segunda-feira, 26 de junho de 2017

Irrigação sustentável é uma tendência mundial

Por Revista Agropecuária em 23/06/2017

O sucesso de uma determinada cultura seja de pequeno, médio ou grande porte, está diretamente relacionado a um projeto correlacionado e eficiente de irrigação.
Este, aliás, vem sendo aprimorado a cada ano, por meio de diferentesmétodos e tecnologias, se tornando uma atividade cada vez mais profissional e atrelada ás necessidades sustentáveis.
 Foi-se o tempo, portanto, da visão de que irrigação seria uma atividade sinônima de desperdício de água.
O segmento não permite mais profissionais que não estejam alinhados a esta visão ambientalmente correta.
Agricultura e meio ambiente, portanto, devem andar de mãos dadas.
Já existem no mercado vários equipamentos inteligentes alinhados, por exemplo, a questão do racionamento. São aparelhos dotados de mecanismos capazes de determinar com precisão, através de múltiplos sensores e programação, a necessidade de irrigação e volume de água liberado de acordo com cada lavoura.
Estes equipamentos, segundo vários estudos, são capazes de diminuir em até 40% os gastos com água, justamente por aperfeiçoar este recurso.
Obviamente que a irrigação sozinha não fará milagres.
É preciso que o profissional esteja capacitado a operacionalizar estes equipamentos, além de acumular conhecimentos profundos em relação ao solo, fertilizantes, clima, dentre outros itens cruciais.
Saiba dimensionar os principais componentes de um projeto de irrigação e garanta o sucesso de toda produção. Confira.
Fonte: Irrigação.Net

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Nódulos na carne não têm risco sanitário, diz especialista

Por Alisson Freitas
Em 22/06/2017 no site Portal DBO



Nos últimos dias o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) suspendeu preventivamente a certificação de cinco frigoríficos após autoridades norte-americanas encontrarem irregularidades na carne bovina brasileira. A autossuspensão ocorreu após a detecção de nódulos tanto na proteína in natura quanto na termoprocessada.
De acordo com Enrico Ortolani, professor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ), da USP,  esses caroços são causados por uma reação alérgica de vacinas contra febre aftosa e não representam nenhum risco sanitário.
”Os nódulos surgem apenas no local da vacina e não têm nenhum risco à saude humana. Acredito que essa  suspensão foi imposta por medida preventiva e logo deve ser esclarecida”, destacou o especialista, acrescentando que esse problema é recorrente em países que vacinam seu gado contra aftosa. “Recentemente um professor do Reino Unido veio ao Brasil para estudar esse fenômeno”.
Ortolani fez questão de ressaltar a diferença entre esses nódulos e outro problema que geralmente é causado durante a vacinação: o abscesso. “São coisas totalmente diferentes. Esse caroço surge quando o animal tem alergia a algum componente da vacina. Ele cresce gradativamente em um determinado período após a vacinação, sendo quase impossível de ser detectado na hora da aplicação. Já o abscesso é causado unicamente pela má higienização dos produtos e é perceptível na mesma hora", explicou. "A diferença é muito grande, o nódulo é sólido e o abscesso é líquido”, acrescentou
Nesse caso da exportação aos EUA, o que chamou a atenção de Ortolani foi a presença dos caroços no produto final. Ele explica que sempre que é encontrado esse nódulo na carcaça do animal, a área afetada é descartada pelo frigorífico no momento da toalete. “É um procedimento básico. É muito estranho como isso tenha passado desapercebido”, afirmou.
De acordo com o especialista, esse fênomeno começou a ter maior incidência na pecuária brasileira em meados da década de 1980, quando o setor adotou as vacinas oleosas. Esse tipo de vacina é composto por substâncias antígenas (vírus), que podem causar diferentes reações em cada animal.
Outros fatores que podem colaborar para a incidência desses caroços podem ser o mal uso e o armazenamento incorreto. “Ainda não se tem uma certeza em relação às prevenções desses nódulos. A própria Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) tem desenvolvido diversas pesquisas sobre o assunto”.
Retirada da vacinação - Militante ferrenho da retirada da vacinação contra aftosa no país, Sebastião Guedes, da Comissão Nacional de Pecuária de Corte (CNPC), afirma que o embarque de carne com esses nódulos é um erro primário e que deve levantar novamente as discussões em relação à reação vacinal.
“É importante que a cadeia discuta não só a forma como a vacina é aplicada, mas também a qualidade dos agentes emulsionantes utilizados na composição das vacinas, que têm causado enormes prejuízos aos produtores brasileiros”, destacou.
A recente decisão do Mapa em retirar o vírus C da vacina, que reduzirá a dose de 5 ml para 2 ml, é vista pelos especialistas como fundamental para reduzir as reações vacinais. “Quanto menos componentes você utilizar na vacina, menor é a chance de causar reações alérgicas nos animais”, explica Ortolani.
Para Guedes, a solução para evitar que esse tipo de situação se repita é simples: “Basta que o país resolva tirar a vacinação de vez. Não existe razão para continuar aplicando essa medicação sendo que já temos mais de 118 milhões de cabeças em áreas onde a doença não é diagnosticada há mais de quatro anos, prazo que a Panaftosa (Centro Panamericano de Febre Aftosa) afirma que não há mais necessidade de vacinar. Estamos jogando dinheiro fora e casos como esse podem prejudicar a imagem do Brasil no exterior”, concluiu.
De acordo com informações da Associação Brasileira das Indústrias Exportadores de Carne (Abiec), os Estados Unidos representaram 3% do total de embarques de carbe bovina in natura do Brasil entre janeiro e maio deste ano. No período foram exportadas 11.792 toneladas por US$ 49 milhões.
Fonte: Portal DBO

Como reduzir perdas e aumentar a produtividade da soja?

Por Ivan Formigoni
Em 22/06/2017 no site Farmnews

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Cotrisoja


Na safra 2014/2015, 6% da produção brasileira de soja teve algum tipo defeito, indicando que há espaço para melhoria na qualidade e produtividade da soja.

Esse é um dos dados de um estudo inédito da Embrapa, realizado junto ao setor produtivo, que acompanhará 4 safras consecutivas e gerará soluções para incrementar a qualidade e produtividade da soja no Brasil.

Os primeiros dados, obtidos no monitoramento da safra 2014/2015, já fornecem subsídios importantes para a adoção de melhorias na produtividade da soja.

Acesse os dados da importância da soja para o mercado de exportação nacional (clique aqui) e também da importância do agronegócio para a economia como um todo (clique aqui).
A média de grãos avariados foi de 6%, e esse grupo soma os grãos mofados, ardidos, queimados, fermentados, imaturos, chochos, germinados e danificados por percevejo.
Apesar de estar dentro da exigência legal brasileira, cuja determinação é para que o armazenador tolere até 8%, há regiões que apresentaram amostras de até 30% de grãos avariados.
Com relação ao teor de proteínas da soja, cuja média nacional foi 36,18%, houve grande variação entre as microrregiões de cada estado, com amostras entre 30 e 41% de teor de proteína no grão.
Os teores mais altos de proteínas foram encontrados em Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, e os teores mais baixos em São Paulo.
No indicador referente ao teor de óleo, a média nacional foi em torno de 22%, não havendo grande variação entre as microrregiões dos estados e entre os estados. “Esse valor é considerado muito bom pelas indústrias esmagadoras de grãos e produtoras dos diferentes tipos de óleo de soja comercializado”, explica Mandarino.
Já o índice de acidez do óleo médio registrado no Brasil foi de 2,24%. O Goiás apresentou médias superiores a 4% nos grãos, o que é bem superior ao 0,7% que a indústria preconiza para o índice ótimo de acidez no óleo do grão de soja.
Santa Catarina apresentou os menores índices de acidez, com média de 1,06%, bastante próximos do ótimo preconizado pela indústria. As diferenças entre os estados são atribuídas a diferentes condições climáticas e de manejo da cultura.
Pesquisadores da Embrapa também avaliaram a presença de clorofila nas amostras. A presença de clorofila nos grãos colhidos está associada aos grãos verdes, o que é indesejável.
Na safra de 2014/2015, o Brasil produziu 2,3 milhões de toneladas de sementes de soja, o que representa 63% de todas as sementes utilizadas no País, de acordo com a Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem).
Do ponto de vista sanitário, a qualidade da semente foi muito boa, na safra 2014/2015. “Houve casos bastante pontuais com problema de infecção de fungos ou presença de bactérias”, explica o pesquisador Ademir Assis Henning, da Embrapa Soja.
Os danos mecânicos, provocados especialmente durante a colheita, foram considerados expressivos pelos pesquisadores. Os mais altos índices de danos desse tipo foram constatados no Rio Grande do Sul (10,1%), Minas Gerais (8,3%), Paraná (7,9%) e Goiás (7,5%).
Os demais estados apresentaram valores um pouco abaixo da média brasileira (6,8%). “A principal fonte de ocorrência de danos mecânicos é a operação de trilha, durante a colheita”, afirma o pesquisador Francisco Carlos Krzyzanowski. “
O dano causado pela deterioração por umidade foi o segundo mais importante parâmetro que afetou a qualidade da semente de soja brasileira.
Na média, os estados que apresentaram os maiores índices desse problema foram Goiás (4,3%), Santa Catarina (4,0%) e Mato Grosso do Sul (3,7%). “Elevados índices de deterioração por umidade estão relacionados ao atraso do início de colheita ou ao retardamento do início de secagem”, explica o pesquisador José de Barros França Neto.
O vigor é o atributo de qualidade da semente que melhor expressa o desempenho da planta. Quanto ao vigor de sementes, o índice médio brasileiro da semente brasileira foi de 77,6%, o que é considerado um alto vigor, explica França.
Adaptado de Lebna Landgraf
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quinta-feira, 22 de junho de 2017

Pesquisa revela retorno com investimento no manejo de pastagem

Por Ivan Formigoni
Em 22/06/2017 no site Farmnews

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Revista Agropecuária


Pesquisador da Embrapa destaca que o investimento no manejo de pastagem trás benefícios econômicos significativos para o pecuarista paraense.

O Pará se destaca entre os 5 maiores rebanhos bovinos do país e a pecuária paraense é a que mais tem crescido proporcionalmente em todo Brasil, conforme dados do IBGE.

A pecuária do Pará totaliza uma média de 20 milhões de cabeças espalhadas em uma área de cerca de 20 milhões de hectares de pastagem.

Os números são positivos, mas o rebanho paraense tem potencial de duplicar de tamanho em um espaço curto de tempo, sem a necessidade de derrubar uma única árvore e ainda reduzir a área utilizada para alimentar o gado.
É o que afirma o pesquisador Moacyr Bernardino Dias Filho, da Embrapa Amazônia Oriental. Ele atenta que o Pará está muito aquém de sua capacidade produtiva e que algo em torno de 50% de toda pastagem do estado está em algum grau de degradação.
Ele indica que a receita para reverter esse quadro é o uso de tecnologias da instalação à manutenção da pastagem, o que ele chama do uso profissional ou empresarial da pecuária. “Ao conduzir sua atividade de forma responsável, empresarial, o pasto pode ser eterno, com ganhos superiores ao produtor”, garante o pesquisador.
Com experiência de 30 anos em pesquisa agropecuária na Amazônia, Moacyr defende que o setor evoluiu exponencialmente e a que a antiga premissa da chamada pecuária tradicional da região, na qual computava ciclos de alta de produtividade no pasto, seguida de baixa, degradação, abandono e a derrubada de florestas para abertura de novas áreas, já é algo superado.
“Atualmente e digo isso de um ponto de vista até conservador, cerca de 50% dos pecuaristas possuem pastos de qualidade”. Já quanto a outra metade, afirma o cientista, ele vê um enorme potencial de crescimento do setor, com uso de tecnologias para recuperar o pasto degradado e manter a qualidade, com alimento farto e alto teor nutricional para os animais.
De acordo com o pesquisador, a cada R$1,0 investido, o produtor pode obter retorno de R$4,0.  Enquanto na pastagem tradicional, o retorno é de apenas R$1,3, mas somente nos anos iniciais, pois o valor vai decaindo até virar prejuízo.
O pecuarista Ubiratan Lessa Filho, da fazenda Madressilva, conhece bem essa equação. Há 14 anos no mercado de engorda de bovinos, ele tem orgulho em afirmar que nunca precisou renovar o pasto, pois sempre foi fiel as orientações de manejo e busca estar em dia com as evoluções do setor.
Enquanto que a média nacional está em 1,2 boi/hectare, o empresário chega a manter até 3 animais, mas para isso, afirma, é necessário um conjunto de medidas, que vão desde a análise e adubação anual solo, controle do número de animais por área de pasto, de plantas daninhas e insetos-praga, além da rotação de pastagens, ou seja, o manejo preconizado pela Embrapa. “O gado tem pasto farto o ano todo e suplementação de alimentação para a engorda”, comenta.
Clique aqui e veja os dados de produtividade da pecuária de corte do Brasil nos últimos anos!
Adaptado de Kélem Cabral, Embrapa.
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Tentativas de compra abaixo da referência são comuns no mercado do boi gordo

Por Isabella Camargo

Em 22/06/2017 no site Scot Consultoria.

Revista Agropecuária

O cenário predominante ainda é de pressão de baixa para o mercado do boi gordo. Tentativas de compra abaixo da referência são comuns na maioria das regiões pesquisadas.

Das trinta e duas praças levantadas pela Scot Consultoria, houve queda em nove para o mercado do boi gordo, na última quarta-feira (21/6).

A boa oferta de animais terminados colabora para este cenário.

Em São Paulo, as escalas de abate giram em torno de quatro a cinco dias. Entretanto, existem indústrias com programações mais apertadas e não se vê ânimo em intensificar as compras, frente à demanda lenta.

No estado, a arroba do macho terminado ficou cotada em R$128,00, à vista, livre de Funrural, queda de 3,0% desde o início do mês.

No mercado atacadista de carne com osso, o boi casado de animais castrados ficou cotado em R$9,07/kg, estabilidade frente ao último fechamento. Para os próximos dias não estão descartadas quedas nos preços.

A margem de comercialização do frigorífico que não faz a desossa ficou em 28,2%.

Cotações - Boi Gordo

Preço da arroba do boi gordo em 17 estados e 32 praças

MERCADO FÍSICO - 21/06/2017 - Preços livres de Funrural

BOI GORDO

RS/@US$/@% US$ a prazo
à vista30 d30 d# base17 d30 dano
SP Barretos
128,0
130,5
39,4
- %
-0,9
-6,2
-15,8
SP Araçatuba
128,0
130,5
39,4
- %
-0,9
-6,2
-16,3
MG Triângulo
123,0
125,0
37,7
-4,21 %
-0,9
-3,9
-12,4
MG B.Horizonte
123,0
125,0
37,7
-4,21 %
-0,9
-5,4
-11,8
MG Norte
122,0
124,0
37,4
-4,98 %
-2,5
-6,9
-11,3
MG Sul
123,0
125,0
37,7
-4,21 %
-0,9
-4,7
-13,6
GO Goiânia
117,0
119,0
35,9
-8,81 %
-1,8
-4,1
-14,3
GO Reg. Sul
116,5
118,0
35,6
-9,58 %
-2,6
-2,5
-15,6
MS Dourados
121,0
123,0
37,1
-5,75 %
-0,1
-2,4
-12,3
MS C. Grande
120,0
122,0
36,8
-6,51 %
-0,9
-3,2
-12,7
MS Três Lagoas
119,0
121,0
36,5
-7,28 %
-1,7
-4,0
-13,5
RS Oeste (kg)
4,75
4,85
1,5
11,49 %
-1,9
0,2
-10,6
RS Pelotas (kg)
4,70
4,80
1,4
10,34 %
-0,9
0,2
-9,1
BA Sul
135,0
137,0
41,3
4,98 %
-0,9
-2,6
0,8
BA Oeste
139,5
141,5
42,7
8,43 %
-0,9
-1,5
-0,5
MT Norte
120,0
123,0
37,1
-5,75 %
-0,9
-0,9
-4,7
MT Sudoeste
120,0
123,0
37,1
-5,75 %
-0,9
-1,7
-7,2
MT Cuiabá**
119,0
122,0
36,8
-6,51 %
-1,7
-2,4
-9,6
MT Sudeste
119,0
122,0
36,8
-6,51 %
0,7
-2,1
-8,3
PR Noroeste
130,0
132,0
39,8
1,15 %
-0,2
-5,5
-11,2
SC Oeste***
144,5
146,5
44,2
12,26 %
-0,9
-1,5
-2,1
MA Oeste
123,0
125,0
37,7
-4,21 %
-0,9
-1,6
-6,0
Alagoas
154,0
156,5
47,2
19,92 %
-0,9
-0,9
3,3
PA Marabá
119,0
121,0
36,5
-7,28 %
-0,9
-2,5
-4,1
PA Redenção
119,0
121,0
36,5
-7,28 %
-0,9
-1,7
-5,5
PA Paragominas
121,0
123,0
37,1
-5,75 %
-0,1
-0,9
-4,7
RO Sudeste
118,0
120,0
36,2
-8,05 %
-0,9
-1,7
-4,9
TO Sul
115,5
117,0
35,3
-10,34 %
-0,9
-7,2
-10,0
TO Norte
117,0
119,0
35,9
-8,81 %
-1,8
-4,8
-8,2
Acre
114,5
117,0
35,3
-10,34 %
-0,5
-1,7
-
ES
127,0
129,0
38,9
-1,15 %
-0,9
-3,8
-5,8
RJ
127,0
129,0
38,9
-1,15 %
-1,7
-5,3
-9,0
 
** Região de Cuiabá, inclui Rondonópolis
*** Prazo de 20 dias
1 Diferencial de base em relação a São Paulo
 Estável      Subiu     Desceu