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sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Preços corrigidos do boi gordo desde 1967!

Por Ivan Formigoni em 22/12/2017 no site Farmnews

O Farmnews atualiza seus leitores para o comportamento dos preços corrigidos do boi gordo nos últimos 50 anos, ou seja, desde 1967.

O objetivo é mostrar os preços do boi gordo ao longo dos anos, no valor de hoje, ou seja, corrigidos pela inflação. Em outras palavras, quanto seria, no valor de hoje, o preço do boi gordo praticado em 1967, incluindo a inflação acumulada no País ao longo de todo esse período?
Vamos descobrir…
A Figura a seguir ilustra o comportamento dos preços corrigidos do boi gordo, segundo dados do IEA e Cepea/Esalq, corrigidos pelo indicador de inflação (IGP-DI).
preços corrigidos do boi gordo
Fonte: Dados do IEA e Cepea/Esalq (adaptado por Farmnews)
Os dados acima destacam a perda de valor dos preços do mercado pecuário nacional ao longo das últimas décadas, destacando que no longo prazo a inflação teve variação muito acima do preço do boi gordo, por exemplo.
O fato é que, no valor de hoje, o preço do boi gordo praticado em janeiro de 1987 valeria cerca de R$367,0 por arroba.

Isso significa que os preços corrigidos do boi gordo de 30 anos atrás valem mais cerca de 2,5 vezes a mais que o preço atual (aproximadamente R$145,0 em dez-17, de média).

Por outro lado, quando consideramos um período mais recente (clique aqui), os preços do boi gordo superam a variação acumulada da inflação. Destacando um cenário de recuperação de margem ao longo dos últimos anos.
Mas, claro, é importante lembrar também que o ano de 2017, em especial, tem sido diferente, com o boi gordo caindo mais que a inflação. Vale lembrar que nos últimos 12 meses (dez-16 a nov-17) a inflação medida pelo IGP-M caiu 0,3% enquanto a queda do boi gordo no período foi de 5,6%.
E já que estamos falando de dados históricos, vamos aproveitar a oportunidade de apresentar alguns números históricos da produtividade da pecuária de corte nacional. Clique aqui e confira indicadores de produtividade ao longo dos últimos 100 anos!

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Preço da arroba deve recuar 11,6% em 2017




A arroba do boi gordo deve recuar 11,6% em valores nominais em 2017 sobre 2016, de acordo com estimativa da Agroconsult. É a maior queda anual desde a estabilidade econômica trazida pelo Plano Real. Se confirmada, será o primeiro recuo após um ciclo de quatro anos consecutivos de alta, com um pico anual de aumento neste período de 23,2%, em 2014 sobre 2013.
De acordo com o diretor de pecuária da Agroconsult, Maurício Nogueira, o recuo no preço do boi já era esperado para este ano, mas foi potencializado pela série de crises na pecuária, como as operações da Polícia Federal (PF) envolvendo a fiscalização de frigoríficos, delações da JBS e a suspensão das importações pelos Estados Unidos. "O ano já era de baixa, a expectativa era de queda de 5% a 6%, mas hoje estamos entre 10% e 12%", disse Nogueira durante evento do setor em Ribeirão Preto (SP). "Nem mesmo com a crise dos últimos casos de aftosa, em 2005, a queda (de 8,9% sobre 2004) foi tão grande".
Segundo o consultor, o "mercado pode buscar um nível intermediário (de queda) até o final do ano", desde que não surjam "novos eventos" capazes de trazer novas baixas no preço da arroba. Nogueira avalia que o ritmo de abate está voltando ao normal após a operação Carne Fraca e a crise da JBS. O principal motivo da normalização do mercado é a falta de uma estrutura para a operação de desossa de bovinos em frigoríficos que poderia absorver os animais não destinados à JBS.
"A operação deles (JBS) é importante para fazer chegar carne no mercado da forma como hoje é negociada nos grandes centros, ou seja, desossada. Outro fator importante para a retomada do mercado é a exportação, apesar dos problemas ocorridos", disse o diretor da Agroconsult. "Apesar de acreditarmos em uma virada até o final do ano, o cenário é de baixa, a oferta longa, a demanda fraca e nós comprometemos parte das exportações (com embargos e suspensões)", emendou.
Para Nogueira, se no próximo ano as exportações de carne bovina não melhorarem e se a economia brasileira não crescer no mínimo 3%, a queda nominal no valor da arroba pode ser maior.
Fonte: ESTADÃO CONTEÚDO

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Mercado futuro sinaliza melhora no confinamento

Por Portal DBO em 28/07/2017




O contrato para outubro fechou nesta sexta-feira, 28, a R$ 134,24 a arrobaA recente recuperação dos contratos futuros do boi gordo na B3 deve estimular a etapa final da temporada de confinamento, por causa da perspectiva de melhora da rentabilidade dos pecuaristas no fim do ano - embora o resultado do acumulado de 2017 ainda deva ser fraco.

O vencimento outubro do boi gordo na B3 já subiu cerca de 12% desde a mínima registrada em 21 de junho, de R$ 119,50 a arroba, na esteira da Operação Carne Fraca, da delação da JBS e da suspensão da importação pelos Estados Unidos, além da virada do ciclo pecuário.

"Até duas semanas atrás, o confinador empatava ou perdia dinheiro", afirma Alcides Torres, diretor da Scot Consultoria. "Com o preço ao redor dos R$ 133, a atividade voltou a ser interessante". O contrato para outubro fechou nesta sexta-feira, 28, a R$ 134,24 a arroba.

Apesar disso, resta pouco tempo para a temporada de terminação de gado à base de ração, antes da recuperação das pastagens em outubro - o confinamento leva normalmente três meses. Desta forma, Torres acredita que pecuaristas que têm estrutura própria para a atividade intensiva devem optar por colocar animais no cocho a partir de agora.

O presidente do Conselho de Administração da Associação Nacional da Pecuária Intensiva (Assocon), Alberto Pessina, alertou, no entanto, que não adianta apostar no aumento da disponibilidade de gado se não houver demanda por carne bovina no mercado interno. "No nível atual da B3, começa a ficar viável confinar em algumas praças, mas é preciso olhar o diferencial de base, que é a praça de São Paulo", explica. 

Para ele, poderá haver uma queda na oferta de animais entre agosto e setembro, já que o primeiro giro de confinamento (de maio a julho) foi fraco, com uma desistência entre 5% a 13%, pelo levantamento da Assocon. No ano passado, o levantamento da Assocon, baseado em 1.400 confinamentos, totalizou 3,2 milhões de bovinos confinados.

O resultado final do confinamento, de toda forma, deve frustrar as expectativas feitas pelo mercado no ano passado. As projeções eram de forte crescimento - para até 5 milhões de cabeças, ante cerca de 3,5 milhões em 2016, na projeção da Scot Consultoria - em virtude da forte queda do preço do milho (principal insumo na atividade) e da reposição. "Sendo otimista, acho que vamos chegar a 3,6 milhões de cabeças", estimou Torres.

Em relação à recente recuperação do mercado futuro, o analista Caio Toledo, da consultoria INTL FCStone, afirmou que o menor receio do setor com relação às operações da JBS, que tem conseguido vender ativos e renegociar dívidas, estimulou a participação na B3. "Isso traz uma calmaria para as perspectivas".

Outro motivo apontando por Toledo são justamente as fortes oscilações apresentadas pelo preço da arroba ao longo deste ano. "Pecuaristas estão mais atentos ao mercado financeiro para garantir seu preço mínimo. O volume de operações para hedge tem aumentado muito".
Fonte: ESTADÃO CONTEÚDO