no ano passado a compra de um concorrente, o Frisa, mas a operação não foi adiante.
Crise - A crise no setor de carnes com as delações dos irmãos Batista tem deixado vários pecuaristas, que fecharam contratos para entrega de gado para o JBS, preocupados. Maior frigorífico do País, o JBS é responsável por 20% do abate de gado no Brasil, segundo o pecuarista Pedro de Camargo Neto, vice-presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB). “Só em Mato Grosso, abatem cerca de 50% do gado”, disse Camargo Neto.
A turbulência não afeta somente os pecuaristas que entregam gado só para o JBS. Desde as delações, os preços da arroba do boi têm caído fortemente.
Segundo Luciano Vacari, diretor-executivo da Associação de Criadores do Mato Grosso (Acrimat), os preços do gado recuaram de R$ 130 a arroba do boi para até R$ 115 no Mato Grosso. “Imagina a situação de um produtor de gado que se prepara de 24 a 30 meses antes para engordar o gado para vender para o frigorífico. De repente, tem essa situação”, disse Vacari. A mudança de política do JBS de não pagar mais à vista também afetou os pecuaristas. “Deixei de vender para o grupo”, disse o pecuarista Murilo Abrahão.
Segundo ele, frigoríficos concorrentes não conseguem comprar a totalidade do gado que os pecuaristas deixaram de enviar para o JBS, mas muitos estão olhando oportunidades no Estado de Mato Grosso por causa dessa crise. “Não há manobra nem espaço para os frigoríficos concorrentes assumirem todo o vácuo deixado pela JBS nessa crise, mas os concorrentes estão se movimentando neste sentido”, disse.
Outro lado - Em nota, a JBS informou que padronizou o processo de compra de gado no Brasil, com pagamento no prazo de 30 dias, como já ocorria em 97% das praças onde atuava. “Todas as unidades da empresa seguem operando normalmente”, afirmou a empresa.
Procurados, porta-vozes do Marfrig e Minerva não foram encontrados ontem para comentar a reativação da unidade em Mato Grosso.
Fonte: ESTADÃO CONTEÚDO

sábado, 10 de junho de 2017

Pecuaristas de MT querem reduzir dependência da JBS

Em 08/06/2017


Pecuaristas de Alta Floresta, no norte de Mato Grosso, começam a se mobilizar para montar uma cooperativa de carnes. A ideia é tentar reduzir a dependência que têm de compradores de bois na região, especialmente da JBS. A situação hoje está de um jeito que, ou eles vendem o boi gordo a prazo para a processadora dos irmãos Joesley e Wesley Batista, por cerca de R$ 130 a arroba, assumindo eventuais riscos de não receber, ou vendem para médios e pequenos frigoríficos, que estão se aproveitando da crise provocada pelas denúncias contra a JBS para derrubar o preço da arroba.
“Não temos para onde correr”, queixa-se o pecuarista Rodrigo Agostini. Segundo ele, pesa ainda para a derrubada dos preços a proximidade da época de estiagem, que escasseia o pasto. “Com a chegada da seca, somos obrigados a tirar bois do pasto”, disse. Sabedores da sinuca em que se encontram os produtores, pequenos e médios frigoríficos estão oferecendo em torno de R$ 113,00 pela arroba do boi gordo para pagamento à vista.
Para amenizar a situação, os pecuaristas estão propondo a mudança do objeto de uma cooperativa de peixes que já existe em Alta Floresta para uma cooperativa de carnes. Quando foi montada há uns quatro anos, o peixe era um produto atrativo no município. Com a perda da atratividade do produto, a cooperativa ficou praticamente inativa.
Para o coordenador do Centro de Estudo de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (GVAgro), o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, o momento é propício para os pecuaristas de Alta Floresta montarem a cooperativa de carne. Ele, que esteve em Alta Floresta na última sexta-feira (2), disse aos pecuaristas que para se montar uma cooperativa é preciso necessidade, viabilidade econômica, liderança e espírito cooperativo. Rodrigues foi presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), por dois mandatos (1985/1991), e da Organização Internacional de Cooperativas Agrícolas (de 1992 a 1997).
Para Agostini, necessidade e viabilidade econômica existem. O que falta a eles é encontrar alguém que entenda de comprar boi e vender carne. Alguém que consiga colocar a carne em São Paulo, por exemplo, que é o maior mercado consumidor do País.
“No caso de Alta Floresta, eles já têm uma cooperativa. É só alterar o estatuto porque o processo mental já está instalado”, ressaltou o ex-ministro Rodrigues. Ele acrescentou que por não ser pecuarista nem morador da região, poderá ajudar os produtores com o convencimento da tese. O cooperativismo, que antes agregava pequenos produtores em busca de escala, explica o ex-ministro, passou a agregar médios e grandes produtores.
Segundo o coordenador da GVAgro, o cooperativismo passou muito à margem da pecuária de corte por conta do elevado número de abates de gado sem nota fiscal. “E em cooperativas não se pode ter caixa 2. Agora esse tema está menos complicado. Os grandes frigoríficos estão listados na bolsa e a fiscalização do governo sobre abates clandestinos se tornou maior”, disse Rodrigues.
Consultor do mercado agropecuário, o pecuarista Élio Micheloni Jr. disse que, se for em frente, a cooperativa de Alta Floresta será a primeira do Brasil. Para ele, a cooperativa se insere em um setor muito difícil. “Tanto que não há uma cooperativa no Brasil no sentido amplo de comprar e vender boi”, observou, ressaltando não ser contra cooperativas, mas que gostaria de ver uma pessoa fazer a cooperativa funcionar.
“Em Campo Mourão, no Paraná, segundo Micheloni Jr., existe uma cooperativa chamada Vaca Macia formada por um grupo de produtores que abate dentro de um padrão e a carne é distribuída só na região de Campo Mourão, Maringá. “Ali eles têm um de 1,5 milhão a 2 milhões de consumidores, mas é microrregião”, disse.
Fonte: ESTADÃO CONTEÚDO

terça-feira, 30 de maio de 2017

Preço do boi a futuro cai 12,28% em cinco meses

Por Portal DBO em 29/05/2017.

Vários fatores permeiam esta desvalorização, dentre eles o envolvimento da JBS em escândalos com a Justiça brasileira

Nos últimos dias, o mercado do gado em Mato Grosso enfrentou um forte rebuliço. O envolvimento da maior compradora de bovinos do país em diversos problemas nacionais dificultou o estabelecimento de balizas, lançando desconfiança entre produtores e agentes de mercado quanto aos possíveis impactos da situação, o que inibiu as negociações.
Com o mercado físico abalado, os contratos futuros do boi gordo na BM&F/Bovespa têm precificado este pessimismo, traçando um cenário obscuro para os próximos meses.
O contrato do boi para out/17 em São Paulo, que chegou a ser negociado a R$ 173,00/@, já registra queda de 12,28% desde o início do ano. Nesta terça-feira, 23, o valor chegou a R$ 131,63/@, o menor já registrado.
Vários fatores permeiam esta desvalorização, dentre eles: a demanda interna enfraquecida, a volta do Funrural (que já está descontado nestes preços) e o envolvimento da JBS em escândalos com a Justiça brasileira.
Destacando apenas o último fato, nota-se que desde a divulgação deste imbróglio (18/05/17), a média diária de contratos negociados para outubro/17 quadruplicou, e a cotação deste contrato caiu 3,12% (R$ - 4,28/@) em apenas seis dias.
Boi gordo - Em Mato Grosso, as cotações do boi gordo a prazo chegaram a desvalorizar 1,42% na comparação entre os dias 26/05/2017 e 19/05/2017 e o preço voltou a patamares parecidos aos observados logo após a operação Carne Fraca.
Vale ainda a ressalva de que os negócios à vista minguaram e a queda semanal deste indicador foi ainda maior (- 2,35%), atingindo o valor de R$ 121,81/@, menor cotação desde 27/10/14. Dito isto, nota-se que a “poeira” levantou mais uma vez (já é a terceira vez neste ano) para os pecuaristas de Mato Grosso e, até que a visão melhore, o indicado é esperar a “poeira” baixar.
O preço do boi gordo e da vaca gorda obteve queda no comparativo semanal, de 1,27% e 1,81%, encerrando assim com R$ 123,43/@ e R$ 116,24/@, respectivamente.
Fonte: Imea

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Isenção de ICMS em MT pode amenizar incertezas no mercado do boi

Por Portal DBO em 25/05/2017

Acrimat pede isenção do imposto depois que a JBS anunciou como política geral comprar matéria-prima apenas a prazo, com pagamento em 30 dias

A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) considera a isenção temporária do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na venda de gado mato-grossense para outros Estados a única salvaguarda contra a decisão da JSB de suspender a aquisição de animais à vista.
De acordo com informação apurada pelo Portal DBO, a empresa padronizou todos os seus processos de compra de gado no Brasil há três semanas, adotando o pagamento unicamente a prazo (em 30 dias) para a aquisição de bois terminados. Segundo a nota enviada ao Portal, essa política já era adotada, antes da delação de Joesley Batista, em 97% das praças onde a JBS atua.  
Diante do posicionamento da empresa, de suspender as compras à vista em 3% das praças em que praticava esse tipo de negociação no país (a JBS não informou quais praças eram essas), a Acrimat pediu ao governo de Mato Grosso a isenção da alíquota de 7% para a venda de animais a outros Estados.
Discussões - Em evento organizado pelo Santander em Cuiabá, MT, nesta quinta-feira, 25, Luciano Vacari, diretor executivo da Acrimat, disse que uma possível redução da alíquota para 2,5%, avaliada pelo governo de Mato Grosso, não seria aceita. "Se a indústria tem o direito de fazer o que quer, temos o direito de salvaguardar os pecuaristas e poder dar mais competitividade ao gado de Mato Grosso, lembrando que a JBS tem 48% do abate aqui e 34% do Brasil", disse durante o Seminário A Força do Campo.
De acordo com Vacari, mesmo com a série de notícias negativas para o setor - decorrentes da Operação Carne Fraca e da crise da JBS - o abate segue normal nos frigoríficos, a compra de gado prossegue, o consumo de carne não recuou no país e as exportações cresceram. "Assim, não há justificativa para quedas recentes no preço da arroba bovina", afirmou.
Depois da Operação Carne Fraca, a arroba bovina cedeu 10%. Desde a semana passada, com a delação da JBS, o recuo observado em algumas praças do Estado é de até R$ 6 por arroba.
Fonte: Portal DBO com ESTADÃO CONTEÚDO

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Leilões de milho dão pouco refresco a produtores de MT

Por Marina Salles
Em 16/05/2017 no site Portal DBO.


“O preço do milho continua caindo em Mato Grosso”, afirma o presidente da Aprosoja no Estado, Endrigo Dalcin. Em viagem com o 12° Circuito Aprosoja, ele conta ter ouvido de produtores que as ofertas no mercado em Cláudia estão na faixa de R$ 11,50/ saca, chegando a R$ 12/ saca no município de Sinop, MT. “Somando a esses valores o prêmio pago ao produtor, você não chega ao preço mínimo, que é de R$ 16,50/ saca”, diz. (Ver, ao final, tabela de prêmios do último leilão de Pepro para Mato Grosso, ocorrido em 11/5). 
Alan Santos, gerente de operações especiais da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), explica que o Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) é uma ferramenta que tem por objetivo beneficiar o produtor de modo a que ele receba o preço mínimo fixado para determinado produto no seu Estado. Em um cenário em que o produtor vende a saca de milho a R$ 14,50 em Mato Grosso, por exemplo, se o prêmio for de R$ 2, ele recebe esse valor integralmente, para atingir os R$ 16,50. Agora, se vende a saca a R$ 15,50, o prêmio cai para R$ 1, para atingir os mesmos R$ 16,50. “O que não pode é o valor da saca somado ao prêmio não atingir o preço mínimo, porque aí a política não cumpre com o seu objetivo; e o produtor não recebe nada”, afirma Santos.
Com o preço da saca nos patamares colocados por Endrigo Dalcin, uma opção seria aumentar o valor do prêmio pago ao produtor. “Estamos discutindo com o Ministério da Agricultura subir esse valor em R$ 0,80 no próximo leilão, mas temos claro que se o preço continuar caindo isso não será suficiente”, afirma o presidente da Aprosoja Mato Grosso. Do leilão de 4 de maio para o do último dia 11, foram somados R$ 0,80 a todos os valores oferecidos como prêmio no Estado.  
Em 11/5, foram ofertadas 500 mil toneladas no Pepro, tendo sido negociados 60,53% desse montante, um total de 302.638 toneladas. Em valores, R$ 20.236.815 serão pagos em prêmio ao produtor. No caso do Pepro, os produtores participantes têm até 35 dias após a realização do leilão para vender o produto negociado no edital. Considerando a data do último leilão, por exemplo, realizado em 11 de maio, o prazo para a venda é 14 de junho.
Outras opções - Além dos leilões Pepro, o produtor que tem milho para comercializar em Mato Grosso pode recorrer também ao Prêmio para o Escoamento (PEP) e aos contratos de opção.


Segundo Santos, a diferença do PEP em relação ao Pepro é que em vez de o produtor participar do leilão quem entra é um terceiro, que pode ser um intermediário ou uma indústria de ração animal, por exemplo. “O intuito é o mesmo, de beneficiar o produtor rural pagando um preço mínimo, e do lado do terceiro, estimular o escoamento de mercadorias, retirando o excedente de um produto de onde há muita oferta”, explica Santos. Conforme a estrutura de comercialização do produtor e a sua capacidade de organização, o instrumento pode ser vantajoso.

Quanto ao contrato de opção, sua característica principal é que o produtor compra o direito de vender sua mercadoria para o governo por um preço pré-fixado, e se na data acordada o preço estipulado no mercado estiver mais interessante, ele pode desistir da negociação”, afirma Santos. 


Fonte: Portal DBO







Cotações - Milho

As melhores e mais confiáveis informações do mercado

MILHO - 16/05/2017
Preços médios do milho em R$/saca de 60 kg
UFCIDADECOMPRAVENDA
PR
Paranaguá29,0029,50
Campo Mourão24,0024,50
Cascavel24,5025,00
Maringá24,0024,50
Ponta Grossa26,0026,50
Guarapuava25,0025,50
SP
São Paulo27,5028,00
Campinas27,5028,00
Sorocaba26,0026,50
Mogiana26,6027,10
MS
Campo Grande20,5021,00
Dourados21,0021,50
Chapadão do Sul21,0021,50
Costa Rica21,0021,50
MT
Rondonópolis18,0018,50
Campo Verde17,0017,50
Tangará da Serra16,0016,50
Sapezal16,5017,00
Sorriso14,5015,00
Lucas do Rio Verde15,0015,50
GO
Itumbiara19,0019,50
Rio Verde19,0019,50
MG
Uberaba22,0022,50
Uberlândia22,0022,50
Unaí21,0021,50
Patos de Minas22,0022,50
SC
Chapecó27,0027,50
Concordia27,0027,50
Campos Novos26,5027,00
Canoinhas26,5027,00
RS
Erechim25,0025,50
Passo Fundo25,0025,50
Porto Alegre27,0027,50
BA
Luis Eduardo Magalhães21,0021,50

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Concorrência na indústria pode aliviar queda da @ em MT

Por Alisson Freitas.
Em 19/04/2017 no site Portal DBO
O grande movimento de fechamento de frigoríficos em Mato Grosso, acarretado pela deflagração da Operação Carne Fraca, tem causado diversos impactos negativos na cadeia produtiva do Estado.
Atualmente, Mato Grosso tem sete plantas frigoríficas fora de operação, entre unidades em manutenção e em férias coletivas. De acordo com levantamento da Agrifatto, até o início do mês mais de 50 plantas frigoríficas estavam paralisadas em todo o País.
Para o diretor executivo da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari, trata-se de uma estratégia comercial da indústria para pressionar a queda da arroba no Estado. “Os frigoríficos aproveitaram os desdobramentos da Carne Fraca para colocar o produtor contra a parede e forçar pagamentos abaixo da referência. Quem está pagando o preço de tudo o que aconteceu foi o produtor”.
Nos últimos 30 dias, o preço do boi gordo recuou quase 5% no Estado, de acordo com dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). No entanto, no mesmo período o preço da carne bovina no varejo demonstrou estabilidade e as exportações de carne cresceram. “Boa parte da indústria justifica os fechamentos alegando que a ofertaestá restrita, mas como isso pode acontecer em Mato Grosso, que tem o maior rebanho do País, estimado em 30 milhões de cabeças?”, questiona Vacari.
Com esse cenário, o executivo destaca a importância das pequenas e médias indústrias no mercado local para dar mais opções aos produtores. “Esses frigoríficos perderam espaço na última década, mas continuam sendo fundamentais em suas regiões. Com eles fortalecidos, o pecuarista aumenta o seu poder de barganha e tem mais opções para negociar sua boiada. Isso ajudaria a evitar essas grandes oscilações nas cotações”, avalia.
Mesmo com um cenário desafiador, Luciano Vacari acredita que as pequenas e médias indústrias conseguiram aumentar sua participação de mercado neste ano. “A crise atual deve forçar o aprimoramento da indústria e esses frigoríficos se destacam pela qualidade no processamento de carne e entrega do produto final. Com isso, eles devem crescer tanto no mercado interno quanto no externo”, conclui.
Fonte: Portal DBO

terça-feira, 11 de abril de 2017

Impacto da "Carne Fraca" derruba em 5% a @ em MT

Por Portal DBO em 10/04/2017

Em março o Estado registrou o menor número de abates desde dezembro de 2010, forte queda de 13,1% em relação a fevereiro

Desde o dia 17/03 (dia em que foi deflagrada a operação Carne Fraca), o mercado do boi gordo está patinando, com os frigoríficos comprando de forma comedida, alguns decretando férias coletivas, entre outras medidas.
De acordo com o boletim semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), ainda assim o abate total de março/17 foi levemente maior (1,99%) que o de fevereiro/17; foram abatidos 366,39 mil animais no último mês.
No entanto, continua o Boletim, março/17 teve quatro dias úteis a mais que fevereiro/17, e, quando se analisa a quantidade diária de animais abatidos no Estado, observa-se uma forte queda, sendo 13.570 cabeças abatidas/dia (Indea-MT) em março/17, quantidade 13,1% menor no comparativo mensal.
Além disso, esse é o menor abate diário desde dez/10, quando foram encaminhados ao matadouro 13.450 bovinos/dia. Diante desse cenário, tentativas de compra abaixo da referência tornaram-se comuns, e a queda de braço entre pecuaristas e frigoríficos se intensificou mais uma vez.
Reflexos - Vinte e um dias dias após a deflagração da operação Carne Fraca, os primeiros reflexos negativos para os pecuaristas, embora já esperados, começaram a ganhar maiores proporções. Além da operação, ainda na semana passada, o Supremo Tribunal Federal determinou o “retorno” do Funrural, pressionando assim os produtores e frigoríficos a retornarem com as contribuições determinadas.
Em São Paulo (maior polo consumidor de carne bovina do país), entrou em vigor no dia 1º de abril o decreto extinguindo a isenção do ICMS que beneficiava as comercializações de proteína bovina no Estado. Sendo assim, o mercado bovino mato-grossense se viu diante de uma depressão nos preços, com o boi gordo exibindo recuo de 5% desde o dia 17/03. A crise, que era da “carne” e parecia estar sendo contornada, veio cobrar a “conta” com mais força do pecuarista do Estado, diz o boletim.
Fonte: Imea