segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Apesar da chuva, primeiras colheitas surpreendem na maior região de soja do país

Por:  


O atraso no plantio assustou. O clima no início da colheita também. Mas se depender do maior produtor de grãos do país, o Brasil vai bater outro recorde de produção de soja no campo. De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), a colheita avançou e alcançou 12,35% na última semana. O percentual está abaixo do registrado no ano passado - que na mesma semana era de 16,25% -, mas acima da média histórica.
As máquinas ganharam ritmo. Porém, o que mais está empolgando os produtores são as produtividades médias elevadas. Talhões com 70, 73 e até 75 sacas por hectare, muito acima da média nacional, que é de 55,3 sc/ha. Não é uma realidade generalizada, mas é um excelente indicativo do que a safra atual promete. O Imea estima que 9,42 milhões de hectares foram cultivados com soja no estado.
O coordenador técnico do grupo Bom Jesus, Luís Henrique Vigolo, conta que os primeiros talhões de algumas fazendas do grupo, que planta mais de 50 mil hectares na região Sul do Mato Grosso, atingiram uma produtividade média de até 75 sacas por hectare. “A colheita ainda não começou de verdade, mas esperamos bons resultados sim. Altas produtividades nos primeiros talhões são comuns”, conta.
Segundo Vigolo, que é engenheiro agrônomo, o ano passado foi atípico, ‘fora da curva’. “Na safra passada, só não colheu bem que não fez a lição de casa da porteira para dentro. Neste ano, também esperamos uma safra cheia. Tivemos uma boa janela de plantio, um bom volume de chuvas, a planta se desenvolveu bem, sem incidências alarmantes de pragas e doenças. Quem fez um bom trabalho de manejo vai colher bem”, afirma. A expectativa é fechar com ciclo com uma média de 65 sacas por hectare.
Para a temporada 2017/18, a estimativa do Imea é que o Mato Grosso colha 30,6 milhões de toneladas, um recuo de 2,14% em relação ao último ciclo. Os dados, segundo o gestor técnico da entidade Ângelo Ozelame, são um reflexo do atraso do plantio, mesmo com um aumento de 0,17% na área plantada. “É claro que isso não é um dado final. Pode mudar ao longo da safra. Nós estamos trabalhando com uma produtividade média de 54 sacas por hectare”, salienta.
De acordo com o gestor do Imea, com pouco mais de 10% do território nacional, as regiões produtivas do Mato Grosso vivem realidades diferentes. “Enquanto o Médio-Norte e o Oeste estão com boas colheitas, inclusive com rendimentos melhores que no ano passado, o Nordeste e Sudeste estão com alguns problemas de clima, e isso pode impactar no resultado final”, explica.

sábado, 3 de fevereiro de 2018

20 dicas para aumentar a eficiência do uso de fertilizantes

Por SF Artigos* em 01/02/2018.




A resposta das culturas à aplicação de fertilizantes depende de vários fatores. Conhecê-los e intervir com planejamento em pontos críticos é essencial para aumentar a rentabilidade da atividade, uma vez que o manejo da fertilidade no sistema de produção representa quase um terço do custo variável de lavouras. Neste sentido, atente-se para os seguintes pontos:

  1 – Tipo de solo 

Identifique o tipo de solo, declividade, profundidade, presença de camadas de impedimento, drenagem e outros fatores que possam diminuir a absorção e utilização dos nutrientes pelas plantas e aumentar a perda por escorrimento superficial ou lixiviação para zonas mais profundas onde as raízes não chegam.   

2 – Produtividade

Avalie as reais expectativas de produtividade da cultura para a sua região, considerando, além do nível de investimento utilizado, a janela de semeadura, pois perdas das melhores épocas de semeadura, por excesso ou falta de chuva, geralmente influenciam as produtividades finais alcançadas.   Planeje o calendário de semeadura e realize os serviços de preparo da área na época ideal para proporcionar o melhor ambiente de desenvolvimento das culturas. Utilize como base o zoneamento de risco agroclimático para o seu município (clique aqui para acessar).   

3 – Análise de solo

Só manejamos bem o que conseguimos medir e conhecer. Faça a análise e a interpretação dos resultados previamente à compra e utilização dos fertilizantes. Essa ferramenta muitas vezes vem sendo negligenciada, apesar do seu baixo custo. Um plano de amostragem bem feito, representativo, é essencial na obtenção de sucesso.   Não pare na análise química, avalie a compactação, a estrutura do seu solo, abra trincheiras e use o DRES (Diagnóstico Rápido da Estrutura do Solo) desenvolvido pela Embrapa e disponível em https://www.embrapa.br/dres (leia mais: saiba onde e como diagnosticar a fertilidade da sua terra).   

4 – Fontes alternativas

Avalie fontes alternativas de nutrientes disponíveis na região, especialmente estercos e outros resíduos orgânicos que atuam como condicionadores do solo e, dependendo do caso, podem aumentar diretamente a eficiência do uso dos formulados minerais NPK quando aplicados em conjunto.   

5 – Solo protegido

Mantenha o solo coberto e protegido do excesso de sol, chuvas e ventos. Considere a utilização de plantas de cobertura, especialmente leguminosas, que têm a incrível capacidade de economizar fertilizantes nitrogenados, em especial, para a cultura sucessora.   Não se deve esquecer que o uso de plantas de cobertura promove outros benefícios para o solo e o sistema. Braquiárias são bombas de potássio que reciclam este nutriente, trazendo-o de camadas mais profundas para as mais superficiais, onde se concentra a maior parte das raízes das plantas. E ainda servem para alimentar animais em períodos de escassez de volumosos.   

6 – Investimento

Dimensione o investimento em nutrientes para aplicar somente os níveis necessários para o pleno desenvolvimento e exportação da cultura em anos de baixo preço de venda, e condições de solos com teores satisfatórios de nutrientes. Ou fortaleça os investimentos em condições de preços favoráveis (fertilizantes em preços viáveis e de venda satisfatória) visando a obtenção do máximo retorno econômico e a construção da fertilidade do solo. Além das doses de fertilizantes, deve-se considerar a qualidade do fertilizante, havendo aqueles que apresentam maior valor agregado com novas tecnologias incorporadas (de maior custo).   

7 – Demanda 

Conheça o momento de maior demanda pelas plantas. É neste estádio que os nutrientes devem estar disponíveis! O parcelamento de alguns fertilizantes promove incrementos na produtividade em algumas condições; contudo, deve-se considerar o custo de aplicação.   

8 – Sustentabilidade

Invista em sistemas de produção sustentáveis que aumentem e mantenham os níveis de matéria orgânica do solo entre 3 e 5%, tais como os sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, sistemas intensificados de plantio direto e outros. Aumentos de matéria orgânica levam anos, talvez décadas, de um trabalho bem feito, mas que garante resultados positivos. Matéria orgânica representa um solo vivo, saudável e produtivo.   

9 – Uniformidade

Aplique os nutrientes e condicionadores de solo de maneira uniforme, nos locais certos. Atualmente, há implementos que apresentam inovações simples que promovem uma adequada aplicação do fertilizante na semeadura.   Invista tempo na regulagem e calibragem das máquinas. Uma aplicação de calcário, gesso ou adubações de cobertura de N e/ou K, por exemplo, deve sempre ter uniformidade e regulagem na distribuição transversal para definir a largura efetiva que garante bons resultados e retorno econômico.   Cuidado com fertilizantes de alto poder osmótico (salinizante) que podem causar estresse salino e interferir nos processos de germinação das sementes e emergência das plântulas (cloreto de potássio, por exemplo).   

10 – Rotação de culturas

Diversifique as culturas! Rotações de culturas geram benefícios de médio a longo prazo aos sistemas de produção. Considere perder um pouco no início para ganhar mais ao longo do tempo, inclusive como uma estratégia de gestão de riscos. Lembre-se que a atividade agropecuária é inerentemente uma atividade de risco. Aplique o sistema plantio direto pleno, com uso de plantas de cobertura para geração de palhada, baixo revolvimento do solo e rotação de culturas.   

11 – Irrigação

Invista em irrigação. Sistemas irrigados geram maior eficiência no uso de nutrientes. Plantas “bebem” nutrientes, nada adiantando aplicar fertilizante se não houver água no solo. Plantas irrigadas produzem mais, apresentam menores riscos e maiores taxas de eficiência no uso de diversos nutrientes, especialmente quando se usa a fertirrigação.   

12 – Análise foliar

Utilize a análise foliar. Essa tecnologia, poucas vezes utilizada, fornece informações de enorme valor ao empreendedor rural. Detecta com precisão se todos os fatores que interferem na produtividade estão ou não apropriados para que ocorra a adequada absorção e utilização dos nutrientes dos fertilizantes pelas plantas.   É o exame de sangue tradicional do médico, que fazemos na maioria das consultas e checkups, mas para as plantas. Se possível, utilize-se de sistemas de interpretação avançada dos resultados, como o DRIS (Diagnosis and Recommendation Integrated System), de bases nacionais, como a disponibilizada pela Embrapa para a cultura da soja (acesse aqui).   

13 – Adubação foliar

A adubação foliar deve ser realizada com critérios técnicos refinados. As melhores respostas têm sido observadas para micronutrientes e em situações específicas. Avalie as porcentagens dos nutrientes, mas não se esqueça de verificar a densidade do produto. Fertilizantes quelatizados apresentam comportamentos benéficos em determinadas situações.   Verifique a fonte dos nutrientes. Algumas, como as baseadas em cloretos, podem gerar queimas foliares em determinadas condições. Busque empresas consolidadas e que ofereçam qualidade comprovada dos produtos. Se utilizar fertilizantes líquidos com outros produtos, realize pré-misturas antes de colocar no tanque para verificar incompatibilidades. Exija essas informações das empresas.   

14 – Inoculantes

Considere o uso de inoculantes. Atualmente tem-se verificado muitos efeitos benéficos desse insumo em culturas além da soja. A coinoculação já é uma realidade.   

15 – Conservação de recursos

Cuide da conservação do solo e da água. Terraços, semeadura em nível, barragens e outras técnicas são essenciais, mesmo em sistemas com grande aporte de palha e paisagens planas.   Solos com apenas 1% de declividade já necessitam e se beneficiam de práticas de conservação, e o seu bolso também. Cuidado com a compactação do solo, mas mais cuidado com práticas que não têm demonstrado efeito benéfico e econômico para resolver esse problema potencial.   

16 – Controle de pragas

Use práticas de controle integrado de pragas como medidas de proteção para evitar perdas de produtividade e, indiretamente, perdas na eficiência no uso dos fertilizantes.   

17 – Produtos fluidos

Armazene os fertilizantes fluidos em recipientes rotulados e/ou estruturas que evitem o vazamento e que sejam resistentes à corrosão, a furos ou a rachaduras. Verifique periodicamente se há decantação no fundo da embalagem.   

18 – Fertilizantes secos

Armazene adequadamente e manipule fertilizantes secos de forma a evitar perdas.   

19 – Planejamento de compras

Compre antecipadamente. Negociações em ‘pools de compra’ também garantem um menor preço por ponto de nutriente adquirido.   

20 – Boas sementes

Invista em cultivares modernas responsivas em casos de lavouras de alto investimento em insumos e tecnologia, e, em situações de menor potencial produtivo, opte por cultivares de menor preço de semente para investimentos menores.   

Tecnologia e assessoria técnica Lembre-se que, na atividade agrícola, o produtor deve buscar sempre se modernizar e se atualizar, mas, apesar de todo o planejamento, a agricultura ainda é uma arte e um grande desafio com surpresas ocorrendo em cada safra. Portanto, o investimento em uma boa assessoria técnica representa um retorno seguro ao investimento de sua lavoura.   

Alguns novos procedimentos têm surgido no manejo do uso de fertilizantes, com avanços no manejo por zonas na agricultura de precisão com aplicações em taxas variadas, uso de sensores para detectar estresse em campo e coleta de dados, tal como uso de drones em imagens NDVI (Índice de Vegetação da Diferença Normalizada) e outros índices; uso de aplicativos e sistemas de alertas baseados em inteligência artificial; análises de outros tecidos vegetais em diferentes épocas, inclusive mais cedo para intervenções na própria safra, dentre outros, mas que são especificidades e não estão amplamente consolidadas como boas práticas agrícolas para o manejo de nutrientes. Caso essas inovações estejam disponíveis, seja prudente. Use novas técnicas, práticas de manejo e produtos em áreas menores antes de aplicar em toda a propriedade.   Teste, experimente, avalie! O que pode funcionar no vizinho não necessariamente funcionará com você, mas as chances são altas, se devidamente adaptado e adotado. Esteja sempre alerta para soluções milagrosas, que prometem sacas a mais, mas que não apresentem resultados variados e de pesquisas de órgãos oficiais isentos.  

 * Artigo escrito por Alexandre Martins Abdão dos Passos, Pesquisador, Doutor em Fitotecnia, Embrapa Milho e Sorgo, Sete Lagoas-MG; Flávia Cristina dos Santos, Pesquisadora, Doutora em Solos e Nutrição de Plantas, Embrapa Milho e Sorgo, Sete Lagoas-MG e por Manoel Ricardo de Albuquerque Filho, Pesquisador, Doutor em Solos e Nutrição de Plantas, Embrapa Milho e Sorgo, Sete Lagoas-MG.

Artigo original do site SF Agro | Farming Brasil: http://sfagro.uol.com.br/eficiencia-fertilizantes/

“Funrural” explicado e descomplicado em 2018

Por Pedro Puttini Mendes e Clairton Kubaszwski Gama em 30/01/2018 no site Scot Consultoria



Desde 2017 o tema “Funrural” ou contribuição previdenciária rural – terminologia juridicamente correta – ocupou as pautas da imprensa do agronegócio e de forma geral, sem contar os embates jurídicos travados pelas ações judiciais e medidas provisórias.


Pois bem. Com o objetivo de simplificar o assunto, após as alterações trazidas pela Lei Federal no. 13.606, de 9 de janeiro de 2018, trouxemos o que tributaristas conhecem por “regra matriz tributária” para facilitar a compreensão do tema.

Na tabela 1, procuramos demonstrar os critérios material, pessoal (em relação ao sujeito passivo da relação jurídica-tributária) e quantitativo da contribuição social devida pelos produtores rurais, pessoas físicas e jurídicas. Não entramos no mérito das contribuições sociais devidas pelos empregados rurais ou pelos prestadores autônomos de serviços rurais, cingindo o objeto deste estudo, como dito, aos produtores.

Esta contribuição pode ser conceituada como a espécie tributária cujo produto de sua arrecadação é destinado a uma ação estatal voltada a finalidades específicas e constitucionalmente determinadas como autorizadoras da tributação.

A Constituição Federal prevê quatro espécies de contribuição: sociais (art. 149, primeira parte); de intervenção no domínio econômico (art. 149, segunda parte); do interesse das categorias profissionais ou econômicas (art. 149, terceira parte); e de iluminação pública municipal e distrital (art. 149-A).

As contribuições sociais podem, ainda, ser subdivididas em: gerais (art. 149, primeira parte); e de seguridade social, que por sua vez comportam subdivisão em ordinárias (art. 149, primeira parte c/c art. 195, I, II e III), residuais (art. 149, primeira parte c/c art. 195, § 4o.) e de previdência do funcionalismo público estadual, distrital e municipal (art. 149, § 1o.).

A contribuição objeto de estudo no presente artigo, trata-se de contribuição social de seguridade social ordinária, portanto, com fundamento constitucional no art. 149, primeira parte c/c art. 195, ambos da Constituição Federal.

Por oportuno, registra-se que as contribuições sociais, ao contrário do que ocorre com outras espécies tributárias – como os impostos, principalmente -, não têm suas materialidades definidas constitucionalmente. Cabe, pois, ao legislador infraconstitucional o direito de impor quais os fatos jurídicos tributários que ensejarão a incidência da exação. No que diz respeito à contribuição em análise, esta tarefa foi desempenhada pela Lei no. 8.212/1991, que desde sua edição já passou por inúmeras modificações, sendo a última delas bastante recente, realizada através de Lei no. 13.606 de 9 de janeiro de 2018.

Enfim, importa ainda lembrar que continuam pendentes, a conclusão do Recurso Extraordinário no. 718.874 e o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade no. 4395, ambos em trâmite no Supremo Tribunal Federal.

Tabela 1.

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Coautoria:

Clairton Kubaszwski Gama:

Advogado, graduado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS. Pós graduado em Direito Tributário pelo Instituto Brasileiro de Estudos Tributários - IBET. Coordenador do Grupo de Estudos em Tributação Internacional da Faculdade Brasileira de Tributação – FBT.

Preços do boi gordo sofreram quedas acentuadas em janeiro

Por Safras & Mercado em 02/02/2018



Porto Alegre, 02 de fevereiro de 2018 – O mercado de boi gordo apresentou preços acentuadamente mais baixos em janeiro nas principais praças de comercialização e produção do Brasil. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o primeiro mês de janeiro foi dividido em dois momentos bem distintos.
     “Durante as primeiras semanas, os frigoríficos se aproveitaram do lento escoamento da carne para pressionarem o mercado; então os preços perderam sustentação e caíram rapidamente. Já na última semana do mês o quadro mudou; os frigoríficos encontraram dificuldades na aquisição de animais terminados, com escalas de abate encurtadas”, assinalou.
     Conforme sua avaliação, para que os preços do boi gordo encontrem algum espaço para alta agora em fevereiro deveria acontecer uma reação dos preços da carne bovina no atacado, o que de fato pode ocorrer durante a primeira quinzena, devido ao repique tradicional do consumo durante o início de cada mês, com o acréscimo do Carnaval. Já as pastagens permanecem em bom estado favorecendo a retenção dos animais prontos para o abate no campo.?

     Os preços a arroba do boi gordo na modalidade à vista nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 31 de janeiro:
* São Paulo (Capital) – R$ 144,00 a arroba, contra R$ 149,00 em 28 de dezembro. 
* Goiás (Goiânia) – R$ 134,00 a arroba, ante R$ 145,00 a arroba. 
* Minas Gerais (Uberaba) – R$ 136,00 a arroba, contra R$ 146,00 a arroba.
* Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 133,00 a arroba, contra R$ 141,00 a arroba. 
* Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 134,00 a arroba, estável.


Exportações
     As exportações de carne bovina "in natura" do Brasil renderam US$ 425,8 milhões em janeiro (22 dias úteis), com média diária de US$ 19,4 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 99,5 mil toneladas, com média diária de 4,5 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.277,70.
 
    Na comparação com dezembro, houve perda de 17,1% no valor médio diário da exportação, baixa de 16,6% na quantidade média diária exportada e baixa de 0,5% no preço. 
 
    Na comparação com janeiro de 2017, houve avanço de 20,9% no valor médio diário, alta de 14,3% na quantidade média diária e alta de 5,8% no preço médio. 
 
    Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.


       Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Pesquisa do USDA apoia glutamina como alternativa para antibióticos

Por Suinocultura Industrial em 01/02/2018




Uma pesquisa feita por cientistas do Serviço de Pesquisa Agrícola (ARS) vinculado ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), sugere que aminoácidos naturais como a glutamina podem ser uma alternativa para a saúde animal dos suínos. O resultado completo da pesquisa foi publicado recentemente no Journal of Animal Science. As informações são do portal Pork Business.

Os pesquisadores observaram que a L-glutamina é um importante fornecedor de energia que ajuda na divisão rápida de células, como enterócitos e linfócitos. O aminoácido serve como imunomodulador que inibe citocinas pró-inflamatórias.

Segundo pesquisas anteriores, a inclusão da L-glutamina como promotora de crescimento na dieta de suínos pode melhorar a produtividade do animal que não tenha sido submetido a estresse. Assim, os pesquisadores se propuseram a comparar a suplementação de L-glutamina com clorotetraciclina (antibiótico) e alimentação sem suplementação em suínos pós-desmame em um período de simulação.

As hipóteses levantadas foram de que a retenção de antibióticos alimentares afetaria negativamente o bem-estar geral dos leitões e que a suplementação, considerada dietética, feita com a L-glutamina teria um efeito semelhante aos antibióticos dietéticos na saúde e bem-estar do animal.

Os resultados mostraram que os animais que não foram submetidos a antibióticos na dieta, durante o período de testes, tiveram resultados negativos nos quesitos referentes à saúde e bem-estar, com aumento no dano intestinal, redução da ingestão da ração e aumento de casos de doenças. No entanto, os porcos alimentados com L-glutamina, ao longo da fase de tratamento dietético de 14 dias, tiveram uma ingestão maior de ração em relação ao outros grupos testados. Já os porcos alimentados com antibióticos apresentaram melhor desempenho do que os animais que não receberam suplementos.

Os pesos corporais para os animais alimentados com glutamina e antibióticos foram semelhantes, sendo ambos mais pesados dos que os que não foram submetidos a suplementos.

Assim, os pesquisadores concluíram que a L-glutamina pode ser uma alternativa natural viável aos antibióticos dietéticos. O estudo ainda ressalta que os leitões foram colocados em situação de desmame e transportados sob condições simuladas, por isso as implicações no uso da L-glutamina devem ser confirmadas nas condições comerciais de produção.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Graças a Trump, robôs produzirão porção maior do leite dos EUA

Por MilkPoint em 31/01/2018




ouco tempo atrás, o uso de robôs para ordenha de vacas era novidade nos EUA, mas hoje a automação está aparecendo em mais fazendas. Um dos grandes fatores por trás dessa tendência é que mais da metade da mão de obra das fazendas leiteiras é imigrante, e a política linha-dura do governo Trump sinaliza que os trabalhadores poderão ter ainda mais dificuldades para chegar aos campos. Os robôs são capazes de reduzir em 50 por cento o número de trabalhadores em uma fazenda leiteira.
Além das preocupações com a mão de obra, o crédito barato e as melhorias tecnológicas estão ajudando a inclinar a balança a favor dos robôs nas fazendas leiteiras, disse Mark Stephenson, diretor de análises de políticas leiteiras da Universidade de Wisconsin-Madison.
"Há inclusive pessoas que trabalharam por anos em algumas fazendas e que foram embora por medo de serem descobertas na condição de ilegais", disse Stephenson, por telefone. "Ninguém quer acordar um dia com mil vacas para ordenhar e sem ninguém para fazer o trabalho."
Atualmente, menos de 5 por cento das fazendas leiteiras dos EUA usam robôs. O número provavelmente aumentará em 20 por cento a 30 por cento por ano no futuro próximo, segundo Chad Huyser, vice-presidente para a América do Norte da Lely, uma fabricante de robôs para ordenha com sede em Pella, Iowa. Em todo o mundo, os robôs para fazendas leiteiras já representam um setor de US$ 1,6 bilhão, número que continuará crescendo, segundo relatório de janeiro da empresa de pesquisas de mercado IDTechEx.
60 vacas por dia
Os primeiros modelos de robôs ordenhadores de vacas não funcionavam muito bem, mas agora a tecnologia se tornou acessível e confiável, disse Stephenson. Os robôs trabalham acoplando equipamentos aos úberes das vacas, ordenhando e limpando os animais. Com um dos modelos mais populares, as vacas caminham até uma baia para serem ordenhadas quando queiram, e um robô opera em 60 animais por dia. A mecanização está aparecendo também de outras formas, com robôs móveis que empurram a ração e limpam a área depois que os animais saem.
Essa modernização é cara. Uma unidade robótica pode custar algumas centenas de milhares de dólares, segundo Marcia Endres, professora de ciências do leite da Universidade de Minnesota, que preparou modelos econômicos para robôs de ordenha. Ainda assim, se a máquina dura em torno de 15 anos e o custo total do fazendeiro por trabalhador é de US$ 25 a US$ 30 por hora, o investimento de quem instala a tecnologia acaba compensando, estimou.
Com a discussão promovida pela Casa Branca a respeito da construção de um muro dividindo o México e os EUA, e o impasse em relação à imigração no Congresso americano, que recentemente fechou o governo por três dias, existe o temor de que a tradicional força de trabalho agrícola dos trabalhadores imigrantes, incluindo os ilegais, possa diminuir ainda mais. No início do mês, o dono de uma fazenda leiteira de Michigan foi condenado a dois anos de prisão por contratar imigrantes ilegais.
As vacas costumam gostar do estilo de vida robótico. Os animais ganham certa autonomia e deixam de ser interrompidos o tempo todo pelos humanos, disse Matt Gould, editor do boletim informativo "Dairy & Food Market Analyst" na Filadélfia. Uma das consequências é o surgimento de comportamentos mais naturais no rebanho de vacas, que começam, por exemplo, a lamber umas às outras.
As informações são do Bloomberg, publicadas no UOL.

Setor agrícola do Mercosul rejeita oferta da Europa

Por MilkPoint em 31/01/2018




Produtores agropecuários do Mercosul se recusam a aceitar a proposta feita pela União Europeia de abertura de mercado e alertam que acordo final entre os dois blocos pode ficar desequilibrado.
Na noite de segunda-feira, 29, e na terça-feira, 30, num encontro ministerial em Bruxelas, a Comissão Europeia elevou sua oferta de abertura de 70 mil toneladas para 99 mil toneladas de carnes do Mercosul. O tema era central para destravar o impasse no processo que já dura 19 anos. O Brasil já havia deixado claro que, sem maior acesso para o segmento, não haveria um acordo.
A partir de agora, os ministros retornam aos seus países. Mas técnicos e negociadores ficam até dia 8 de fevereiro para tentar aproximar posições e fechar a base de um acordo. Uma nova reunião já foi marcada para o dia 18, em Assunção.
Negociadores revelaram que a meta é a de acelerar o processo e tentar concluir o entendimento até março. Fontes no Palácio do Planalto acreditam que o acordo é “possível”.
Os europeus se reúnem nesta quarta-feira, 31, com os 28 governos do bloco e serão cobrados pelas concessões que fizeram. A Irlanda, por exemplo, deixou claro nesta semana que não aceitaria uma ampliação das cotas de carne. No entanto, a proposta que foi apresentada ao chanceler Aloysio Nunes Ferreira foi alvo de dura crítica por parte das entidades que representam o setor agropecuário no Mercosul, entre eles a Associação Brasileira das Indústrias Exportadores de Carnes (Abiec), a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e a Sociedade Rural Brasileira.
“A oferta de 99 mil toneladas de carne não cumpre o mandato de 2010 e não contempla a ambição do setor no Mercosul”, disseram os grupos, que ainda apontaram para a “falta de informação” sobre o restante das condicionalidades. A oferta não atende às expectativas do setor agropecuário do Mercosul”, insistiram as entidades, num documento assinado por Gedeão Silveira Pereira, presidente da Federação de Agricultura do Rio Grande do Sul, e enviado aos ministros do bloco.
A demanda do setor é de que a cota seja estabelecida inicialmente em 100 mil toneladas e que haja um incremento anual até atingir 160 mil toneladas por ano.
O setor também criticou a falta de “transparência” do processo. “Confiávamos que os governos do bloco buscariam um acordo amplo e equilibrado, que trouxesse reais benefícios para os produtores rurais sul-americanos”, disseram as entidades na carta.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Opinião do Zé: Será que não é mais interessante aceitar este acordo para começar e colocar uma cláusula de revisão bianual? fica todo mundo olhando para o seu quadrado e esquecem do global. Sou contra acordos de "livre comercio" onde o comércio não é totalmente livre existindo várias cláusulas de limitação de quantidade e outros. Sou favorável a acordos sem limites de espécie alguma excetuando os casos onde o desequilíbrio é muito grande,mesmo nestes casos o acordo deve prever a liberação no menor espaço de tempo. Para mim o Mercosul já deveria estar negociando um acordo de livre comércio com o Reino Unido que esta saindo da União Europeia, há o interesse da Inglaterra o que facilitaria muito a assinatura de um acordo.