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sábado, 3 de fevereiro de 2018

Preços do boi gordo sofreram quedas acentuadas em janeiro

Por Safras & Mercado em 02/02/2018



Porto Alegre, 02 de fevereiro de 2018 – O mercado de boi gordo apresentou preços acentuadamente mais baixos em janeiro nas principais praças de comercialização e produção do Brasil. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o primeiro mês de janeiro foi dividido em dois momentos bem distintos.
     “Durante as primeiras semanas, os frigoríficos se aproveitaram do lento escoamento da carne para pressionarem o mercado; então os preços perderam sustentação e caíram rapidamente. Já na última semana do mês o quadro mudou; os frigoríficos encontraram dificuldades na aquisição de animais terminados, com escalas de abate encurtadas”, assinalou.
     Conforme sua avaliação, para que os preços do boi gordo encontrem algum espaço para alta agora em fevereiro deveria acontecer uma reação dos preços da carne bovina no atacado, o que de fato pode ocorrer durante a primeira quinzena, devido ao repique tradicional do consumo durante o início de cada mês, com o acréscimo do Carnaval. Já as pastagens permanecem em bom estado favorecendo a retenção dos animais prontos para o abate no campo.?

     Os preços a arroba do boi gordo na modalidade à vista nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 31 de janeiro:
* São Paulo (Capital) – R$ 144,00 a arroba, contra R$ 149,00 em 28 de dezembro. 
* Goiás (Goiânia) – R$ 134,00 a arroba, ante R$ 145,00 a arroba. 
* Minas Gerais (Uberaba) – R$ 136,00 a arroba, contra R$ 146,00 a arroba.
* Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 133,00 a arroba, contra R$ 141,00 a arroba. 
* Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 134,00 a arroba, estável.


Exportações
     As exportações de carne bovina "in natura" do Brasil renderam US$ 425,8 milhões em janeiro (22 dias úteis), com média diária de US$ 19,4 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 99,5 mil toneladas, com média diária de 4,5 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.277,70.
 
    Na comparação com dezembro, houve perda de 17,1% no valor médio diário da exportação, baixa de 16,6% na quantidade média diária exportada e baixa de 0,5% no preço. 
 
    Na comparação com janeiro de 2017, houve avanço de 20,9% no valor médio diário, alta de 14,3% na quantidade média diária e alta de 5,8% no preço médio. 
 
    Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.


       Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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domingo, 21 de maio de 2017

Crise política impulsiona dólar e movimenta soja no Brasil


Em 20/05/2017 

Porto Alegre, 19 de maio de 2017 - A crise política impulsionou o dólar comercial, sustentou os preços domésticos e movimentou o mercado brasileiro de soja na quinta-feira. Os produtores aproveitaram a oportunidade e voltaram com força ao mercado. 
 
    Entre os dias 11 e 18 de maio, o dólar comercial apresentou valorização de 7,7%, fechando a quinta a R$ 3,39. As denúncias de que o presidente Michel Temer teria avalizado o pagamento de propina ao ex-deputado Eduardo Cunha pela JBS trouxe instabilidade ao mercado financeiro. 
 
    A disparada do dólar deu competitividade à soja brasileira. Os preços 
subiram de forma generaliza. No Porto de Paranaguá, a saca subiu de R$ 69,00 para R$ 71,50 no período. Em Rio Grande, o preço passou de R$ 69,50 para R$ 72,00. 
 
    As especulações dão conta de que cerca de 500 mil toneladas trocaram de mãos na quinta, diante da reação dos preços internos e da queda nos prêmios de exportação. As cotações subiram também no interior. 
 
    Em Passo Fundo (RS), o preço passou de R$ 64,50 para R$ 68,00 entre 11 e 18 de maio. Em Cascavel (PR), a cotação avançou de R$ 63,00 para R$ 64,00. Em Rondonópolis (MT), a saca subiu de R$ 59,00 para R$ 62,00. Em Dourados (MS), a cotação subiu de R$ 57,00 para R$ 58,50. Em Rio Verde (GO), a cotação avançou de R$ 59,00 para R$ 62,50. 
 
    Com a valorização do dólar, os compradores internacionais voltaram suas atenções ao Brasil. Em consequência os preços caíram na Bolsa de 
Mercadorias de Chicago (CBOT). Na quinta, os contratos com vencimento em julho indicavam desvalorização de 1,65% no período, encerrando a quinta-feira a US$ 9,50 . 
 
     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
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Milho tem dias de lentidão, ainda mais com crise política no Brasil

Em 19/05/2017


Porto Alegre, 19 de maio de 2017 - O mercado brasileiro de milho manteve um ritmo de calmaria na comercialização na semana. E a lentidão foi ainda mais marcante nesta quinta-feira, com a crise política deflagrada na noite da quarta-feira (17) com as denúncias contra o presidente Michel Temer.
 
    Esse quadro já era aguardado pelo setor, uma vez que as notícias bombásticas na noite de quarta-feira alteraram sensivelmente a paridade cambial, com a forte valorização do dólar. Com isso, tanto consumidores quanto produtores optaram pela retração, aguardando por novidades da crise política.
 
    Nos portos de Santos e Paranaguá, a referência ficou em R$ 28,50/29,00 a saca para o disponível. No Paraná, a cotação ficou em R$ 25,00/26,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, o preço esteve em R$ 26,00 a saca na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 29,00 a saca.
 
    No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 26,50/27,50 em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 26,50 em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 21,50/22,50 em Rio Verde. Em Mato Grosso, preço ficou em R$ 16,50/19,00 a saca.
 
Leilões
 
    O analista de SAFRAS & Mercado Paulo Molinari acredita que os leilões de milho da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no próximo dia 25 de maio,ofertando cerca de 1,2 milhão de toneladas, terão uma boa demanda. "Agora os prazos para a confirmação dos negócios nos leilões serão para julho, o que já atinge uma parcela maior da colheita", ressalta.
 
    Serão leiloados 7.400 Contratos de Opção de Venda de Milho em Grãos, de27 toneladas cada, através do aviso 102/2017), 500 mil toneladas de Prêmio de Escoamento (PEP), por meio do aviso 103/2017 e 500 mil toneladas de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro), através do aviso 104/2017.
 
     Edição: Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
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Preços do boi gordo caem com reflexos também no atacado

Em 19/05/2017


  Porto Alegre, 19 de maio de 2017 - O mercado de boi gordo teve preços mais baixos na terceira semana de maio. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, apesar do caos político envolvendo o país neste momento, o cenário ainda é baixista para a pecuária de corte, considerando que a oferta de animais terminados ainda é considerável. "Os frigoríficos em geral não tem encontrado dificuldades na composição de suas escalas de abate, que permanecem posicionadas entre 5 e 7 dias úteis", coloca.
 
    A queda da matéria-prima tem tido reflexos também no atacado. Segundo 
Iglesias, a perspectiva é pela intensificação desse movimento no curto prazo, em linha com o perfil de consumo do mercado neste momento. "Além disso, a oferta de carne bovina cresce de maneira considerável no mercado interno", aponta.  
 
     Exportações 
 
 
    As exportações de carne bovina "in natura" do Brasil renderam US$ 157,5 milhões em maio (9 dias úteis), com média diária de US$ 17,5 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 37,6 mil toneladas, com média diária de 4,2 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.194,30.
 
   Na comparação com abril, houve ganho de 7,7% no valor médio diário da 
exportação, alta de 7% na quantidade média diária exportada e ganho de 0,6% no preço médio.  Na comparação com maio de 2016, houve perda de 7,7% no valor médio diário, baixa de 13,2% na quantidade média diária e valorização de 6,4% no preço médio. Os dados são do Ministério da 
Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de 
Comércio Exterior.
 
 
      Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
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quinta-feira, 13 de abril de 2017

Boi gordo começa a reagir após vendaval provocado por investigação


  Porto Alegre, 13 de abril de 2017 – O mercado físico de boi gordo teve uma semana de preços entre estáveis a mais baixos, mas já com alguma sinalização positiva após o vendaval provocado pela Operação Lava Jato. “Muitas unidades frigoríficas se mantiveram afastadas durante a semana”, aponta o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

      Segundo ele, a semana trouxe um novo elemento: as escalas de abate estão curtas de uma maneira geral nos frigoríficos. “Isso resulta em muita dificuldade para a compra de gado”.
     Os preços da carne no atacado, que começaram a reagir nos últimos dias com uma demanda mais aquecida, resultante do recebimento da massa salarial, podem ter reflexos sobre os valores que os pecuaristas recebem pelo boi gordo caso o movimento se intensifique na próxima semana.
     A média de preços da arroba do boi gordo nas principais praças de comercialização ficou assim na segunda semana de abril:
* São Paulo – R$ 138,92 a arroba, contra R$ 140,27 na primeira semana. 
* Goiás – R$ 125,00, estável. 
* Minas Gerais – R$ 130,00, contra R$ 132,00 a arroba.
* Mato Grosso do Sul – R$ 129,83, estável. 
* Mato Grosso – R$ 121,33, contra R$ 122,83 a arroba.


Exportações
     As exportações de carne bovina "in natura" do Brasil renderam US$ 84,2 milhões em abril (5 dias úteis), com média diária de US$ 16,8 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 20 mil toneladas, com média diária de 4 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.204,20.
 
    Na comparação com março, houve perda de 4% no valor médio diário da exportação, baixa de 6,2% na quantidade média diária exportada e ganho de 2,3% no preço médio. 
 
    Na comparação com abril de 2016, houve perda de 0,6% no valor médio diário, baixa de 7,4% na quantidade média diária e valorização de 7,3% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.