sábado, 8 de abril de 2017

SEMANA: Preços do frango recuam no Brasil, refletindo demanda

 Porto Alegre, 7 de abril de 2017 - A avicultura de corte registrou preços em queda na primeira semana de abril e tende a seguir pressionada ao longo da primeira metade do mês, segundo a avaliação do analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias.
     No mercado interno os principais frigoríficos do setor ainda adotam medidas para se precaver quanto a um eventual recuo na demanda, adotando medidas como a redução dos níveis de produção, de modo a adequar a oferta ao potencial de demanda. “Algumas unidades permanecem em férias coletivas e a situação tende a retornar a normalidade apenas no médio prazo”, sinaliza.
     No atacado e na distribuição os preços tiveram algumas alterações ao longo da semana. Para os produtos congelados, o quilo do peito na distribuição caiu de R$ 4,55 para R$ 4,45, o quilo da coxa seguiu em R$ 3,50 e o quilo da asa permaneceu em R$ 6,50. No atacado, o quilo do peito seguiu em R$ 4,40, o quilo da coxa em R$ 3,40 e o quilo da asa em R$ 6,30.
     Nos cortes resfriados, Iglesias afirma que os preços tiveram poucas modificações. O preço do quilo peito na distribuição caiu de R$ 4,70 para R$ 4,60, o quilo da coxa seguiu em R$ 3,50 e o quilo da asa em R$ 6,50. No atacado, o preço do quilo do peito continuou em R$ 4,50, o quilo da coxa em R$ 3,40 e o quilo da asa em R$ 6,40.
     Iglesias afirma que apesar dos volumes de exportações terem ficado em bons níveis em março, apesar da queda ante o mesmo mês em 2016, por conta da Operação Carne Fraca, o setor segue avaliando os efeitos em termos de credibilidade, o que ainda pode causar sobressaltos nos volumes de embarques.
     Levantamentos feitos pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que os embarques totais de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura, embutidos e outros processados) decresceram 4,1% em março na comparação com o mesmo período do ano passado, totalizando 386,4 mil toneladas - contra 402,9 mil toneladas em
2016.
     Em receita, houve crescimento de 13,6% em março na comparação com o mesmo período do ano passado, com total de US$ 661,3 milhões neste ano - contra US$ 582,1 milhões no ano anterior.
     No acumulado do ano, os resultados seguem positivos, com altas de 3,8% nos volumes embarcados neste primeiro trimestre, na comparação com o mesmo período do ano anterior - com 1,079 milhão de toneladas - e de 22,8% em receita - com US$ 1,829 bilhão.
     O levantamento realizado por SAFRAS & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil indicou que em Minas Gerais a cotação do quilo vivo recuou de R$ 2,55 para R$ 2,50 ao longo da semana. Em São Paulo o quilo vivo caiu de R$ 2,55 para R$ 2,50.
     Na integração catarinense a cotação do frango retrocedeu de R$ 2,35 para R$ 2,30. No oeste do Paraná o preço baixou de R$ 2,30 para R$ 2,25. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo teve queda de R$ 2,40 para R$ 2,35.
     No Mato Grosso do Sul o preço do quilo vivo do frango passou de R$ 2,45 para R$ 2,40. Em Goiás o quilo vivo também teve desvalorização de R$ 2,50 para R$ 2,45. No Distrito Federal o quilo vivo caiu de R$ 2,55 para R$ 2,50.
     Em Pernambuco, o quilo vivo seguiu em R$ 3,70. No Ceará a cotação do quilo vivo continuou em R$ 3,70 e, no Pará, o quilo vivo permaneceu em R$ 3,80.
     Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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