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quarta-feira, 24 de maio de 2017

Forrageiras de inverno incrementam produção de leite

Por Marina Salles
Em 23/05/2017 no site Portal DBO


No inverno, a oferta de pasto diminui e para não ficar à mercê da escassez de alimento, o produtor, especialmente da região Sul, têm uma opção à mão: o plantio de forrageiras. “Seja a aveia preta, azevém ou trigo, as forrageiras recobrem o solo e têm potencial de aumentar a produtividade dos animais no período seco”, afirma Renato Serena Fontaneli, pesquisador da Embrapa Trigo.
Estudioso dos sistemas integrados, ele vê na combinação da lavoura e pecuária uma oportunidade que pode triplicar a produção de vacas leiteiras no inverno, saltando de 10L/vaca/dia, média no Estado, para até 30L/vaca/dia, com suplementação proteica e dieta a pasto. Veja algumas alternativas de forragem:

Aveia preta - Forrageira anual de inverno mais usada para pastejo no Sul do Brasil, a aveia preta geralmente é plantada em consórcio com leguminosas ou com o azevém de março a abril. “Com com possibilidade de cultivo em plantio direto, logo após a soja, pode ser pastejada, fornecida no cocho, e também é uma opção para produzir feno ou silagem”, diz Fontaneli.

Para atingir o máximo aproveitamento durante o pastejo, atenção deve ser dada ao seu potencial nutritivo. De seis a oito semanas após a emergência da aveia, as plantas devem ter de 25 a 30 cm, sendo recomendado que amostras a 5, 6 ou 7 cm do solo apresentem de 700 a 1.500 kg/ha de massa seca acumulada. Feito o ingresso na hora certo no pasto, as plantas devem ser pastejadas até a altura máxima de aproximadamente 7 cm, o que garante uma rebrota vigorosa.

Azevém - Bem quisto pelos produtores, em função do seu alto valor nutritivo, o azevém também é muito usado, especialmente no Rio Grande do Sul. Segundo Fontaneli, pode servir para pastoreio, fornecimento no cocho, fabricação silagem pré-secada e fenação. “Apesar de apresentar desenvolvimento inicial lento, o azevém chega a produzir, até setembro, maior quantidade de forragem do que outras espécies de inverno”, afirma. Semeado de março a junho, ele é comumente consorciado com a aveia preta e o centeio.

Caracteriza-se também por ser uma gramínea tolerante ao pisoteio, que permite o pastejo por até cinco meses, a partir de agosto, sempre e quando a carga animal estiver ajustada à disponibilidade de alimento. Outro dado importante é que descansos de quatro a seis semanas para o pasto são essenciais para aumentar sua produtividade de matéria seca.

Trigo - Usado para a produção de farinha, o trigo ganhou novas cultivares nos últimos anos e hoje tem período vegetativo mais longo, o que abre espaço para que cumpra dois diferentes propósitos. O primeiro deles, segundo Fontaneli, é o pastejo, que acontece geralmente de maio a agosto, sendo o segundo a produção de grãos, já no rebrote. Cultivares mais recentes, a BRS Figueira, BRS Umbu, BRS Tarumã, BRS Guatambu e BRS 277 têm sido usadas para essas finalidades. “Costumamos chamar essas variedades de trigo flex, justamente pela característica de duplo propósito”, comenta o pesquisador. 

Assim como no caso do trigo convencional, a recomendação é que o trigo flex seja adubado. “A diferença é que o ideal é fracionar a dose de adubo nitrogenado, de acordo com o número de cortes ou pastejos”, informa o pesquisador. Para reposição de cada 1.000 kg de matéria seca/ha, deve-se adicionar de 25 a 30 kg de N/ha (à exceção de solos com mais de 5% de matéria orgânica). A semeadura acontece em plantio direto.

O trigo de duplo-propósito pode começar a ser pastejado ou cortado quando as plantas atingem mais de 20 cm de altura, cerca de 42 a 70 dias após a sua emergência. A partir daí,  o segundo corte ou pastejo pode levar entre 28 e 35 dias para ser feito. O limite para pastejo deve respeitar a altura de 5 a 7 cm para haver rebrote. 
Mais informações sobre essas e outras forrageiras de inverno estão disponíveis no quarto capítulo do livro Forrageiras para Integração Lavoura-Pecuária-Floresta na região Sul-Brasileira, do qual Fontaneli é um dos autores.
Fonte: Portal DBO

Braquiárias: vilãs ou vítimas dos problemas nos animais?

Em 23/05/2017 no site MilkPoint.

As tão famosas e conhecidas braquiárias (Urochloas), são em sua maioria, originárias do continente africano. Por meio das mais diversas espécies existentes, por volta da década de 90, as braquiárias espalharam-se por todo o mundo, graças às suas características próprias e individuais como resistência à seca, alagamentos, doenças e pragas, além de serem de fácil multiplicação e adaptabilidade.

No Brasil não foi diferente e, graças a elas, conseguimos “colonizar” com o gado praticamente todo o interior do Brasil - de norte a sul. Sendo assim, as pastagens brasileiras, em seus quase 180 milhões de hectares, são em grande parte, formadas com pastagens de gramíneas do gênero Brachiaria. 

No entanto, atualmente, os capins do gênero Brachiaria, passaram a ter outra nomenclatura, chamada de Urochloa (taxonomicamente), mas tal mudança do nome não altera as características individuais de cada espécie ou variedade já conhecidas por nós, as quais podemos citar:

- O chamado Braquiarão (Brachiaria brizanta) e seus diversos cultivares como: MG-4, MG-5 (ou Xaráes) Vitória, Marandu, Piatã, entre outros. São muito utilizados para rotacionar as vacas de leite, pois possuem de média a alta produtividade e são relativamente menos exigentes em fertilidade do solo quando comparados às do gênero Panicum, como o Tanzânia e o Mombaça;

- A Brachiaria arrecta, conhecida pelo capim braquiária do brejo. Suporta o alagamento nas áreas de baixadas que são alagadas temporariamente ou com umidade moderada;

- A Brachiaria mutica (no Brasil chamada de capim angola). Ela vegeta áreas de várzeas ou também, sujeitas às inundações;

- A Brachiaria ruziziensis (cv. Ruziziensis) é a mais indicada e utilizada na integração lavoura pecuária. Não é usada nos sistemas leiteiros por falta de aquisição cultural;

- A Dictyoneura é a Brachiaria humidicol. O seu cultivar, o Llanero, é utilizado também na formação de pastagens para equinos;

- A Brachiaria decumbens (cv. Balisk) e a Brachiaria humidicola são chamadas popularmente de braquiarinhas. Elas são famosas por causar intoxicação nos cavalos (“doença da cara inchada”). Para as vacas leiteiras, elas são totalmente possíveis de serem utilizadas mas produzem pouco por área e por isso, suportam baixas lotações. Ainda, são acometidas pelas cigarrinhas das pastagens, fato preocupante para os diversos sistemas que as utilizam. 

Dentre as mais diversas espécies naturais existentes, além das que vêm sendo criadas ao longo dos anos pelas empresas, pode-se dizer que existem braquiárias para todos os gostos e tipos de solos, podendo ser elas mais ou menos exigentes em nutrientes. Elas podem se adaptar nas mais diversas regiões do país, como já mencionado, sejam elas amparadas por solos ricos em matéria orgânica, ou pobres, de baixo pH, podendo até conter alumínio, ou até mesmo serem solos alagados. 

Como podemos perceber, as Urochloas passaram por diversas evoluções e adaptações ao longo de milhares de anos. Sabe-se que algumas braquiárias como a humidicola e a decumbens, são ricas em oxalatos, assim como outras gramíneas, entre elas a Kikuio (Pennisetum clandestinum), a Setaria asceps cv. Kazungula, a Digitaria decumbens cv. Transvala e entre os Panicum, o Panicum maximum cv. Colonião, entre outras. 

Problemas relacionados ao consumo das braquiárias
Para os bovinos, a fotossensibilização é o problema mais comum de acontecer. Mas o que é a fotossensibilização? É um distúrbio que acomete principalmente os ruminantes, sendo os jovens os mais susceptíveis. Os aspectos patogênicos da fotossensibilização estão diretamente relacionados à ação da esporodesmina, que é uma toxina presente nos esporos do fungo Pithomyces chartarum encontrado normalmente na massa vegetal morta (no caso da Brachiaria em função do seu hábito de crescimento decumbente) especialmente das pastagens cultivadas.

A toxina provoca lesões nos ductos biliares do animal, prejudicando o fluxo da bile (indispensável no processo digestivo), impedindo que ocorra a eliminação da filoeritrina (liberada com a bile) pelo organismo (processo normalmente efetuado nos animais sadios). 

Com a impossibilidade de ser eliminado junto com a bile, a filoeritrina, resultante do metabolismo normal da clorofila presente na planta forrageira, se acumula na circulação periférica e, com a incidência dos raios solares, induz às lesões cutâneas (feridas com aspectos de cicatrizes na pele). O tratamento consiste no uso correto de manejo, mudando o animal de pastagem, utilizando outra espécie ou cultivar de forrageira, promovendo sombra e ainda, administrando algumas medicações. Todas essas medidas são importantes, mas o manejo adequado é a melhor saída.

Além disso, as braquiárias também ‘levam a fama’ de intoxicar os equinos. E por que isso acontece? Será que as braquiárias humidicolas ou decumbens são mesmo as vilãs? Elas são tão ruins que acabam matando os cavalos por intoxicação ou também são vítimas como os cavalos já que a maioria dos problemas ocorre devido ao manejo errado? Vale lembrar que a doença que acomete os cavalos relacionado ao consumo de braquiária deixa-os com a cara inchada e se chama hiperparatireoidismo nutricional secundário ou osteodistrofia fibrosa. 

Como as braquiárias produzem uma boa quantidade de massa seca e são poucos exigentes em fertilidade do solo, além de fácil formação e manutenção, são também utilizadas na alimentação dos equinos como já mencionamos. Porém, muitos cavalos acabam se intoxicando pelo fato de não terem outras opções de consumo além da B. humidicola, fato que potencializa o surgimento do problema. O animal precisa ter outras opções de capins na hora do consumo. Mas o que acontece com a B. humidicola? 

Assim como em outras braquiárias e outros capins citados acima, ela produz uma substância chamada oxalato e que, ao ser ingerida, gera uma dificuldade na absorção de cálcio pelo organismo dos animais (principalmente equinos). E como isso acontece? O oxalato se une ao cálcio e forma um quelato, que é eliminado pelas fezes, impedindo que o cálcio realize as suas funções vitais. Consequentemente, o cálcio é retirado dos ossos dos animais a fim de suprir a deficiência causada no organismo.

Além disso, é muito comum estar aliada a isso uma dieta desequilibrada, com o uso de um sal inapropriado para equinos, fornecimento de grandes quantidades de grãos de milho ou farelo de trigo (que com o tempo, podem contribuir com o excesso de fósforo na dieta), entre outros.

Por mais que os níveis de cálcio estejam certos, o excesso de fósforo, após alguns meses, causa um desequilíbrio na relação Ca:P. Por isso, o consumo de braquiárias (oxalato) dia após dia, bem como, o excesso de fósforo na dieta sem os devidos e mínimos cuidados, podem resultar em um cavalo doente e com risco de morte se o diagnóstico não for rápido, correto e preciso.

Em suma, a utilização do capim braquiária hoje é realidade. Com certeza, para os produtores, se a utilização da braquiária é ruim, pior seria sem ela, já que é um capim mais rústico e que tolera desaforos pela falta de manejo ou até mesmo adubação. O que falta é entendimento já que, como todos os capins, as braquiárias requerem particularidades e, se elas forem atendidas, com certeza a produção animal irá ganhar muito com o seu bom uso nos sistemas de produção.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Embrapa lança novas réguas de manejo de pastagem

Marina Salles
15 de março de 2017 - 17:25 no Portal DBO

Importantes ferramentas para monitorar o pastejo, as réguas de manejo da Embrapa Gado de Corte sofreram atualizações. As principais mudanças, de acordo com o pesquisador José Alexandre Agiova da Costa, consistem na alteração das alturas de manejo de algumas cultivares; retirada de outras, em desuso; e a inclusão de novos capins, como a recém-lançada braquiária Ipyporã e o panicum BRS Quênia.
Estão contemplados também nas novas réguas capins com um ou até dois anos de lançamento no mercado, como os panicuns Zuri e Tamani e a braquiária Paiaguás. “Com essa atualização, a Embrapa acompanha a chegada das novas cultivares, que normalmente levam um tempo para serem multiplicadas pelas empresas parceiras e chegar ao mercado”, afirma Agiova. Capins mais tradicionais como o Marandu e as braquiárias Xaraés, decumbens e Piatã continuam a ter marcações na régua, tendo sido incluída também a humidícola BRS Tupi. No caso dos panicuns, o Massai, Mombaça e Tanzânia são as outras variedades presentes.
Uso na propriedade - Com faixas em vermelho e verde, as réguas indicam qual o momento certo de colocar ou tirar animais do pasto, no caso do pastejo contínuo, ou de entrar e sair com o rebanho, no caso do pastejo rotacionado. “O uso é bem simples e intuitivo, sendo a diferença entre os dois tipos de pastejo que no rotacionado o animal entra no limite superior da régua e sai no limite inferior. Enquanto no pastejo contínuo qualquer ponto da faixa verde é considerado correto para manter a taxa de lotação”, explica o pesquisador da Embrapa Gado de Corte.
Para fazer as medições, Agiova recomenda que o produtor percorra o pasto procurando se distanciar da porteira, do cocho e das áreas de bebedouro, onde a tendência é que o terreno esteja mais pisoteado. “Em uma área com extensão de 50 metros, ele pode fazer 10 medições e, se encontrar resultados como: 3 medidas acima da altura, 4 abaixo e 3 no meio da faixa verde, está tudo normal, podendo ser mantidos os animais na área”, exemplifica. Como o pasto costuma ser desuniforme, o comportamento natural do rebanho, segundo ele, é ir buscando as áreas de subpastejo para consumir as folhas remanescentes, igualando pouco a pouco o nível do capim.
Quanto ao período de uso da régua, o indicado é que seja na transição da seca para as águas e durante toda a estação chuvosa. “Porque são nesses 7 a 9 meses que você vai ter o crescimento da forragem”, diz o pesquisador.
Importância da régua - Manejando bem a pastagem, o produtor evitará tanto que o capim fique fibroso e senil quanto que haja degradação da área. “Se ele deixa passar da altura recomendada, cresce mais a estrutura que sustenta a planta - o caule, o talo - e diminui seu valor nutritivo, sendo reduzido também o ganho de peso dos animais”, explica.
Na contramão disso, ou seja, se o pasto sofre com o superpastejo, outros problemas surgem, como a degradação da pastagem. “Se a altura do pasto é inferior à recomendada, ele vai perdendo capacidade de rebrota, perde capacidade de suporte e pode terminar entrando em processo de degradação”, conclui Agiova.
Hoje, as duas empresas licenciadas para comercializar a régua de manejo de pastagens desenvolvida pela Embrapa Gado de Corte estão localizadas no Estado de São Paulo. Uma delas é a Prático Indústria e Comércio, de Garça, cujo telefone é o (14) 3406-2718 e a outra a Polite Polímeros e Tecnologia, de Marília, que pode ser contatada pelo (14) 3417-5684. 
Fonte: Portal DBO

segunda-feira, 13 de março de 2017

Ipyporã, a forrageira resistente a cigarrinha. Saiba mais!

13 de março de 2017

A cultivar é resultado do cruzamento de Brachiaria ruziziensis com Brachiaria brizantha e reúne as melhores características de cada uma delas, na opinião dos envolvidos na criação do material e que a consideram um novo início para as pesquisas em melhoramento de braquiárias no País.
“A cultivar apresenta a excelente resistência a cigarrinhas de uma B. brizantha e o alto valor nutritivo da B. ruziziensis”, revela a melhorista da Embrapa Cacilda Borges do Valle.
O longo período em teste foi necessário para avaliar resistência a cigarrinhas, resposta à fertilidade, pastejo, tolerância ao encharcamento e multiplicação de sementes.
A forrageira destaca-se pela resistência a diferentes espécies de cigarrinhas, constatada tanto em relação àquelas típicas das pastagens, como Notozulia entreriana e Deois flavopicta como em duas do gênero Mahanarva – M. fimbriolata, da cana-de-açúcar, e Mahanarva sp.
O desempenho do capim no campo é outro ponto positivo. Após dois anos em avaliação em pastejo rotacionado em Mato Grosso do Sul, concluído em setembro de 2014, a BRS Ipyporã apresentou elevado valor nutritivo e ganho médio diário maior, em comparação com o capim-marandu, o ‘braquiarão’ ou ‘brizantão’.
O braquiarão  alcançou uma média GMD em 0,578 kg/animal.dia e GPVA, 1.190 kg/ha.ano.
“A taxa de lotação do marandu é maior e ele cresce mais que a ipyporã, porém o híbrido tem mais qualidade nutricional, a taxa de digestibilidade é alta e consegue-se melhor performance no ganho médio diário. A taxa de lotação do marandu é compensada pelo ganho de peso da ipyporã”, analisa Valéria Pacheco, especialista em manejo de pastagem.
Outro fator que justifica o aumento na demanda por sementes de forrageiras é o aumento na adoção de sistemas integrados. Vitor Del Alamo, pesquisador da Embrapa Produtos e Mercado (DF), considera que a forrageira inserida como cultura nesses sistemas, usada tanto na produção de palha para plantio direto quanto no pastejo permite projetar um aumento na demanda para os próximos anos.
Dalízia Aguiar e Gabriel Faria  – Embrapa Gado de Corte e  Embrapa Agrossilvipastoril

quinta-feira, 9 de março de 2017

Capim BRS Quênia é lançado celebrando os 40 anos da Embrapa!



A cultivar de capim BRS Quênia, que alia importantes atributos de qualidade para alimentação animal, é lançada na Dinapec em Campo Grande (MS).

Com alta produção, forragem de qualidade e fácil manejo, o capim favorece a intensificação da produção animal e supre demandas de mercado por plantas da espécie Panicum maximum.
A cultivar híbrida foi desenvolvida pela Embrapa em parceria com a Associação para o fomento à pesquisa de melhoramento de forrageiras (Unipasto) e as sementes devem estar disponíveis no mercado em agosto deste ano.
Resultado de décadas de estudo, o capim BRS Quênia é a prova da experiência, dedicação e competência dos cientistas que trabalham com programa de melhoramento genético, no caso, de cultivares de Panicum maximum.
“O capim BRS Quênia é uma combinação perfeita e por ser híbrida supera em todos os quesitos”. A afirmação é de sua criadora, a pesquisadora Liana Jank, que há dois anos juntamente com outros pesquisadores, lançou no mercado o primeiro híbrido de panicum, a BRS Tamani.
Os estudos passaram por uma série de seleções: visual, resistência a pragas e doenças, desempenho animal, pastejo, resposta à adubação e produção de sementes. A planta se sobressaiu em todos os ensaios que foram conduzidos nos Estados de Mato Grosso do Sul, Brasília, Rondônia, Acre, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Quanto ao desempenho animal o capim BRS Quênia superou outras cultivares de panicum tanto nas águas quanto na seca.

A pesquisadora Liana Jank observa que mesmo não havendo diferenças significativas no ganho de peso, durante o período das águas, o desempenho animal foi 17,6% superior quando comparado com outra cultivar.
E nos ensaios realizados sob pastejo no Bioma Amazônia, o capim BRS Quênia também foi superior no ganho de peso animal comparado ao capim Tanzânia, com peso vivo superior a 860 quilos por hectare na média dos dois anos de estudos, o que equivale a 28,7 arrobas por hectare por ano.
Isso, segundo os pesquisadores, se deve ao fato de a BRS Quênia possuir colmos mais tenros, valor nutritivo superior com maior digestibilidade da matéria orgânica e maiores teores de proteína bruta. Ainda na região, em Rio Branco, no Acre, o comportamento da planta foi avaliado como intolerante ao encharcamento do solo, portanto, essa cultivar deve ser plantada em solos bem drenados – recomendam os pesquisadores.
“O principal diferencial da BRS Quênia, em relação às cultivares Tanzânia e Mombaça é a melhor arquitetura de planta, com touceiras de menor tamanho, maior densidade de folhas verdes e macias, colmos tenros e menores porcentagens de material morto, facilitando o manejo do pastejo e a manutenção da estrutura do pasto mais favorável ao elevado consumo da forragem pelo gado”, revela Liana Jank.

O lançamento do capim BRS Quênia faz parte da programação dos 40 anos da Embrapa Gado de Corte.

Eliana Cezar, Embrapa Gado de Corte: gado-de-corte.imprensa@embrapa.br

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Portal DBO - Guandu é alternativa para bovinos na seca

24 de janeiro de 2017 - 16:24

BRS Mandarim é opção para recuperação de pastagem degradada e ganho de peso dos animais no inverno 

A Embrapa Pecuária Sudeste apresenta a forrageira Guandu BRS Mandarim durante a Dinapec, que ocorre de 8 a 10 de março, em Campo Grande (MS). Além de ser um opção para recuperação de pastagem degradada quando consorciada com braquiária, tem se observado ganho de peso dos animais no inverno. 
Segundo a agrônoma Lívia Mendes de Castro, da área de Transferência de Tecnologia da Embrapa Pecuária Sudeste, observou-se significativo ganho de peso vivo do gado na estação seca. “No inverno, quando geralmente ocorre queda de peso, os bovinos que se alimentaram do Guandu BRS Mandarim tiveram aumento do peso”, conta.
Enquanto a maior parte do pasto, na época de estiagem de chuva, apresenta qualidade baixa, o guandu permanece verde e suas flores e vagens atraem os animais. 
O guandu é uma tecnologia de baixo custo de implantação, fácil manejo e tem alto potencial para adubação verde, melhorando a fertilidade do solo. Por ser uma leguminosa, fixa Nitrogênio nas raízes. Dessa forma, em sistemas de consórcio com braquiária, o produtor recupera o pasto sem a necessidade de usar adubação nitrogenada. Além disso, auxilia na descompactação do solo, permitindo que o sistema radicular da gramínea consorciada atinja profundidade maior e seja mais resistente à seca.
A persistência do guandu na área é por volta de três anos, sendo necessário novo plantio após esse período. A linhagem BRS Mandarim pode ser plantada em qualquer tipo de solo, por ser resistente a baixa fertilidade. Mas não tolera solos encharcados. 
Para outras informações consulte a Embrapa Pecuária Sudeste pelo site www.embrapa.br/pecuaria-sudeste ou pelo Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC). 
Fonte: Embrapa

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Portal DBO - Manejo correto garante maior produção de carne

3 de janeiro de 2017 - 14:22

Especialista da Embrapa Gado de Corte lista o passo a passo de como deve ser feito o trato da pastagem, desde o primeiro pastejo

Zootecnista da Embrapa Gado de Corte e um dos idealizadores da régua de manejo de pastagens, Haroldo Pires de Queiroz fala sobre o primeiro pastejo. Saiba mais também sobre as formas de manejo e o uso da régua nesses processos:
1) Recomendações para o primeiro pastejo
Depois de formada a pastagem é muito importante que seja feito seu manejo, o que funciona como uma espécie de continuidade da formação do pasto. Esse primeiro manejo tem como objetivo inicial uniformizar a altura da pastagem, já que as plantas não germinam e nem crescem na mesma altura. Daí, segundo o técnico, a necessidade de começar de um ponto correto o manejo da pastagem, "de uma altura correta", diz.
O primeiro pastejo deve ser feito quando a planta atingir mais ou menos 80% da altura recomendada, normalmente, para pastejo. Por exemplo, uma Braquiária brizantha que tem altura máxima de manejo de 40 centímetros deve receber o primeiro pastejo entre 30 e 40 cm.
No caso do capim Tanzânia, em que a altura de entrada costuma ser 75 cm e a de saída 35 cm, no primeiro pastejo deve ser de 60 e 40 cm, respectivamente. "Inicia-se o pastejo um pouco antes e ele termina um pouco antes para poupar a planta", afirma Pires. Isso acontece entre 40 e 70 dias após a germinação da pastagem recém-formada, dependendo das condições de temperatura e umidade. O primeiro pastejo deve ser feito tanto para uma pastagem recém-formada em área recém-aberta ou em pastagem reformada e replantada.
Feito isso, o segundo e mais importante objetivo do primeiro pastejo é eliminar os pontos de brotação que as plantas têm nas pontas, a chamada gema apical. E estimular as gemas que estão na sua base, de modo que tenha bastante perfilhos, seja mais vigorosa e cubra melhor o solo. 
Por isso, assim que a planta atinge a altura, a recomendação é não deixar passar do ponto, não esperar que fique alta demais e, principalmente, não esperar que venha uma ressemeadura. Pires explica por que: "não se espera semear para dar o primeiro pastejo, porque a planta vai quase definhar, enquanto o objetivo de melhorar a cobertura do solo se obtém não com o aumento de plantas, a partir das sementes que caem, mas pelo estímulo ao perfilhamento da planta, quando você remove a gema apical e deixa a gema basal, perto do solo, formar novas plantas", diz.
2) Objetivos do manejo e como atingi-los
Os principais objetivos do manejo são aumentar a vida útil da pastagem - ao mesmo tempo em que se quer uma máxima produção de forragem  - e que os animais tenham bom desempenho com o maior ganho de peso possível na área. Pode soar contraditório, já que de um lado a ideia é poupar a planta para que tenha uma vida útil mais longa, sem degradar o ambiente, enquanto de outro se quer extrair o máximo de forragem da área com a maior qualidade possível, de modo que a produção de carne aumente.
Para Pires, apesar de aparentemente contraditórios os objetivos são passíveis de ser conciliados. "O manejo tem um componente muito importante que é a adubação da pastagem, reposição dos nutrientes que foram extraídos do solo pela planta e exportados da área pelo animal", afirma o técnico. Além disso, outro ponto de grande importância são as alturas corretas em que a pastagem vai ficar no máximo e no mínimo. São ainda componentes do manejo o controle das invasoras e pragas e, eventualmente, a irrigação. 
3) Manejo contínuo
Nas pastagens de crescimento lento, você deve tentar equilibrar a oferta de forragem, o crescimento das pastagens e a taxa de lotação. "Por exemplo, com os capins Marandu, Xaraés e Piatã você tem que manter uma taxa de lotação de maneira que a altura máxima no pastejo contínuo seja de 40 cm", afirma o técnico. De acordo com ele, o ideal é reduzir a taxa de lotação quando essa pastagem baixar dos 20 cm. "O pastejo contínuo é uma abstração, porque de tempos em tempos é necessário retirar todos os animais da área e dar algum descanso para que a pastagem se recupere. Na realidade, a maior parte das áreas é manejada de modo alternado e não continuadamente, o ano todo com animais na área", esclarece. 
4) Manejo rotacionado
No pastejo rotacionado o alvo é bem definido com altura de entrada e altura de saída dos animais para que a planta tenha a maior produção e os animais o maior desempenho. Cada espécie de forragem tem um ponto em que vai se iniciar pastejo e isso coincide com a máxima produção de folhas.
"Só que como a planta faz fotossíntese e depende da luz solar, ela tende a produzir folhas para captar o máximo de luz e chega ao ponto de sombrear com as folhas de cima as de baixo e a própria planta", explica o técnico. Nesse momento, o que acontece é que ela começa a alongar o caule para que entre luz entre as folhas e depois, quando não consegue mais alongar o caule, ela mata uma folha de baixo para dar vida a uma folha em cima. "Esse ponto, em que ela começa a alongar o caule, é o ponto em que se deve iniciar o pastejo", diz Pires.
Geralmente, também é nessa hora que a planta intercepta 90 - 95% da luz que incide na área, o que está relacionado à altura estipulada para entrada dos animais no pasto. No caso do capim Mombaça, esses 90% de interceptação se dão por volta dos 90 cm de altura do capim. Para o Tanzânia a altura é de 70 cm e para o Massai de 55 cm. Para o capim Zuri varia em torno de 80 cm e o Tamani, de 50 cm.
Já o ponto de saída é aquele ponto em que foi consumida toda a parte de boa qualidade da planta, mas que ainda há um resíduo que permite seu crescimento rápido, para dar início a um novo pastejo. "Você deve retirar os animais com certa reserva de plantas, para que essa pastagem se recupere e cresça rapidamente", explica Pires.
Esse ponto de equilíbrio varia também de espécie para espécie forrageira. O capim Mombaça, que tem a altura correta de entrada por volta de 90 cm, tem o ponto de saída em torno de 40 cm. O Tanzânia que entra aos 70 cm exige que os animais sejam retirados quando atinge os 35 cm. No Massai a entrada é aos 55 cm e a saída aos 25 cm. No Zuri, que o rebanho entrou com 80 cm, deve sair com 35 cm. E no Tamani, a medida de entrada é de 50 e a de saída de 25 cm. Níveis que garantem uma boa rebrota e um novo ciclo de pastejo rotacionado.
5) Pastejo contínuo ou rotacionado?
O que leva o produtor a optar por um sistema de pastejo ou outro é o custo operacional da mão de obra, que é muito maior no pastejo rotacionado. "Isso acontece porque você precisar avaliar, diariamente, o ponto de saída dos animais. Verificar qual o próximo piquete para onde eles vão, qual piquete que atingiu a altura correta", diz Pires. Além disso, o pastejo rotacionado implica divisão de áreas e  gasto maior com cercas.
"Você só vai optar pelo pastejo rotacionado, com esse gasto maior tanto com instalações quanto com mão-de-obra, se a planta responder com crescimento intenso e alta capacidade de suporte. É o caso do capim colonião e pennisetum", argumenta o técnico da Embrapa.
Já as pastagens que têm crescimento mais lento, taxa de lotação mais baixa, podem ser manejadas contínua ou alternadamente, com o menor gasto de mão-de-obra, com áreas maiores e com menor número de cercas.
6) Ferramentas de manejo
O manejo é relativamente simples, o que o produtor precisa é de disciplina para manejar a planta nas alturas adequadas e de uma ferramenta física para ele verificar a altura do pasto.
Para isso a Embrapa desenvolveu uma régua de manejo, onde se marcam os pontos de entrada e de saída para as espécies de pastejo rotacionado. As alturas de entrada e as alturas de saídas estão assinaladas na régua, criando uma faixa de utilização para cada tipo de capim.
"Já nas plantas de pastejo contínuo, temos na régua a indicação da altura máxima que esta planta deve atingir, para que não perca a qualidade, e a altura mínima a que deve ser rebaixada, de modo a preservar a produtividade e a longevidade da pastagem", diz Pires.
7) Manejar vale quanto? 
Apesar de ser uma ideia simples, o manejo vale muito dinheiro.
Primeiro, porque prolongar a vida útil da pastagem reduz o custo da propriedade com recuperação da área. "Uma pastagem bem manejada pode durar 30 anos, enquanto que uma mal manejada vai durar 15, 10 anos, então você dobra os gastos com recuperação se o manejo não for feito adequadamente", afirma o técnico. Outro ponto é que uma pastagem bem manejada pode produzir 30% a 50% a mais de carne por hectare.
Um exemplo de perda seria trabalhar com uma pastagem de Tanzânia – que deve ter o ponto de saída a 35 cm de altura – continuamente a 20 cm. O que vai fazer com que a planta produza muito menos forragem a cada ciclo de pastejo, demore mais para atingir a altura de entrada – que é de 75 cm –e sofra perda na capacidade de suporte. O resultado, consequentemente, é de queda no desempenho animal. "Quando você força o animal a consumir aquela forragem de má qualidade, a perda no Tanzânia pode chegar a 30% na produção de carne por hectare", afirma Pires.
Nas espécies de pastejo contínuo o prejuízo também se dá pelo subpastejo. Um caso comum é deixar, por exemplo, uma área de Marandu ou Piatã ficar alta demais, o que aumenta a produção de talos, forçando os animais a consumir uma forragem de péssima qualidade. "Nesse ponto você tem uma redução no desempenho dos animais da faixa de 600 - 700 gramas/cabeça/dia para em torno de 400 - 450 gramas/cabeça/dia. A proporção de folhas caiu e a proporção de talos aumentou", explica Pires. Com poucas folhas na área para fazer fotossíntese e determinar o crescimento de nova forragem, o resultado é de queda na taxa de lotação.
No final, a conta não perdoa, e o produtor chega à conclusão de que não pode dispensar o manejo. "Multiplicando a perda de desempenho individual (que cai de 600 - 700 gramas para em torno de 400 g/dia) pela redução na capacidade de suporte (que cai de 2 e ½  para o 1 e ½ UA), você vai ter uma enorme redução na produção de carne em arrobas por hectare".
Fonte: Portal DBO com informações da Embrapa Gado de Corte

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Portal DBO - Como garantir uma poupança de volumoso para a seca

7 de dezembro de 2016 - 18:55

Pesquisadora da Embrapa Gado de Corte fala sobre medidas que o produtor pode adotar nas águas para ter disponibilidade de alimento na seca

Marina Salles
Com a entrada do período chuvoso, o pecuarista tem nas mãos uma chance que nem sempre lhe ocorre de bate-pronto, e que pode fazer a diferença durante a seca. A chance de poupar volumoso. Em entrevista à pesquisadora Valéria Pacheco, da Embrapa Gado de Corte, o Portal DBO levantou o passo a passo das medidas que precisam ser pensadas antes que as chuvas cessem:
1) Fazer adubação. “Para ter mais massa, a primeira coisa que vem à mente é fazer uma adubação ou manutenção das pastagens”, afirma Valéria, “o que nem sempre cabe no bolso do produtor”. De acordo com ela, quando cabe, antes ainda desse passo, é preciso fazer uma análise de solo; e se não tem jeito, falta dinheiro, melhor ir direto ao segundo ponto.
2) Ajustar a lotação. De suma importância para não ter superpastejo ou desperdiçar volumoso é ficar de olho na lotação. “Se coloca gado demais o produtor degrada o piquete, se coloca de menos os animais não consomem o que a planta está produzindo”, afirma a pesquisadora.
Sendo assim, a recomendação é se informar sobre a altura do pasto para manejo, que varia conforme a gramínea. Valéria dá alguns exemplos: “Para quem faz pastejo contínuo, o braquiarão não deve passar de 30 centímetros, então, se está com 40 o produtor precisa colocar mais animais na área e se está com 25, ele precisa tirar”, diz. Para a braquiária decumbens, ela afirma ser indicado trabalhar à altura de 25 cm; com o Piatã a 30 cm e o Tifton a 20 cm.
“No caso do pastejo rotacionado o que muda é que você tem uma altura para a entrada dos animais e outra para a saída”, diz. Com o Tanzânia, o gado deve entrar no piquete quando o capim está com 70 cm e sair quando está com 35 cm. Se for Mombaça, entrar com 90 cm e sair com 50 cm. E Xaraés, entrar com 30 cm e sair com 15 cm.
3) Reservar feno em pé. Tradicional, principalmente nas propriedades com manejo mais extensivo, a reserva de feno em pé precisa ser feita até o final do verão, sem ultrapassar a primeira semana de março. “Assim, o produtor tem o outono todo para acumular forragem e usar no período da seca”, afirma Valéria.
Ela lembra ainda que quanto reservar é algo que depende da quantidade de animais que serão alimentados. “Pensando em um hectare de pasto de braquiarão, que foi vedado no final de fevereiro, começo de março, dá para calcular um acúmulo de forragem suficiente para o suporte de 3 UA/ hectare. Estamos falando, então, de alimentar três animais de 450 kg ou seis bezerros desmamados com essa reserva”, diz. O que não dispensa o acréscimo de um sal proteico à dieta. “Como esses pastos vedados têm valor nutritivo mais baixo, dependendo do ganho de peso que o produtor quer alcançar, pode só entrar com o suplemento de sal proteico ou terá que recorrer a outras alternativas”, diz. As opções podem ser tanto concentrado como silagem de milho ou sorgo, por exemplo.
Por último, antes de vedar o pasto, a pesquisadora recomenda baixar um pouco a altura, até uma média de 15 centímetros. “Para não ficar muito material morto na base das touceiras e ter uma rebrota mais nova”, explica.
4) Produzir silagem de capim. Para aqueles com produção mais intensiva e que querem manter a dieta a pasto, Valéria indica a silagem de capim. O procedimento é recomendado, segundo ela, para quem trabalha com variedades mais produtivas.
“Em vez de reservar feno em pé, o produtor que tem maquinário e know how, pode separar alguns piquetes e, durante o verão, fazer silagem de capim. Uma vantagem dele, comparativamente ao feno em pé, é que a produção de matéria seca chega a ser duas vezes maior. Isso porque o animal sempre desperdiça um pouco na sua colheita”, afirma a pesquisadora. 
5) Feno em pé e silagem de capim. Mais uma opção é aliar as duas estratégias. Segundo Valéria, usando a proporção 1/3 de feno de capim, 2/3 de silagem. “Nesse caso, o produtor vedaria na primeira semana de fevereiro 1/3 da área que quer destinar para produzir volumoso”, diz, o que lhe garantiria maior acúmulo de forragem em melhores condições de temperatura e umidade. “E reservaria os outros 2/3 só mais para frente, a fim de garantir um alimento de melhor qualidade”, completa. Na hora do uso, o consumo deve seguir a mesma ordem, primeiro o 1/3, depois os 2/3. 

Fonte: Portal DBO