Mostrando postagens com marcador Projeção. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Projeção. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Preços baixos do leite devem desestimular produção

Por Portal DBO em 15/12/2017

Preços baixos do leite devem desestimular produção

A difícil crise enfrentada pelo setor leiteiro neste ano pode ser um fator de grande desestímulo à produção em 2018. A queda drástica dos preços no segundo semestre do ano prejudicou as margens dos produtores, informa a pesquisadora Natália Grigol, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), em artigo para o Boletim do Leite, divulgado nesta sexta-feira, 15.
Conforme ela, em 2017, dois fatores dissonantes protagonizaram a dinâmica do setor: consumo enfraquecido e aumento da produção. O resultado dessa incompatível combinação foi uma contínua queda de preço no campo. De janeiro a novembro, a baixa atingiu 18,2% na "média Brasil" do Cepea (que inclui BA, GO, MG, SP, PR, SC e RS, sem frete e impostos). "Vale destacar que o preço de novembro (R$ 1,0003/litro) foi o menor desde fevereiro de 2010", ressalta Natália.
Para uma parcela mais vulnerável, os preços do leite em baixos níveis acabam estimulando o abate de fêmeas e a gradual transição para o mercado de corte, por meio da mudança de padrão genético do rebanho e cria de bezerros. Para outra parcela, a menor receita se traduz em diminuição dos investimentos direcionados à produção.
Segundo a pesquisadora, com a receita limitada neste ano, muitos pecuaristas não fizeram a reforma das pastagens, o que pode contribuir para a perda de volume e qualidade da produção no ano que vem. Assim, tem-se instaurado a "montanha russa" de preços na cadeia láctea nos últimos anos: com sucessivos desencontros entre oferta e demanda e poucas medidas para diminuir as fragilidades do setor.
Muitos assuntos devem entrar na pauta de discussão do setor em 2018, como a ampliação das negociações com o mercado externo; a necessidade de se elevar a qualidade da matéria-prima; as políticas de pagamento por qualidade; a transparência das negociações entre os elos da cadeia; a necessidade de se elevar o nível de gestão de fazendas e indústrias; a importância de se estimular o consumo de lácteos e a criação de políticas públicas de longo prazo para o setor.
"O caminho, com certeza, é árduo, mas o contínuo processo de organização e profissionalização do setor (resultado das dificuldades enfrentadas nos últimos anos) dá bons sinais de que a mudança começou", pondera Natália.
Fonte: ESTADÃO CONTEÚDO

sábado, 18 de novembro de 2017

Aumento do consumo deve sustentar preço da @ em 2018

Alisson Freitas em 17/11/2017 no site Portal DBO


Depois de um ano repleto de crises e dificuldades, o mercado do boi gordo deve encontrar um cenário bem mais estável em 2018. De acordo com a analista Lygia Pimentel, da Agrifatto, o provável aumento do consumo interno de carne bovina e a redução do desemprego devem contribuir para a sustentação do setor no próximo ano.
“Será um ano de ajustes entre oferta e demanda. É claro que existem riscos, mas não devemos ter tantas oscilações de preços como as vivenciadas neste ano, mesmo sendo um ciclo de baixa”, destacou a analista. Outro indicador citado pela analista é o fato de 2018 ser um ano eleitoral, quando geralmente o consumo de carne aumenta.
Embora as previsões para o próximo ano sejam otimistas, também existem riscos e o maior dele já poderá acontecer no primeiro trimestre. Segundo a analista, com a queda de preços e instabilidades do setor neste ano, muitos pecuaristas seguraram o gado na fazenda. Esses animais devem ir para linha de abate no próximo ano, acarretando no aumento da oferta. O movimento pode ser reforçado pelo provável aumento no abate fêmeas, em função do movimento de retenção dos últimos anos.
“É fundamental que o consumo reaja para equlibrar essa balança”, explicou a analista, acrescentando que se o consumo conseguir diluir os impactos desse eventual aumento de oferta, o setor tem tudo para viver um ciclo de alta já em 2019. “Se essas fêmeas represadas forem abatidas no próximo ano, haverá a falta de bezerros no ano seguinte e isso fará com que os preços voltem a subir, prevê.
Para os últimos meses de 2017, o cenário deve ser de estabilidade de preços. “A arroba oscilou em outubro pelo aumento da oferta de gado terminado em função dos animais vindos de confinamento. Esse cenário deve ser mitigado em meados de novembro”, explica. “Os frigoríficos enxugaram seus estoques nos últimos meses e precisam voltar às compras. Mesmo que o consumo não cresça, os preços devem permanecer nos patamares atuais”, acrescentou.
Em relação à suspensão das exportações de carne bovina de cinco frigoríficos pela Rússia, a analista afirma que a medida terá impacto limitado pelo fato dos países europeus diminuírem suas compras nessa época do ano em função do congelamento dos portos. “Caso surja alguma demanda, a lacuna deixada pelas unidades suspensas deve ser facilmente preenchida pelas demais plantas habilitadas”. 
Fonte: Portal DBO

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Agrolink - IGC eleva previsão para safra de grãos 2016/17; estoques finais devem crescer

9/01/17 - 16:45 
Os estoques globais ao fim da safra 2016/17 estão estimados em um total de 507 milhões de toneladas
O Conselho Internacional de Grãos (IGC, na sigla em inglês)elevou nesta quinta-feira sua projeção para a safra global de grãos em 2016/17 ante uma previsão anterior já recorde, com a evolução impulsionada em parte por melhoras nas perspectivas para a safra de milho da China e para a produção de trigo na Austrália.
A produção total de grãos em 2016/17 deverá subir para 2,094 bilhões de toneladas, 10 milhões de toneladas acima da projeção anterior, divulgada em novembro, e 4 por cento acima dos 2,005 bilhões da temporada anterior.
"A alta resultante na oferta global está altamente ligada a um aumento na projeção do consumo", disse o IGC em relatório, estimando que o consumo global de grãos subirá em 4 por cento, para 2,062 bilhões de toneladas.
Os estoques globais ao fim da safra 2016/17 estão estimados em um total de 507 milhões de toneladas, ante projeção anterior de 504 milhões de toneladas e um total de 475 milhões no ano anterior.
A produção mundial de milho em 2016/17 foi revisada em 3 milhões de toneladas para um recorde de 1,045 bilhão de toneladas.
A China, segundo maior produtor de milho do mundo, deverá ter safra de 219,6 milhões de toneladas, ante projeção anterior de 217 milhões, mas ainda abaixo dos 224,6 milhões de toneladas da safra anterior.
A produção mundial de trigo em 2016/17 foi estimada em 752 milhões de toneladas, ante projeção anterior de 749 milhões e dos 736 milhões da safra anterior.
A maior revisão foi para a Austrália, onde a safra foi estimada em 33,5 milhões de toneladas, ante estimativa anterior de 28,3 milhões e 24,2 milhões de toneladas na safra anterior.
Já a produção global de soja em 2016/17 deverá ser de 334 milhões de toneladas, com retração ante os 336 milhões estimados anteriormente, mas ainda um recorde.
"Além de uma enorme colheita nos Estados Unidos, a produção no Brasil deverá ter um novo recorde, mais do que compensando a queda em outros países, principalmente a Argentina", disse o IGC.